Golfinho pintado dá à luz no mar dos Açores

© FUTURISMO

Um golfinho pintado do Atlântico deu à luz no mar dos Açores durante uma viagem de observação de cetáceos. O momento foi observado e registado por um grupo de turistas que presenciou o raro momento que a natureza proporciona.

Apesar de ser um momento raro, a equipa de mar da Futurismo e todos os que estavam a bordo, conseguiram ver o rebuliço nas águas que, afinal, veio a revelar-se ser o nascimento de um golfinho.

“Os Açores não seriam os mesmos sem um cenário de nevoeiro. Aquele, de facto, foi um dia em que quase parecia que as nuvens caíam do céu. Embora faltasse visibilidade, a incrível capacidade de encontrar animais continuava alta, pois nos Açores não dependemos apenas da vista, mas também do som. E naquele dia utilizámos o hidrofone (um aparelho que capta sons produzidos debaixo de água que funciona como um microfone aquático e é muito utilizado pelos biólogos marinhos)”, recorda Dinis Jacob.

O biólogo marinho acrescenta que foi “graças a este dispositivo que todos a bordo tiveram a oportunidade de assistir a um daqueles momentos que acontecem uma vez na vida: no meio de golfinhos pintados do Atlântico, um recém-nascido apareceu à superfície a respirar pela primeira vez fora do útero da mãe! Sem dúvida, que foram minutos de tirar o fôlego.”

As evidências de que se tratava de um golfinho recém-nascido eram evidentes. “Presenciamos um ajuntamento de golfinhos muito ativos à superfície e poucos segundos depois surgiu um golfinho bebé cheio de pequenas rugas no corpo e uma cabeça ainda deformada, que é uma das características dos recém-nascidos, e estava sempre perto da sua mãe”, explica.

“A forma como o golfinho nada também indica que se trata de um recém-nascido. Um golfinho bebé nada numa posição ao lado da mãe, chamada posição escalonada. O bebé aproveita os movimentos da mãe e de outras fêmeas, permitindo assim que nade menos para acompanhar a progenitora”, acrescenta.

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