
O Aquafit, que opera no Complexo de Piscinas Municipais da Lagoa, na ilha de São Miguel, anunciou uma atualização generalizada do seu preçário com entrada em vigor a 1 de janeiro de 2026. A decisão está a gerar uma onda de contestação entre os utilizadores. A análise detalhada efetuada pelo nosso jornal, comparando o preçário de 2025 e 2026, revela aumentos que, na modalidade de Cardiofitness Livre via débito direto, atingem os 37%, passando de 27 euros para 37 euros mensais.
Na natação para bebés, dos sete aos 36 meses, o custo por uma sessão semanal via débito direto sobe de 38 euros para 47 euros, representando um agravamento de cerca de 23%. No caso da natação dos três aos 18 anos, a subida é igualmente acentuada, pois a mensalidade, para uma vez por semana, passa de 25 euros para 32 euros, enquanto a frequência de duas vezes por semana sobe de 38 euros para 47 euros. Já a natação para adultos, nas duas vezes por semana, sofre um aumento de 32 euros para 39 euros mensais.
Para além do aumento das mensalidades, os benefícios sociais foram revistos em baixa. Os descontos para maiores de 65 anos de idade e para utentes com recomendação médica para o exercício físico, que em 2025 são de 20%, sofrem um corte, passando para 15% em 2026. O novo preçário estabelece ainda que, para os residentes no concelho da Lagoa manterem o desconto de 15%, deverão agora apresentar obrigatoriamente um comprovativo de residência fiscal. Outros custos menores também acompanham a subida, como é o caso da touca de natação, que passa de três euros e meio para cinco euros. Por outro lado, a taxa de inscrição, que inclui o seguro, mantém-se inalterada no valor de 20 euros.
Em comunicado enviado aos utentes, o Aquafit justifica estas medidas com o aumento generalizado dos custos de funcionamento e a necessidade de assegurar padrões de qualidade e a fiabilidade operacional a longo prazo. Contudo, o método de adesão está a causar desconforto, dado que a entidade informou que a não manifestação de desistência até 31 de dezembro de 2025 será entendida como uma aceitação tácita das novas condições de pagamento.
O nosso jornal já contactou o Aquafit, enviando um conjunto de questões sobre os critérios destes aumentos e o corte nos benefícios sociais, aguardando as respetivas respostas por parte da entidade responsável.