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Climatologia e Vulcanologia são áreas científicas que os Açores devem desenvolver

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O Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia visitou o Observatório de Investigação Climática, na Graciosa, e conheceu o projeto ARM (Atmospheric Radiation Measurement), que resulta de um programa internacional promovido pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos que é desenvolvido através do Los Alamos National Laboratory. 

Nos Açores, este projeto conta com o apoio do Governo Regional e com a parceria da Universidade dos Açores, através do Centro de Clima, Meteorologia e Mudanças Globais, encarregue de toda a gestão técnica. 

Fausto Brito e Abreu reconheceu o trabalho que tem sido desenvolvido no ARM, frisando acreditar que é possível que este projeto na Graciosa “permita alargar a investigação, a pesquisa e a recolha de dados científicos no domínio da Climatologia na Região”. 

O projeto ARM começou por ser uma estação móvel que passou depois a ser definitiva, o que “comprova a localização estratégica e a centralidade atlântica dos Açores”, salientou Fausto Brito e Abreu.  

O ARM do Observatório de Investigação Climática da Graciosa faz uma avaliação tridimensional da atmosfera e irá contar, a partir do próximo ano, com um radar de banda x para medir a precipitação. 

Com este projeto é possível trabalhar com a mais recente tecnologia ao serviço das ciências atmosféricas e do clima, numa estrutura de calibração e de validação de dados ao dispor da comunidade científica internacional. 

Durante a visita à ilha Graciosa, o Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia visitou também a Estação de Infrassons IS42, uma das 60 estações da rede internacional da Comissão Preparatória da Organização do Tratado sobre a Proibição Total de Ensaios Nucleares (CTBTO), cuja manutenção é da responsabilidade do Centro de Vulcanologia e Avaliação de Riscos Geológicos da Universidade dos Açores. 

A Estação de Infrassons IS42, inaugurada em 2011, tem capacidade para a deteção de vários tipos de eventos, a distâncias que podem atingir vários milhares de quilómetros, sendo decisiva no acompanhamento de ensaios nucleares, mas também no estudo e monotorização das atividades sísmica e vulcânica.  

Para o Secretário Regional, “os projetos que se desenvolvem na Graciosa são extremamente interessantes para estas áreas, podendo criar pontes entre elas e novos projetos multidisciplinares, para além de serem relevantes para a vigilância de desastres naturais”.

DL/Gacs

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