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Este Vale Formoso é um papa-taças

© ACÁCIO MATEUS
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Não há fome que não dê em fartura e este Vale Formoso não se cansa de colecionar troféus. A equipa das Furnas vai-se revelando uma verdadeira papa-taças ao conquistar o sétimo troféu em nove finais disputadas na competição. E nem o facto de defrontar equipas teoricamente superiores lhe causa qualquer impressão. Neste domingo, na final disputada na Ribeira Grande, fez tombar o Operário no desempate através das grandes penalidades depois de 3-3 no final do prolongamento.

O jogo foi rico em tudo: emoção, incerteza quanto ao vencedor, bons golos e alegria nas bancadas. O Vale Formoso entrou mais desinibido, mas foi o Operário quem marcou primeiro na primeira vez que se acercou com perigo da área contrária, com Luiz Maia a inaugurar o marcador aos nove minutos. A equipa das Furnas passou por largos minutos de algum desacerto que os fabris não souberam aproveitar e, em cima do intervalo, Canigia devolveu a esperança aos axadrezados ao restabelecer a igualdade na conversão de uma grande penalidade.

A segunda parte abriu com novo golo do Operário – um belo golo de Dani com um remate de primeira na cabeça da área, indefensável para Rui Lopes – mas ao contrário do que se tinha visto na primeira parte, o Vale Formoso não demorou a reagir e, na raça, Beruk fez o 2-2 apenas nove minutos depois.

O conjunto do vale das Furnas cresceu e cheirou o terceiro golo, mas percebeu-se que já lhe faltava algum discernimento ofensivo devido ao cansaço que se ia acumulando. Na resposta, a formação da Lagoa fez o 2-3 aos 78 minutos por Jarju, lance que deixou muitas dúvidas no posicionamento do jogador fabril.

Quando se pensava que o resultado estava feito e as cãibras iam mandando ao chão alguns jogadores do Vale Formoso, o coletivo Vítor Cunha recusou-se a atirar a toalha ao chão e numa jogada de insistência e muita persistência na área lagoense restabeleceu a igualdade por intermédio de Trela, golo que levou o jogo para prolongamento.

Os trinta minutos extra tiveram pouco para contar e a decisão do vencedor foi para as penalidades. Aqui apareceu o guarda-redes Rui Lopes que defendeu os remates de Neto e Simon. Na penalidade da decisão, Canigia não tremeu e mandou a bola para o fundo das redes, abrindo a festa axadrezada no municipal da Ribeira Grande.

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