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(Há)Vento

Beatriz Moreira da Silva

Quando vem o vento,
colmatados na luta da mais valia de quem derruba primeiro;
Se medir forças com o vento é ofegante como gente,
padecer de opinião alheia é esganar um ego.

Outrora falando com o vento,
na leveza de se saber ser sem parecer,
ágil na subtileza do quão gratificante é se conhecer;
Saber se abraçar e se sentir,
na força interna que nenhum vento embala mas acalma.

Ser na singularidade das coisas banais,
que o vento sustenta, acalenta e aumenta;
Como se a culpa do vento se tratasse,
ao invés d’firmeza d’que se é por mais tornados que se entoasse.

O vento nunca vai a julgamento, quando se dança a mesma valsa que em nós já é samba.

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