
Ricardo Pinto de Castro e César
Sociólogo – ISCTE-IUL
Combater as dependências e promover a inclusão social é um esforço conjunto de todos nós, cidadãos, para construir uma sociedade mais inclusiva e resiliente. O combate às dependências tem que ganhar cada vez mais destaque na agenda do poder local e do governo regional. Estes dois níveis de governação precisam trabalhar de mãos dadas, numa verdadeira parceria, para implementar estratégias eficazes que tragam resultados concretos e sustentáveis.
Investir nesta área não é apenas uma questão de recursos, mas de boas práticas com efeitos multiplicadores. Os investimentos devem gerar impacto real na vida das pessoas, promovendo a inclusão social e facilitando o acesso a oportunidades de recuperação e reintegração social o que todos nós sabemos difícil. É fundamental que as ações sejam avaliadas e ajustadas, garantindo que os resultados sejam visíveis e duradouros.
Apostar em equipas de rua que atuem no terreno e representam uma mais-valia neste processo é valorizá-las, protegê-las, reconhecer o seu trabalho de proximidade e apostar na sua formação pluridisciplinar. Constituem passos essenciais para uma intervenção que se quer mais eficaz. Estas equipas, compostas por profissionais de diversas áreas, conseguirão abordar as necessidades de cada pessoa de forma mais holística, promovendo uma intervenção mais humana e personalizada.
Acredito que uma abordagem integrada, que valorize o trabalho de proximidade e de cooperação entre diferentes entidades, pode gerar uma rede de apoio mais forte e eficaz. Assim, o combate às dependências deixa de ser apenas uma missão de alguns e passa a ser uma responsabilidade de todos, para uma sociedade mais justa e inclusiva.
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