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Aumento do preço dos combustíveis “ameaça pescas nos Açores”

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A Federação das Pescas dos Açores (FPA) manifestou a “mais profunda preocupação e indignação” perante a escalada “abrupta” do preço dos combustíveis nos Açores. O aumento do preço dos combustíveis “poderá levar embarcações açorianas a permanecer em terra já nos próximos meses”, situação que pode colocar em risco empresas e empregos do setor das pescas nos Açores.

Em comunicado, a Federação das Pescas dos Açores considera que o aumento anunciado para 1 de maio representa “um golpe duríssimo num setor já sob enorme pressão”, lembrando que entre fevereiro e maio “o aumento acumulado atinge os 0,52€/litro, um valor absolutamente incomportável para a generalidade das empresas do setor”.

Na missiva enviada às redações, a FPA vincou que “o combustível representa cerca de 40% dos custos operacionais de alguns segmentos de frota/embarcações, sendo, por isso, determinante para a sua viabilidade económica”.

Em virtude do que está a acontecer, o cenário é preocupante. “Estamos perante uma escalada de preços sem precedentes, profundamente injusta, ofensiva e desproporcionada face às exigências que têm sido impostas ao setor. A situação torna-se ainda mais grave por coincidir com o arranque da safra do atum, um momento crítico para a atividade”, pode ler-se.

Existindo embarcações com consumos diários que podem atingir os mil litros, o anunciado aumento dos combustíveis é uma ameaça à “sustentabilidade económica de muitas empresas”, considerando a federação que em virtude deste novo aumento a atividade de muitas delas “fica seriamente comprometida”.

Face aos elevados custos “alguns armadores ponderam seriamente não sair para o mar nos próximos meses, o que terá consequências devastadoras em toda a fileira das pescas, da captura e produção à comercialização e indústria com um impacto direto na economia regional”.

Perante este cenário, a Federação das Pescas dos Açores exige uma “resposta articulada entre o Governo Regional e o Governo da República, com a adoção de medidas excecionais para fazer face a uma situação igualmente excecional”, acrescentando que “os momentos de crise exigem liderança, responsabilidade e ação. É urgente uma resposta rápida, firme e eficaz que salvaguarde um setor estratégico, essencial não só para a economia regional, mas também para a identidade e coesão social dos Açores”.

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