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PS-Açores denuncia atraso na publicação de decreto regulamentar

© PS-AÇORES

O grupo parlamentar do PS-Açores alertou para o atraso na publicação do Decreto Regulamentar Regional de Execução do Orçamento de 2026, uma situação que, passados mais de três meses sobre o início do ano económico, pode comprometer a aplicação plena e atempada das políticas públicas na região.

Para o vice-presidente da bancada socialista, Carlos Silva, “este atraso levanta dúvidas ao cumprimento e à capacidade do governo regional em assegurar uma execução eficaz do orçamento aprovado, criando incerteza nos serviços e entidades públicas”.

O socialista recorda que a lei é clara ao determinar que o governo deve garantir as condições para que o orçamento entre em execução no início do ano, através da aprovação dos instrumentos regulamentares necessários, algo que, até à data, não aconteceu.

“Não estamos perante uma questão meramente formal. A ausência deste diploma pode traduzir-se numa execução tardia ou condicionada de medidas essenciais para os açorianos”, sublinhou.

Nesse sentido, o PS-Açores quer saber por que motivo o diploma ainda não foi publicado, quando prevê o governo fazê-lo e que consequências práticas esta ausência já teve no funcionamento da administração regional.

Os socialistas pretendem ainda perceber que orientações têm sido seguidas pelos serviços públicos na ausência deste enquadramento legal e se foram emitidas instruções internas para colmatar esta falha.

Para Carlos Silva, é fundamental garantir que “este atraso não venha a comprometer investimentos e respostas que são essenciais para a vida das famílias e das empresas açorianas”, exigindo ao governo regional transparência e responsabilidade na execução do orçamento de 2026.

Do Torreão da Fajã: A energia que consumimos não é apenas uma questão de euros

Bruno Pacheco

A energia é apenas uma questão de preço? Não. É, acima de tudo, uma questão de energia líquida disponível para a sociedade.

É aqui que entra o EROI (Energy Return on Energy Invested): mede quanta energia conseguimos disponibilizar por cada unidade de energia que gastamos na produção. É o “lucro energético” de um sistema.

Quando é elevado, há excedente para sustentar o crescimento e os serviços. Quando é baixo, o sistema começa a consumir-se a si próprio.

Nos Açores, tomando São Miguel como referência — pela sua dimensão e maior diversificação —, são visíveis sinais de degradação do EROI na produção baseada em combustível pesado (HFO). A cadeia é longa e intensiva: extração, refinação, transporte marítimo, armazenamento e conversão térmica com eficiências limitadas.

Considerando estes fatores, o EROI da produção térmica situa-se hoje entre 5 e 8, podendo degradar ainda mais em contextos de instabilidade ou de aumento do preço do petróleo.

Mas é fora de São Miguel que o problema se agrava. Nas restantes ilhas, de menor escala, maior fragmentação e maior dependência de gasóleo, o EROI é ainda mais baixo. A ausência de economias de escala e a maior intensidade logística tornam estes sistemas estruturalmente mais frágeis. Em muitos casos, uma parte crescente da energia é consumida apenas para garantir o abastecimento.

As consequências são diretas: menor competitividade, menor resiliência e menor capacidade de gerar riqueza.

Os custos recentes, de cerca de 230 €/MWh, que podem atingir 400 €/MWh, não são apenas um problema financeiro. Representam um aumento da energia necessária para produzir…energia. Ou seja, menos energia líquida disponível para a economia. Mais recursos gastos sem retorno.

Este é o verdadeiro risco: um sistema pode funcionar financeiramente, suportado por mecanismos regulatórios, mas degradar-se energeticamente. E isso não se resolve por via administrativa.

Por outro lado, a complexidade logística e a concentração da cadeia de abastecimento agravam ainda mais este cenário. Em sistemas isolados, qualquer ineficiência se amplifica.

Perante isto, a questão é estratégica. Qual o caminho?

O caminho é claro: aumentar a produção local com base em fontes endógenas, diversificar as tecnologias e atrair investimento externo. Não por ideologia, mas por necessidade.

Por exemplo, a energia solar, mesmo em contexto insular, apresenta EROI entre 8 e 15. Com armazenamento, reduz-se, mas com vantagens decisivas: produção local, menor dependência e maior previsibilidade.

Mas, mais importante, estes sistemas melhoram o desempenho global. Ao reduzir a necessidade de centrais térmicas ineficientes e estabilizar a rede, aumenta a eficiência do conjunto, sobretudo nas ilhas mais pequenas.

Assim, é óbvio que o debate não pode limitar-se ao preço do combustível. Deve centrar-se numa pergunta essencial: quanta energia útil conseguimos disponibilizar à sociedade? Porque é isso que define a sustentabilidade de um sistema elétrico.

Não estamos apenas a pagar caro pela energia. Estamos, cada vez mais, a gastar energia para conseguir energia. E esse fenómeno é mais intenso, e mais preocupante, nas ilhas mais pequenas, mais isoladas e mais dependentes.

Do Torreão da Fajã seguimos atentos, olhando o mar e projetando o futuro.

A agricultura também tem rosto de mulher

Patrícia Miranda
Deputada pelo PS na ALRAA

Celebramos o Dia Internacional da Mulher.
Este ano com um significado ainda mais especial: 2026 foi declarado, pela ONU, como o Ano Internacional da Mulher Agricultora.

É uma oportunidade importante para reconhecer algo que sempre esteve presente, mas que muitas vezes passou despercebido.

A agricultura sempre teve mãos de mulher. Hoje começa, finalmente, a ter voz.

Talvez por isso seja tão importante dizê-lo de forma simples, mas clara: a agricultura também tem rosto de mulher.

Tem o rosto das mulheres que acordam cedo para ajudar na ordenha, que tratam dos animais, que cuidam das culturas, que plantam vinhas e colhem as uvas, que acompanham as contas da exploração e que equilibram o trabalho no campo com a vida familiar. Mulheres que, muitas vezes sem grande visibilidade, foram sempre uma parte essencial da vida agrícola.

Nos Açores, essa realidade é particularmente evidente. Em muitas explorações, as mulheres estão presentes nas decisões, nas tarefas diárias e também nos momentos difíceis que o setor enfrenta. São parte da força silenciosa que sustenta muitas famílias e muitas comunidades rurais.

Durante muito tempo, o papel das mulheres na agricultura foi visto como um complemento. Hoje sabemos que não é assim. As mulheres são cada vez mais agricultoras, gestoras, técnicas, empreendedoras e líderes no setor.

Mas, acima de tudo, são pessoas profundamente ligadas à terra e ao que ela representa.

A agricultura ensina-nos muitas coisas: a paciência, a persistência e o respeito pelos ciclos da natureza. Quem vive da terra sabe que nada se constrói de um dia para o outro e que o futuro depende das decisões que tomamos hoje.

Talvez por isso muitas mulheres tragam também para a agricultura uma forma particular de olhar para o trabalho agrícola: com sentido de cuidado, de responsabilidade e de continuidade.

Mulheres que não pedem privilégios, pedem apenas reconhecimento, condições e oportunidades.

Mas falar das mulheres na agricultura não é apenas reconhecer o passado. É, sobretudo, pensar o futuro.

Quando falamos do futuro da agricultura, falamos da necessidade de atrair jovens para o setor. E isso é verdade. Mas esse futuro também passa por criar condições para que mais mulheres possam escolher a agricultura como projeto de vida.

Isso significa reconhecer o valor do seu trabalho, garantir melhores condições para quem produz e dar espaço para que as mulheres possam também participar nas decisões sobre o futuro do setor.

No fundo, trata-se de algo simples: valorizar quem trabalha a terra. Sem isso, falar de rejuvenescimento do setor é apenas retórica.

Eu própria cresci ligada à agricultura e sei bem o que ela representa para muitas famílias.
Foi na agricultura que aprendi o significado da persistência, da responsabilidade e da ligação profunda entre trabalho e vida.

Sei também que por trás de muitas explorações agrícolas existe sempre uma mulher que ajuda a manter tudo de pé, muitas vezes com discrição, mas com uma força enorme.

A política ensinou-me outra coisa: que liderar é também abrir caminhos para os outros.

E é por isso que acredito que o futuro da agricultura deve ser construído com mais mulheres a decidir, a inovar, a produzir e a liderar.

Porque quando uma mulher ocupa o seu lugar, não transforma apenas a sua própria vida.

Transforma também a comunidade que a rodeia.

Por isso, neste Dia Internacional da Mulher, e neste Ano Internacional da Mulher Agricultora, vale a pena lembrar algo que sempre esteve diante de nós:

A agricultura não se faz apenas com máquinas, terras ou números.

Faz-se sobretudo com pessoas. E muitas dessas pessoas são mulheres.

Mulheres que trabalham, que cuidam, que resistem e que continuam, todos os dias, a ajudar a construir o futuro da nossa agricultura.

Talvez por isso seja tão importante dizê-lo de forma simples, mas clara: a agricultura também tem rosto de mulher.

Tem o rosto das nossas avós, das nossas mães, das nossas filhas, das agricultoras que hoje continuam a escolher a terra como caminho.

E reconhecer esse rosto é também reconhecer uma verdade essencial: valorizar as mulheres agricultoras não é apenas fazer justiça. É investir no futuro da agricultura e no futuro da nossa sociedade.

Câmara da Lagoa responde às críticas do PSD: “Valor de 748 mil euros é o limite legal, não uma despesa extraordinária”

Executivo lagoense acusa o PSD de “demagogia” e garante que delegação de competências visa apenas a agilidade administrativa

© CM LAGOA

A Câmara Municipal de Lagoa reagiu oficialmente às recentes críticas do PSD/Lagoa, que classificou como “exagerada” a autorização de despesa de 748.196 euros delegada na presidência. Em esclarecimento enviado à nossa redação, o executivo municipal rejeita qualquer falta de transparência e esclarece que o montante em causa não é uma decisão arbitrária, mas sim o limite máximo previsto no Decreto-Lei n.º 197/99, de 8 de junho. Segundo a autarquia, este valor corresponde a uma faculdade legal de organização administrativa utilizada correntemente pelas câmaras municipais em Portugal e na Região Autónoma dos Açores, não constituindo qualquer “autorização extraordinária”.

O executivo liderado pela maioria socialista sublinha que a proposta de delegação de competências foi apresentada e aprovada logo na primeira reunião do mandato, a 27 de outubro de 2025. A autarquia destaca ainda que, nessa votação, o vereador da oposição presente optou pela abstenção, considerando “no mínimo incoerente” que o assunto seja agora projetado na praça pública, quatro meses depois, com o que classifica de “enquadramento demagógico”. Para a câmara da Lagoa, a oposição procura criar uma ideia de excecionalidade onde existe apenas a aplicação normal de um instrumento legal de gestão.

No que toca ao rigor financeiro, a autarquia assegura que a delegação de competências não “cria” despesa nem dispensa requisitos legais. O esclarecimento detalha que qualquer gasto municipal, independentemente de ser decidido de forma autónoma ou em reunião de executivo, está sempre sujeito às mesmas exigências orçamentais, incluindo cabimento, compromisso e enquadramento no Plano e Orçamento Municipal aprovado. A medida servirá, assim, apenas para agilizar a tramitação administrativa dentro dos limites definidos pela lei.

A autarquia lagoense termina lamentando as insinuações produzidas pelo PSD/Lagoa, classificando-as como tentativas de desinformação que não beneficiam o interesse público nem o desenvolvimento do concelho. O executivo reafirma que todos os esclarecimentos solicitados pela oposição têm sido devidamente prestados e que as deliberações são tomadas com total transparência e rigor institucional, mantendo o compromisso de serviço aos lagoenses.

Índices de Pobreza nos Açores – Os Factos que Desmontam a Demagogia Política

Marco Martins
Deputado do PS na ALRAA

Nos últimos dias, vieram a público declarações de líderes políticos, mormente da Senhora Secretária Regional da Saúde e Segurança Social – Mónica Seidi, nas quais é atribuída às políticas da coligação PSD/CDS-PP/PPM uma alegada descida significativa da taxa de risco de pobreza nos Açores, com base nos dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE). Importa, contudo, repor a verdade dos factos e desmontar uma narrativa politicamente conveniente, mas tecnicamente incompleta e, em vários aspetos, enganadora.

Desde logo, é fundamental esclarecer um elemento central que tem sido omitido no discurso oficial: os dados agora divulgados pelo INE resultam de uma alteração metodológica relevante, aplicada pela primeira vez neste exercício estatístico. Em concreto, e em conformidade com o plasmado na nota técnica do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento das Famílias: “em 2025, contempla-se, pela primeira vez, a integração de dados administrativos do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares relativos aos rendimentos das pensões de sobrevivência (IRS – Modelo 3 – Anexo A) e do trabalho por conta própria no regime simplificado (IRS – Modelo 3, Anexo B), bem como de alguns dados administrativos da Segurança Social (prestações relativas à parentalidade, prestações relativas à doença, rendimento social de inserção)”.

Deste modo, esta mudança de critérios tem um impacto direto e automático nos indicadores de risco de pobreza e de privação material severa. Ao serem contabilizados mais rendimentos no apuramento estatístico, é expectável — e estatisticamente previsível — que os níveis de risco de pobreza aparentem uma descida, independentemente de qualquer alteração estrutural nas condições reais de vida das famílias.

Assim, não é intelectualmente honesto atribuir esta variação quase exclusivamente às políticas do atual Governo Regional, quando ela decorre, em larga medida, de uma redefinição das variáveis consideradas. Trata-se de um efeito contabilístico, não necessariamente de uma melhoria substantiva e sustentada do rendimento disponível ou do combate estrutural à pobreza.

Importa também recordar que muitos dos programas agora invocados pelo Governo Regional — como complementos sociais ou medidas de apoio a idosos e famílias — já existiam antes da atual coligação, tendo sido criados ou reforçados por anteriores executivos Socialistas. A sua simples continuidade ou atualização nominal não pode ser apresentada como prova inequívoca de sucesso político, sobretudo quando persistem problemas profundos de pobreza, exclusão social, desigualdade, precariedade laboral e baixos salários na Região.

É igualmente preocupante que se tente construir uma narrativa de sucesso social, quando os Açores continuam a figurar entre as regiões com maior risco de pobreza e exclusão social do país, em todos os extratos etários avaliados.

Aliás, o tão propalado Plano Regional para a Inclusão Social e a Cidadania (PRISC), apenas recentemente terá “saído do papel”, após largos anos de espera para a sua conclusão.

Reconhecer o impacto da alteração metodológica do INE não diminui a importância da estatística; pelo contrário, valoriza a transparência e o rigor do debate público. O que não é aceitável é usar dados técnicos, descontextualizados, para fins de propaganda política.

Enquanto Deputado Regional, considero essencial que se discuta a pobreza nos Açores com seriedade, verdade e responsabilidade. O combate à pobreza não se faz com leituras seletivas de indicadores, mas com políticas públicas consistentes, salários dignos, serviços públicos fortes e uma estratégia de inclusão social que vá muito além dos efeitos estatísticos.

Os açorianos merecem mais do que pseudo-triunfalismos. Merecem verdade, clareza e soluções reais para os seus inúmeros problemas.

Partido Socialista vence na Lagoa com 74,09% dos votos

Trata-se de um resultado histórico. PS supera o resultado das autárquicas de 2017 em que obteve 70,17% dos votos

© PS LAGOA

O Partido Socialista (PS) venceu na Lagoa as eleições autárquicas deste domingo, 12 de outubro, com 74,09% dos votos, um valor superior ao registado nas autárquicas de 2021 que se ficou pelos 62,63% dos votos. Ultrapassa também o resultado de 2017 em que obteve 70,17% dos votos.

Frederico Sousa continua como presidente da Câmara Municipal de Lagoa sendo esta a primeira vez que o candidato socialista foi a votos. O PS conseguiu eleger seis mandatos.

Em declarações à RTP Açores, no final da noite eleitoral, Frederico Sousa disse sentir “gratidão e uma enorme responsabilidade para poder cumprir” aquilo que se comprometeu e “honrar o voto de confiança dado pelos lagoenses que foi de forma expressiva, clara e esmagadora”.

O socialista disse ainda que, para além de “fazer cumprir o nosso manifesto”, a maior responsabilidade passa por “saber executar e executar bem os fundos comunitários”, será este “o principal objetivo e o principal desafio”. “Esperemos que no final desta missão, os lagoenses percebam que o voto foi bem empregue no nosso projeto e que encontremos uma Lagoa melhor e cada vez mais apetecível nos próximos anos”, salientou Frederico Sousa.

Na Lagoa, o PSD ficou em segundo lugar com 14,44% dos votos conseguindo conquistar apenas um mandato.

Em terceiro lugar ficou o Chega com 7,68% dos votos, seguindo-se o Bloco de Esquerda com 0,88% e a CDU com 0,40% dos votos.

O PS venceu em todas as juntas de freguesia do concelho da Lagoa. Lucrécia Rego continua como presidente da junta de Nossa Senhora do Rosário, Vanessa Silva é a presidente eleita para a junta de freguesia da Vila de Água de Pau. Em Santa Cruz, Sérgio Costa continua como presidente da junta de freguesia. No Cabouco, Mário Miguel é o novo presidente da junta e Paula Pacheco é a nova presidente da junta de freguesia da Ribeira Chã.

Lagoa com Futuro

Frederico Sousa
Candidato pelo PS a Presidente da Câmara Municipal de Lagoa
Autárquicas 2025

Lagoa com futuro é mais do que um simples slogan, é a construção diária de planeamento, de ambição e de compromisso com os lagoenses.

Por isso, é com enorme respeito pela minha terra e movido pelo espírito de serviço público, que concorro à presidência da Câmara Municipal de Lagoa, com uma equipa de pessoas experientes e competentes.

Acredito que o verdadeiro desafio da política local, para além de executar obras, ou atrair investimentos, está nos valores da proximidade, transparência e respeito pela palavra dada. Está em saber ouvir, em ter a humildade de recuar quando necessário e a coragem de avançar quando é preciso.

Em 2021 apresentámos cerca de 90 ações, previstas para 10 anos, mas que conseguimos concretizar, cerca de 80%, em apenas 4 anos.

Agora, renovamos o projeto e contamos concretizar as que faltam e fazer ainda muito mais.

Nestas autárquicas sou orgulhosamente o rosto de um projeto de continuidade, mas também de renovação e inovação, mesmo quando os restantes partidos alegam o facto do Partido Socialista da Lagoa estar na Câmara há vários anos, o que, na verdade, é um enorme motivo de orgulho, pois é a prova viva do excelente trabalho que tem sido desenvolvido pelos anteriores presidentes e suas equipas, fazendo da Lagoa um dos concelhos mais procurado e privilegiado para se viver na atualidade, sendo, por isso, que a política feita com seriedade e com visão continua a merecer a confiança dos lagoenses.

Para os próximos 4 anos comprometo-me reforçar as políticas de habitação, emprego, juventude, desporto, mobilidade, cultura, educação, saúde e apoio social, não como temas abstratos, mas como partes de uma missão maior que é garantir que cada lagoense possa viver com dignidade, oportunidades e com futuro.

E dou alguns exemplos de ações que iremos concretizar:

Criação da rede minibus Urbana para todas as freguesias, em articulação com os táxis;

Ampliação do Tecnoparque para desporto, habitação e empresas;

Instalação dos Bombeiros na Lagoa, como reforço de resposta à população;

Criação da Polícia Municipal para reforço da fiscalização e complementaridade à PSP;

Construção de mais 100 novas habitações a preços acessíveis, para além das 100 já em execução;

Requalificação da Frente Marítima da Cidade;

Construção da ETAR e reforço da rede de esgotos e abastecimento de água;

Apoio às pequenas empresas e aos empreendedores, através do Lagoa Investe.

Essas são apenas algumas propostas, com a vantagem de já termos provado que o que prometemos cumprimos e que não prometemos nada que não seja possível concretizar.

Também ambicionamos executar projetos que dependem da articulação com outras entidades, como é o caso da:

Criação de mais uma creche na cidade;

Reabilitação da Fábrica do Álcool;

Reforço de respostas dedicadas aos idosos, nomeadamente na Vila de Água de Pau;

Rede de sistemas de radar para reforçar a segurança rodoviária;

Alargamento da via da SCUT no troço de Sta. Cruz.

Todas reivindicações pautadas pelo respeito e lealdade institucional e que vêm beneficiar os lagoenses.

Trata-se de dar continuidade a um projeto com provas dadas, que não se limita a gerir o presente, mas que ousa pensar o futuro, pois os lagoenses não merecem que esse caminho de progresso seja interrompido ou condicionado por uma gestão autárquica fragilizada.

A Lagoa é hoje um concelho em crescimento, com mais notoriedade e afirmação, fruto de um projeto político claro, coerente e comprometido com as pessoas.

A Lagoa é a nossa casa! É a nossa identidade! É o lugar onde queremos continuar a viver com qualidade, oportunidades e orgulho!

Dia 12 de outubro, espero que os lagoenses optem por uma equipa com provas dadas e por uma política que escuta, que age, que transforma e que coloca as pessoas no centro das decisões.

O mandato será novo, mas os princípios são os mesmos: compromisso e respeito pela palavra dada aos lagoenses, na construção de uma Lagoa com Futuro!

“Sozinhos vamos depressa, mas juntos vamos mais longe”.


O Diário da Lagoa convidou os candidatos à presidência da Câmara Municipal de Lagoa a expressarem as suas ideias aos leitores. Frederico Furtado Sousa é o candidato pelo Partido Socialista (PS).

Frederico Sousa destaca “grandes projetos” para a Lagoa na apresentação das listas do PS

Apresentação pública decorreu no cineteatro lagoense Francisco d´Amaral Almeida, sob o lema “Lagoa com Futuro”

© PS LAGOA

A apresentação pública das listas de candidatos do Partido Socialista (PS) para as eleições autárquicas na Lagoa, no dia 12 de outubro, realizou-se esta sexta-feira, 5 de setembro, no cineteatro lagoense Francisco d´Amaral Almeida, sob o lema “Lagoa com Futuro”.

De acordo com nota de imprensa enviada às redações pelo PS Lagoa, na sessão, o candidato à presidência da Câmara Municipal de Lagoa, Frederico Sousa, disse que a candidatura socialista “assenta em políticas públicas direcionadas para a habitação; emprego; juventude; captação de investimento; mobilidade urbana e intervenção social, que vão ao encontro das reais necessidades dos lagoenses e do desenvolvimento sustentável do concelho”.

A criação de uma rede de minibus intitulada “Urbana”, em articulação com os táxis; a ampliação do Tecnoparque para o desporto, a habitação e as empresas; a instalação dos Bombeiros na Lagoa; a construção de mais de 100 novas habitações a preços acessíveis; a criação da Polícia Municipal presente no terreno para o reforço da fiscalização e da segurança e a requalificação da Frente Marítima da cidade, foram alguns dos exemplos que o candidato do PS elencou das ações que pretende concretizar. Frederico Sousa apresentou, ainda, projetos que dependem da articulação com outras entidades, num espírito de cooperação, como é o caso da criação de um transporte de passageiros rápido entre a Lagoa, Ponta Delgada e a Ribeira Grande; a criação de mais uma creche na cidade; a reabilitação da Fábrica do Álcool; o reforço das respostas dedicadas aos idosos, nomeadamente na Vila de Água de Pau; uma rede de sistemas de radares para reforçar a segurança rodoviária e o alargamento da via Scut no troço de Santa Cruz.

Na ocasião, foi salientado que os cerca de 200 candidatos das listas são todos lagoenses, a maioria independentes, “pessoas competentes, sérias e com origem em diversos sectores da nossa sociedade, tendo todos em comum o amor pela Lagoa”. Entre os nomes apresentados, o candidato à presidência da Assembleia Municipal, Ricardo Martins Mota foi elogiado por Frederico Sousa como uma “pessoa séria, idônea e comprometida com a comunidade lagoense”. No seu discurso, Ricardo Martins Mota referiu que aceitou a sua candidatura com “o sentido de responsabilidade e humildade, em compromisso e missão”.

Frederico Sousa apresentou, igualmente, a mandatária da Juventude, Natacha Candé, jovem promessa do atletismo português, sublinhando que “sendo este um projeto vencedor contamos com os melhores”. O candidato deixou também uma palavra de agradecimento a todos os que compõem a lista da Assembleia Municipal e aos candidatos para as assembleias de freguesias, adiantando que conta com “pessoas conhecidas e conhecedoras da realidade das suas freguesias”, reconhecendo, também, o trabalho, dedicação e ato de coragem dos cinco candidatos às juntas de freguesia do concelho.

Frederico Sousa endereçou, igualmente, palavras de reconhecimento à mandatária Cristina Calisto, tendo a mesma referido que Frederico Sousa, “representa uma nova geração de autarcas, mas que carrega consigo valores sólidos, como: a honestidade, a proximidade e a entrega total à causa pública”, acrescentando que a Lagoa “é hoje um dos concelhos mais dinâmicos dos Açores, reconhecido pela combinação de progresso económico e justiça social”.

O candidato recordou por fim que o PS Lagoa apresentou, em 2021, cerca de 90 ações para 10 anos, afirmando que conseguiu concretizar “cerca de 80%, em apenas quatro anos”.

Frederico Sousa encerrou a sua intervenção reafirmando a sua total disponibilidade para ouvir e representar todos os lagoenses: “estou e estarei ao serviço da minha terra e da minha comunidade e conto convosco para que, possamos caminhar unidos, com coragem e determinação, rumo a uma Lagoa Com Futuro”.

Frederico Sousa diz que quer uma Lagoa com futuro

PS Lagoa apresentou hoje, pelas mãos da mandatária Cristina Calisto, no Tribunal de Ponta Delgada, as suas listas para as próximas eleições autárquicas

© PS LAGOA

O Partido Socialista (PS) da Lagoa, na ilha de São Miguel, apresentou esta segunda-feira, 11 de agosto, pelas mãos da mandatária Cristina Calisto, no Tribunal de Ponta Delgada, as suas listas para as próximas eleições autárquicas que irão decorrer no dia 12 de outubro.

O PS Lagoa apresentou listas à Câmara e Assembleia Municipal e às cinco assembleias de freguesia, envolvendo a participação de cerca de 200 candidatos.

De acordo com nota de imprensa enviada às redações pelos socialistas, a candidatura do PS, sob o slogan «Lagoa com Futuro», apresenta como cabeça de lista, Frederico Sousa, atual presidente da Câmara Municipal de Lagoa, sendo Ricardo Martins Mota, o candidato à Assembleia Municipal.

Paula Pacheco Ferraz é candidata à Junta de Freguesia da Ribeira Chã; Mário Miguel à Junta de Freguesia do Cabouco; Sérgio Costa à Junta de Freguesia de Santa Cruz; Lucrécia Rego à Junta de Freguesia de Nossa Senhora do Rosário e Vanessa Silva à Junta de Freguesia da Vila de Água de Pau.

No que diz respeito à Câmara Municipal de Lagoa, dos 14 candidatos apresentados, o partido destaca que “43% são independentes e 57% são do sexo feminino”.

Já para a Assembleia Municipal de Lagoa, “cerca de 80% são independentes e 54% são do sexo feminino”.

Quanto às listas para as Juntas de Freguesia, o PS diz ainda que “todas cumprem com a paridade, incluindo 40%, ou mais, de mulheres”.

Segundo o comunicado, o candidato à presidência da Câmara Municipal de Lagoa, Frederico Sousa, salienta que “as listas apresentadas são sinónimo de disponibilidade, experiência e bons resultados alcançados em prol dos Lagoenses e do desenvolvimento da Lagoa e materializam um projeto político de continuidade”.

As principais apostas elencadas pelos socialistas lagoenses são: habitação; emprego; juventude; captação de investimento, mobilidade urbana e intervenção social, assente num trabalho sério, transparente e dedicado às causas públicas.

O PS Lagoa aponta por fim para “o pressuposto de garantir o bem-estar e a qualidade de vida dos Lagoenses e o contínuo desenvolvimento económico e social, de forma integrada, em todo o concelho”, enquanto conclui que o propósito da candidatura socialista “é trabalhar para se continuar a ter uma Lagoa com Futuro, contando com o apoio expressivo dos Lagoenses.”

Os Direitos, a Dívida e a Decência: três reflexões urgentes para o futuro

Russel Sousa
Presidente da JS Açores
Deputado do PS na ALRAA

 

I. O ataque aos direitos e garantias não é abstrato — é real e está a acontecer

Nos últimos meses, assistimos a uma crescente erosão dos direitos e garantias fundamentais dos portugueses, promovida por uma maioria de direita na Assembleia da República que não esconde a sua agenda conservadora e repressiva. Desde tentativas de fragilizar o papel do Tribunal Constitucional, até ao desrespeito pela separação de poderes ou o desmantelamento progressivo de serviços públicos fundamentais como a Escola Pública ou o SNS, o que está em curso não é apenas um novo ciclo político — é uma alteração de fundo no contrato social que sustentou a democracia portuguesa nas últimas décadas.

Recentemente, milhares de cidadãos manifestaram-se contra o retrocesso nos direitos consagrados na Constituição da República, numa vigília simbólica frente ao Parlamento. Esta mobilização, que contou com o envolvimento de várias personalidades da sociedade civil, mostra bem o grau de preocupação crescente com os sinais autoritários que se vão acumulando. O descontentamento não é apenas ideológico — é social, é cívico, é transversal.

Mais grave ainda é a normalização de discursos de ódio e de exclusão social, muitas vezes acolhidos com passividade por quem governa. Direitos que julgávamos consolidados estão hoje sob ameaça direta. E é por isso que importa levantar a voz, lembrar que a Democracia vive do equilíbrio entre a legitimidade eleitoral e o respeito pelos valores constitucionais. Sem direitos, sem garantias, sem liberdade, não há Democracia — há apenas maioria.

II. Nos Açores, a dívida cresce — e o futuro encolhe

Enquanto isso, na nossa Região Autónoma dos Açores, vive-se um outro tipo de ataque: mais silencioso, mas não menos perigoso. Refiro-me ao crescimento descontrolado da dívida pública regional, que se aproxima perigosamente dos mil milhões de euros. Este é o maior nível de endividamento de sempre, e a sua gestão está a ser feita sem estratégia, sem visão, sem prudência.

Um Governo que diz estar a governar para as futuras gerações, mas que compromete a sua sustentabilidade financeira, está a agir em contradição direta com os princípios de boa governação. Não é aceitável que se continue a gastar sem critério, a prometer sem garantir retorno, a endividar sem construir futuro.

III. A medicina desportiva e o futuro dos nossos atletas

Neste contexto, é ainda mais relevante que o Partido Socialista e a Juventude Socialista dos Açores, continue a apresentar propostas concretas e estruturais para o futuro dos Açores. Um exemplo disso é a proposta de criação de uma resposta regional robusta na área da medicina desportiva.

Os atletas açorianos, os clubes, os dirigentes e as famílias não podem continuar a ser deixados para segundo plano. Hoje, muitos jovens desportistas que representam as nossas ilhas enfrentam enormes dificuldades para aceder a consultas de medicina desportiva, sendo muitas vezes as próprias famílias a suportar os custos associados à avaliação médica obrigatória.

É por isso que o PS propôs a criação de formação específica para médicos em medicina desportiva em todas as ilhas dos Açores. Esta medida permitiria iniciar um caminho de valorização do desporto e de reforço da igualdade de acesso à saúde desportiva em todo o arquipélago. Não se trata de um luxo — trata-se de dignidade, de segurança e de justiça. O desporto não é apenas competição — é saúde, é educação, é inclusão.