
A secretária regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta Cabral, destacou, este sábado, 22 de março, a “importância crescente do investimento no turismo dos Açores, não só pelas oportunidades que daí surgem, mas também pela linha de desenvolvimento sustentável que o Governo tem vindo a trilhar ao longo da sua atuação”.
Berta Cabral falava, em representação do presidente do governo, na cerimónia de inauguração do Azores Homes Resort & Spa, uma nova infraestrutura de alojamento turístico localizado na Fajã de Baixo, em Ponta Delgada.
Este é um investimento com características específicas, da responsabilidade de um emigrante açoriano que, segundo a governante, “identificou nos Açores uma oportunidade no setor do turismo e concretizou o seu investimento num ‘resort’ direcionado para o segmento familiar, um nicho estratégico e com grande potencial de crescimento”.
A titular da pasta do Turismo realça que “o momento escolhido para o investimento não poderia ser mais oportuno, uma vez que a procura por alojamento tem aumentado, e o turismo nos Açores tem registado um crescimento sustentável e sustentado, desde a pandemia, com subidas significativas em 2022, 2023 e 2024”, evidenciando que os proveitos do setor têm superado o crescimento das dormidas, o que demonstra a criação e retenção de valor na região.
Berta Cabral frisou, ainda, que “o turismo tem tido na região um impacto transversal expressivo na economia, sendo um dos setores que mais impulsiona o desenvolvimento de outras atividades, gerando emprego para quase 20 mil pessoas, correspondendo a mais de 17% da população ativa”.
Em paralelo, a governante relembrou a importância do aumento dos transportes aéreos na procura turística pelo arquipélago.
“Os Açores possuem atualmente uma forte conectividade aérea com o exterior, recebendo visitantes de diversas nacionalidades ao longo do ano. Existem mais de 14 companhias aéreas a operar na região, incluindo TAP e SATA, além de outras transportadoras internacionais, que ligam os Açores a mercados-chave da Europa e dos Estados Unidos e Canadá, exemplificando com as frequências diárias de voos para Nova Iorque, Boston, Toronto, entre outros, refletindo claramente o crescente interesse pelo destino”, disse.
Em resultado, a atratividade da região também se evidencia pelos reconhecimentos internacionais.
“Os Açores são a única região do mundo com certificação ouro de sustentabilidade pela Earthcheck e foram eleitos o melhor destino de aventura do mundo em 2023 e 2024. A combinação de natureza exuberante e oferta turística estruturada confere aos Açores uma posição privilegiada no mercado global do turismo”, prosseguiu a responsável da tutela do Turismo.
Berta Cabral destacou, por seu turno, que é também na aposta no turismo de longa duração, tendência em crescimento, que se está a reduzir a sazonalidade e a atrair mais visitantes durante todo o ano.
“O novo empreendimento pode responder a esta necessidade, oferecendo alojamento adequado a famílias que viajam com crianças e familiares próximos, proporcionando-lhes privacidade e conforto”, asseverou.
Berta Cabral terminou a sua intervenção desejando, em nome do Governo dos Açores, votos de sucesso para o empreendimento e um apelo à continuidade do investimento na Região, deixando o repto de que “os Açores oferecem condições ideais para negócios sustentáveis que contribuam para a dinamização do crescimento económico e social” do arquipélago.

De 15 de junho a 31 de julho, cerca de 23 mil pessoas (22.963) fizeram a viagem de ‘shuttle’ de acesso à Lagoa do Fogo. Do total de bilhetes vendidos, 21.944 correspondem a não residentes, anunciou o governo açoriano.
No espaço de 30 dias, foram vendidos 14.341 bilhetes e reservados mais 7.633. Os residentes adquiriram 358 bilhetes, segundo informação disponibilizada pela Atlântico Energy, empresa que presta este serviço.
O serviço de autocarro para visitação da Lagoa do Fogo, que visa disciplinar a circulação de viaturas por forma a melhorar a qualidade da experiência e garantir o respeito pela natureza, teve início em 2023, ano em que 50.836 pessoas fizeram a viagem no Vulcão do Fogo (entre 15 de junho e 30 de setembro).
A expectativa, segundo a secretária regional da tutela, Berta Cabral, é de que até ao final da operação os números sejam muito superiores aos registados no ano passado.
Berta Cabral considera que os números relativos a este ano “já demonstram que esta medida é mesmo um sucesso, além de ser a mais adequada solução para ordenar os fluxos turísticos e disciplinar a visitação de uma das mais emblemáticas atrações dos Açores”.
À semelhança do que aconteceu no último ano, os dias da semana com maior procura são sábado, segunda-feira e domingo.
O serviço de transporte, que funciona em regime ‘hop on hop off’ até 30 de setembro, compreende itinerários com pontos de início e chegada na Caldeira Velha, na Ribeira Grande, e na Casa da Água, na Lagoa.
Com este transporte (gratuito para residentes e com um custo de cinco euros para não residentes), a circulação automóvel ficou limitada às viaturas dos residentes.
“Como verificamos em 2023 e já começa a acontecer este ano, tem havido uma enorme diminuição do tráfego automóvel na estrada e até mesmo da utilização dos parques de estacionamento nos miradouros, e, com isso, criámos muito melhores condições para a fruição de todo o espaço e para uma experiência muito mais tranquila conectada com a natureza”, sublinha a governante, citada na mesma nota.
Abrangendo uma área de cerca de 14 quilómetros, o ‘shuttle’ passa por seis pontos de atração turística, funcionando das 09h00 às 19h00, todos os dias da semana, incluindo feriados.
“Integrada no programa de sustentabilidade do destino Açores, que este ano deverá atingir a certificação de Ouro, esta operação contribui para melhorar a experiência dos turistas, para a descarbonização da visitação e para disciplinar o acesso de viaturas às principais atrações turísticas ao longo daquela estrada, como o Miradouro da Lagoa do Fogo, que sofreu um aumento significativo da procura nas últimas duas épocas altas, devido ao incremento do fluxo de turistas”, afirma Berta Cabral.
A secretária regional adianta com este tipo de solução, “é possível manter o turismo como impulsionador da economia regional, com o adequado equilíbrio na proteção do património natural”.
E prossegue: “esta medida está a atingiu um dos nossos grandes objetivos: reduzir a pressão ambiental sobre uma zona protegida e um dos locais mais visitados na ilha de São Miguel”.
Berta Cabral afirma, também, que “há ainda outro mérito na forma como se implementou esta solução, que é o facto de se conseguirem recolher e compilar, por via digital, dados sobre o fluxo de visitantes, e isso é algo muito valioso para alimentar a inteligência turística e sustentar melhor as decisões”.
Neste momento, contam-se cerca de 300 lugares de estacionamento para apoio aos visitantes daquela zona turística.