A Diretora Regional da Juventude, Pilar Damião, elogiou a Cooperativa Cultural – Mala e a presença do coletivo ‘Migrantas nos Açores’ por terem organizado um projeto que considerou ser de “extrema pertinência social e política na Europa do século XXI”.
Pilar Damião, que falava quinta-feira, em Ponta Delgada, na inauguração da exposição ‘Morada Intercontinental – Imagens das Migrações no Espaço Urbano Açoriano’, salientou que esta iniciativa pretende, através da arte e dos sentimentos, “promover o respeito pela diferença, pela singularidade de cada ser humano”, ou seja, “o respeito pela dignidade humana”.
A Diretora Regional da Juventude salientou que o Executivo tem sido “bastante sensível” à problemática das discriminações, tendo desenvolvido desde 2013 uma série de projetos, nomeadamente a campanha ‘Antes de me discriminares, conhece-me!’, com o objetivo de “estimular os jovens à participação livre e ao exercício de uma cidadania ativa”, promovendo o combate às múltiplas discriminações.
Por seu lado, o Diretor Regional das Comunidades, destacou a importância do apoio a iniciativas que divulguem a diversidade cultural existente nos Açores, recordando que residem no arquipélago imigrantes de 75 nacionalidades.
Para o Diretor Regional, importa salientar também o papel determinante dos imigrantes nos Açores e dos seus descendentes no “desenvolvimento e progresso” da Região.
O projeto ‘Migrantas nos Açores’, organizado pela MALA – Cooperativa Cultural, tem o apoio do Governo Regional dos Açores, através das direções regionais da Juventude e das Comunidades, contando também com o patrocínio e a parceria de outras instituições e municípios das ilhas de São Miguel, Terceira e Faial.
A exposição ‘Morada Intercontinental – Imagens das Migrações no Espaço Urbano Açoriano” é o resultado de dois workshops que se realizaram em Ponta Delgada a 16 de outubro com o objetivo de reunir cidadãos imigrantes nos Açores para, a partir da discussão, desenharem situações vinculadas à sua condição de migrantes.
Deste trabalho resultou também a introdução de pictogramas no espaço público, numa ação que terá lugar nas ilhas de São Miguel, Terceira e Faial a partir de hoje, através de afixação de cartazes e mupis publicitários, criação de animações digitais, distribuição de postais e impressão de sacos de compras, tendo como objetivo integrar a subjetividade do migrante na paisagem urbana onde coexistem.
Este projeto que agora chega aos Açores já passou por Berlim, Colónia e Hamburgo (Alemanha) Buenos Aires (Argentina) Salzburgo e Viena (Áustria) Barcelona e Sevilha (Espanha) entre outras cidades.
DL/Gacs
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