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Entre as 37 pessoas que desapareceram nos Açores desde o ano passado, duas ainda não foram encontradas

Dados são avançados pela PSP. Fomos também saber quando se pode reportar um desaparecimento, o que recomenda a polícia e como procede a PSP quando recebe o alerta

Das 15 pessoas dadas como desaparecidas este ano, 2024, 11 foram encontradas com vida e três sem vida. Uma pessoa continua por aparecer © PSP

Desapareceram na Região Autónoma dos Açores, no espaço de um ano e meio, 37 pessoas. Duas continuam por encontrar. Os dados foram avançados pela Polícia de Segurança Pública (PSP) ao Diário da Lagoa (DL).

Entre as 22 pessoas desaparecidas em 2023, 21 foram encontradas com vida, sendo que uma ainda não foi encontrada.

Das 15 pessoas dadas como desaparecidas este ano, 2024, 11 foram encontradas com vida e três sem vida. Uma pessoa continua por aparecer.

Questionada pelo DL, a PSP diz não se encontrar a efetuar buscas neste momento.  

No que toca à categorização dos desaparecimentos, estes dividem-se em dois tipos: os voluntários e os involuntários.

De acordo com a PSP, os desaparecimentos voluntários estão associados a problemas de saúde, familiares ou pessoais. Nestes casos, a polícia recomenda “a procura de ajuda seja ela profissional ou não. Falar dos problemas pode levar ao encontro de novas soluções para os mesmos e encontrar-se-á um suporte emocional que poderá fazer toda a diferença”.

Para evitar os desaparecimentos involuntários, a PSP recomenda a quem for realizar alguma atividade fora da sua habitação, que esteja devidamente equipado, levando comida e bebida suficientes para o tempo que planeiam estar ausentes, bem como garantir que levam o equipamento telefónico com a bateria, mantendo a localização do dispositivo ativada”. A polícia recomenda igualmente “informar familiares ou amigos relativamente à atividade que vai desenvolver e onde e, se possível, estabelecer contactos periódicos com familiares ou amigos a dar nota de que se encontra bem”.

Segundo as autoridades, qualquer cidadão pode reportar um desaparecimento “a partir do momento que haja a clara e inequívoca desconfiança de que algo possa estar a correr menos bem e essa pessoa possa estar em perigo, ou não se consiga estabelecer contacto com a pessoa por um período superior a 24 horas”. É também importante participar o aparecimento da pessoa que se encontrava desaparecida.

Assim que a PSP recebe um alerta de desaparecimento procede ao registo do desaparecimento e difusão por todo o território nacional. Ao mesmo tempo, começa a desenvolver várias diligências para encontrar a pessoa desaparecida, de acordo com as autoridades: conhecer os hábitos e locais que a pessoa costuma frequentar, bem como o seu círculo de amigos e relações pessoais e a indumentária que usava à data do desaparecimento. 

A PSP procedeu igualmente ao contacto com unidades hospitalares e companhias aéreas. São realizadas entrevistas próximas ao desaparecido, no sentido de traçar um eventual percurso efetuado pela vítima para além das buscas que são desencadeadas no seguimento dos diferentes casos.