“Pela importância que esta vertente tem para o desenvolvimento do setor do turismo na Região e porque queremos que os encontros sobre este tema nos Açores se afirmem e sejam uma referência a nível nacional e internacional, a partir deste ano, este momento de debate, de troca de experiência, de darmo-nos a conhecer a todos quantos vendem o destino nos nossos mercados emissores, passam a ser realizados com periodicidade anual, aqui na ilha de São Jorge”, anunciou Vítor Fraga.
O Secretário Regional, que falava na apresentação da que será a última edição bienal destes encontros, numa cerimónia que teve lugar no empreendimento Quinta das Figueiras, nos Rosais, destacou a importância deste evento em particular por trazer ao debate novas abordagens aos desafios que se colocam ao turismo em espaço rural açoriano, permitindo evidenciar novas realidades, explorar novas soluções e também aprender através da experiências de terceiros que também lidem com o turismo de natureza.
Nesse sentido, recordou que, em 2004, a Região tinha apenas 56 unidades de Turismo Rural e praticamente já triplicou esse número, contabilizando agora 156.
Com a exceção do Corvo, estas estruturas distribuem-se por todas as ilhas dos Açores, num total de 1.157 camas, representativas de cerca de 11,4% da capacidade total de alojamento da Região.
“Em 2013, os empreendimentos de Turismo Rural da Região registaram 36.679 dormidas e, destas, 28.951 eram de hóspedes estrangeiros, números que confirmam o seu potencial para atrair gentes de diferentes partes do Mundo”, referiu Vítor Fraga, que salientou ainda que, além de impulsionar o desenvolvimento local de uma forma sustentável, o Turismo Rural associa o ambiente e a tradição à preservação e valorização do património, tornando-o muito apetecível para certos nichos de mercados.
O titular da pasta do Turismo particularizou ainda o caso de São Jorge, que, pelas suas paisagens e geomorfologia, favorece atividades ligadas ao turismo rural como, por exemplo, passeios pedestres.
No caso das ilhas do ‘Triângulo’, as caraterísticas individuais e a proximidade permitem aos turistas outras atividades, que são, de acordo com Vítor Fraga, uma das apostas a seguir pelo turismo rural.
DL/GaCS
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