A Associação de Municípios de São Miguel (AMISM) lançou recentemente o concurso para a construção da Central de Valorização Energética em São Miguel, cujo valor base é de 68 ME com um prazo de execução de três anos e seis meses. A data limite de entrega de propostas é o dia 13 de dezembro e os resultados deverão ser publicados a 13 de janeiro de 2015.
“Trata-se de uma iniciativa que visa tratar, de forma eficaz, todos os resíduos da região, valorizando-os através da energia”, disse esta sexta-feira o presidente da AMISM.
Para Ricardo Rodrigues este plano integrado terá um investimento de cerca de 983 milhões de euros e será comparticipados em 85% por fundos comunitários. Trata-se de uma tecnologia experimentada, estudada e que garante, à partida, que as condições, em que são exercidos os tratamentos, se encontram dentro dos limites da lei.
Ricardo Rodrigues refere que a produção de energia no Ecoparque da Ilha de São Miguel atingirá cerca de 10% de energia consumida, permitindo diversificar as fontes renováveis e reduzir o risco de concertação numa única solução. O presidente da AMISM diz ainda que a contrapartida será uma redução da eletricidade com origem no fuel, manifestamente mais cara e mais poluente.
Quanto às taxas sobre os resíduos, Ricardo Rodrigues refere que, com esta solução, poderá ser possível baixá-las, com a referida valorização. O responsável defende que a opção ambiental tomada é a melhor, na medida em que se baseia em factos. Dados técnicos que permitem à AMISM afirmar que se está no caminho certo em termos da tecnologia escolhida.
Esta Central de Valorização terá a capacidade de tratar perto de 90 mil toneladas de resíduos, sendo que neste momento cerca de 60 mil toneladas são tratadas por ano.
Ricardo Rodrigues alerta ainda para a necessidade de todos os açorianos procederem à separação de resíduos, sendo que este será um trabalho de sensibilização que continuará a ser feito.
O projeto motivou, no ano passado, duas queixas da associação ambientalista Quercus junto da União Europeia, por alegado incumprimento da Declaração de Impacto Ambiental e da hierarquia comunitária, que prevê a reciclagem antes da incineração.
DL
Os leitores são a força do nosso jornal
Subscreva, apoie o Diário da Lagoa. Ao valorizar o nosso trabalho está a ajudar-nos a marcar a diferença, através do jornalismo de proximidade. Assim levamos até si as notícias que contam.
Deja una respuesta