
A realizar pelo quinto ano consecutivo, o encontro açoriano de miniandebol será realizado na cidade da Horta, ilha do Faial, entre os dias 1 e 3 de maio. A festa do andebol de formação contará com uma participação recorde de nove equipas em representação de sete clubes oriundos de quatro ilhas.
Estes números demonstram a vivacidade da modalidade nos Açores pois, no Faial, estarão cerca de uma centena de crianças, com idades entre os 7 e 12 anos. No total dos três dias de encontro serão realizados mais de trinta jogos.
A organização está a cargo da União das Associações de Andebol dos Açores e conta com o apoio logístico da Associação de Andebol da Ilha do Faial. Estarão presentes árbitros das ilhas Terceira e Santa Maria e também da Guarda.
Para além da atividade desportiva, a organização preparou também uma vertente lúdica para os jovens, de modo que possam conviver, interagir entre si e construir novas amizades.

A Associação de Karaté dos Açores (AKA) vai marcar presença no campeonato nacional de Karaté para os escalões de formação — infantis, iniciados e juvenis — que se realiza nos dias 2 e 3 de maio, no pavilhão desportivo municipal de Albufeira.
A representação açoriana será assegurada por três clubes filiados na AKA, nomeadamente o Clube de Karaté-do Shotokan de Angra do Heroísmo (CKSAH), o Clube de Karaté-do Shotokan da Horta (CKSH) e o Clube de Karaté Shotokan da Povoação (CKSP). No total, a comitiva contará com vinte e um atletas, distribuídos por vários escalões etários, que irão competir nas disciplinas de kata e kumite.
Integram a equipa os atletas Madalena Antunes, Francisco Costa, Tiago Pontes, Carminho Laranjeira, Mateus Pimentel, Mariana Pires, Clara Antunes, Vicente Lima, Teresa Fraga, Duarte Rico, Henrique Silva, Joana Castro, Maria Santos e Simone Resendes (CKSAH), Maria Cruz e Núria Peixoto (CKSH), e Francisca Magalhães, Matilde Pacheco, Laura Medeiros, Marcos Sousa e Santiago Cabral (CKSP).
A comitiva açoriana será acompanhada pelos treinadores André Garcia, João Castro, Luís Castro, Marco Maciel e Vítor Pereira, que assegurarão a orientação técnica dos atletas nesta participação fora da região.
A prova é organizada pela Federação Nacional de Karaté de Portugal e reúne os melhores atletas nacionais destes escalões, constituindo um momento de elevado nível competitivo.
A participação açoriana resulta do apuramento regional realizado no passado dia 28 de fevereiro, no concelho da Lagoa, refletindo o trabalho desenvolvido pelos clubes e pela AKA na formação e desenvolvimento desportivo dos jovens praticantes.

A Câmara Municipal da Lagoa aprovou, por unanimidade, o Plano Municipal de Promoção e Proteção dos Direitos das Crianças e Jovens para o período 2026-2030, um instrumento estratégico que visa reforçar a proteção, o bem-estar e o desenvolvimento integral das crianças e jovens do concelho.
Trata-se do primeiro plano desta área a ser aprovado a nível regional, tendo surgido a partir de um compromisso efetuado aquando da visita do Presidente do Comissariado de Apoio à Infância, Emanuel Areias, à Lagoa.
Este plano resulta de um trabalho em rede, entre a autarquia e diversas entidades com intervenção na área da infância e juventude, tendo por base o diagnóstico das principais problemáticas identificadas pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Lagoa.
Entre os principais desafios identificados destacam-se a exposição à violência doméstica, as situações de negligência parental e os comportamentos antissociais e de indisciplina. Face a este diagnóstico, o plano define três eixos prioritários de intervenção: prevenção e combate à violência doméstica, prevenção e combate à negligência parental e promoção de comportamentos saudáveis entre crianças e jovens.
O documento integra um conjunto alargado de medidas que passam pela sensibilização da comunidade, formação de profissionais, reforço do apoio às famílias, promoção da saúde e do bem-estar emocional, bem como o desenvolvimento de programas educativos e preventivos em contexto escolar e comunitário.
Com vigência até 2030, o plano prevê uma monitorização contínua e avaliações periódicas, com o objetivo de medir o impacto das ações implementadas e ajustar estratégias sempre que necessário.

Já estão abertas as candidaturas para a edição de verão 2026 do programa de Ocupação de Tempos Livres dos Jovens (OTLJ), uma iniciativa do Governo regional dos Açores que visa promover a ocupação cívica e formativa da juventude durante o período de férias escolares. Promovido pela Secretaria Regional da Juventude, Habitação e Emprego, através da Direção Regional da Juventude, o concurso decorre até ao dia 30 de abril e abrange os subprogramas “Ocupação em Férias”, “Verão em Ocupação” e “Jovens Ativos”. Segundo a nota enviada pela tutela, o processo de submissão de projetos e de inscrição de participantes ocorre em simultâneo no Portal da Juventude.
Esta edição consolida as alterações introduzidas pelo novo regulamento publicado em janeiro de 2025, fruto de uma revisão a uma normativa que “esteve sete anos sem ser atualizada”. Entre as principais novidades desta reforma destaca-se o facto de as bolsas de apoio terem sido “reforçadas em 20%”, além do alargamento do prazo de candidaturas de um para dois meses, permitindo uma maior margem de planeamento tanto para os jovens como para as entidades promotoras.
No subprograma “Ocupação em Férias”, destinado a jovens entre os 14 e os 24 anos que frequentem desde o nono ano ao Ensino Secundário, os projetos terão a duração de 20 dias úteis durante os meses de julho e agosto. Com um limite de cinco horas diárias, os participantes recebem uma bolsa de três euros por hora, o que pode perfazer um total de até 207 euros mensais. Com moldes semelhantes, o subprograma “Jovens Ativos” foca-se na inclusão social, sendo direcionado a jovens dos 15 aos 24 anos em situação de vulnerabilidade, integrados em projetos promovidos por Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS).
Uma das grandes apostas desta temporada é o “Verão em Ocupação”, subprograma criado no ano anterior e desenhado para estudantes do Ensino Secundário (Geral ou Profissional) e Ensino Superior, residentes na região, com idades entre os 16 e os 24 anos. Esta modalidade oferece uma ocupação mais extensa, totalizando 35 dias úteis, e uma remuneração superior de quatro euros por hora. Caso o jovem cumpra a totalidade das 20 horas semanais previstas, a bolsa poderá atingir o valor de 560 euros. De acordo com a Direção Regional da Juventude, estas mudanças visam garantir uma “maior oferta e diversificação de projetos” para os jovens residentes no arquipélago, estando todos os detalhes e requisitos disponíveis para consulta nas plataformas oficiais da juventude açoriana.

Beatriz Moreira da Silva
Tenho 32 anos. Vivi 12 em Portugal Continental. Por motivos de força maior regressei aos Açores. Trabalhei em alguns locais, contratos de curta duração e, até mesmo, na ausência deles.
Colaborei por livre e espontânea vontade com jornais, incluindo o Diário da Lagoa. Foi a única “entidade” capaz de me formar, guiar e dar oportunidade. Consegui a minha carteira profissional de colaboradora de informação. É certo que foi fruto do meu trabalho, mas só foi possível pelas pessoas que o suportam. Suportam com trabalho, com dedicação, com inúmeras privações de sono. A verdade é que as notícias surgem sempre e, cada vez mais, o jornal ganha destaque, alcança objetivos e mantém-se firme, única e exclusivamente por quem o gere e pelos seus colaboradores.
Há dez anos, em Castelo Branco, escrevi um livro infantojuvenil intitulado Uma Família Açoriana. Editado em 2025 e lançado no mesmo ano. Contou com a apresentação do Clife Botelho e da Marta Ferreira – julgo que não necessitam de apresentações.
Engraçado! Trata-se de parte da nossa história enquanto açorianos e da Saudade. A adesão foi maioritariamente pela sala cheia no lançamento. Questiono-me onde andam os pais? – mas este assunto já são outros quinhentos.
Dei algumas entrevistas de leves aparições – pelo menos chegou ao continente.
O discurso parece oscilar, mas com propósito – “A menina trabalha aqui? Mas não tinha escrito um livro? Não colabora para o jornal?”. Questões inapropriadas, mas que merecem as minhas repetitivas respostas: Não estou rica; não me apontaram uma arma à cabeça para vir trabalhar ou enviar currículo.
O discurso já vos faz sentido?
O que é nosso, do nosso trabalho, da nossa dedicação é, sem dúvida, o nosso maior mérito. E é trabalho!
Não sei como e a que ponto chegamos, mas sei que vivemos sem oportunidades. Ora temos excesso de habilitações, ora não sabemos, mas também não nos querem ensinar. Afinal querem o quê? Qual é o problema?
Lamento que os Açores continuem poucochinhos – só para alguns. Lamento sobretudo, que a maioria dos jovens não tenha capacidade para comprar uma casa, porque os Açores destacaram-se com subidas de preços anunciados superiores a 20%, com Ponta Delgada a superar os 4.000€/m². Relembrando que a Área Metropolitana de Lisboa registou valores médios de 4.322€/m² em janeiro de 2026.
Agora questiono: Está tudo bem?
Recém-licenciados, não esperem uma vaga exclusivamente na vossa área, a menos que possuam património. Aos que trabalham horas infinitas na hotelaria e com retribuições de meio tostão, aos que trabalham arduamente a recibos verdes, aos artistas, aos que não vos dão oportunidade, o mundo é grande e generoso, desde que corram atrás. Talvez a ausência surta efeito.
Os Açores já não são “o local ideal para criar filhos”, a partir do momento que se esquecem dos que cá nasceram e aqui querem permanecer.
Aos que ficam ou, pelo menos, que ainda permanecem, vamos continuar a redigir a verdade, porque o jornalismo não é um combate de egos, até porque todos temos espelhos em casa.

Sob o lema “A paz esteja convosco”, cerca de 60 universitários percorreram escolas, lares e casas particulares, deixando um rasto de esperança na comunidade local. Entre os rostos que compunham o grupo estava Vicente Cerejo, natural de São Miguel e estudante de Medicina. Apesar de já frequentar o terceiro ano do curso, esta foi a sua estreia no projeto, motivada pelo convite de amigas. Para o futuro médico, o impacto da semana ultrapassou a barreira das palavras. “A experiência está a ser especial. Às vezes, até as palavras são complicadas… Às vezes é preciso um abraço”, confessa, sublinhando que o fim da semana é, na verdade, um novo começo. “Agora é que começa realmente a minha primeira missão. Até agora eu só tinha existido. Quando acabar esta missão já sei o que é que posso fazer para cumprir uma missão”, afirma Vicente.
O entusiasmo é partilhado por Gonçalo Tanissa, que viajou de Évora para participar pela primeira vez, seguindo o exemplo do irmão mais velho. Para Gonçalo, a missão é uma forma ativa de evangelização através do exemplo pessoal. “Ser discípulo hoje é olhar para esta alegria que nós recebemos e espalhá-la. Ao verem a nossa alegria, as pessoas ficam tocadas”, explica o universitário, destacando a capacidade de contágio que um sorriso pode ter numa comunidade.
Mesmo para quem já é veterano nestas andanças, como Beatriz Novais, de 22 anos, a Missão País continua a surpreender. A estudante de Engenharia Química na Universidade Nova de Lisboa já soma cinco missões, mas garante que a rotina não tem lugar nesta experiência. “Está a ser muito surpreendente. Já fiz várias missões e ainda assim consigo ver que há tanta coisa para anunciar”, refere. Este ano, o seu trabalho centrou-se no contacto com os mais novos, uma experiência que descreve como revitalizante: “A alegria dos miúdos e a simplicidade com que vivem a vida têm sido transformadoras”. Para Beatriz, o desafio agora é transportar esta disponibilidade para o dia a dia familiar e social. “Às vezes ligar a um amigo é um porta-a-porta. A minha família vai precisando… e fazer este serviço às pessoas que estão na minha vida”, partilha.

A coordenação do projeto nos Açores também reflete este espírito de serviço. Mariana Sousa, também estudante de Medicina, trocou Lisboa pelo arquipélago açoriano e assumiu a liderança do grupo com o objetivo de lançar raízes locais. “A minha missão foi capacitar as mãos dos outros para fazer tudo isto”, explica, reforçando o desejo de que os universitários açorianos sintam que “a Igreja pode ser nossa também”. Embora o número de jovens da região ainda seja reduzido, a organização acredita que a semente lançada em Vila Franca do Campo dará frutos noutras ilhas e faculdades nas próximas edições.
Nos bastidores, Inês Carvalho, aluna em Évora e chefe de oração, recorda que o serviço externo exige um trabalho prévio de interioridade. “Precisamos de conseguir encher-nos de alegria para darmos a nossa alegria também à comunidade”, nota. O sentimento é sublinhado pelo padre Tiago Tédeu, que acompanhou o grupo, vendo neles um sinal de esperança para o mundo atual. “Não é apenas um momento de oração, mas também de convívio e, sobretudo, de entrega à comunidade”, destaca o sacerdote.
A Missão País, que nasceu em 2003 e hoje mobiliza mais de quatro mil jovens em todo o país, despediu-se de Vila Franca do Campo este sábado com a tradicional representação teatral, num momento de partilha que simboliza o fecho de um ciclo e a promessa de que a paz semeada e a marca deixada continuarão a crescer na vida de cada um dos envolvidos e na comunidade vilanfranquense.

A associação Olhar Poente viu o seu projeto “3EAZ_Empoderamento_Educação_Emprego_Azores” ser distinguido como um dos catorze selecionados a nível nacional pela iniciativa Gulbenkian Empregar, da Fundação Calouste Gulbenkian.
Segundo nota de imprensa enviada às redações pela associação, este programa surge com o propósito central de combater a exclusão social e económica, focando-se especificamente na redução da taxa de jovens NEET — aqueles que não estudam, não trabalham, nem frequentam qualquer tipo de formação. Com uma duração prevista de 18 meses, a intervenção irá abranger 150 jovens residentes na ilha Terceira, com idades compreendidas entre os 16 e os 34 anos, que se encontram em situações de especial vulnerabilidade, tais como percursos escolares interrompidos, precariedade laboral, baixas qualificações ou em contexto de risco psicossocial e migratório.
O modelo de atuação do 3EAZ assenta numa estratégia de proximidade que combina a capacitação pessoal e social com a mentoria e o envolvimento direto da comunidade. Mais do que a simples formação técnica, o projeto visa o empoderamento dos participantes, dotando-os de ferramentas que facilitem transições bem-sucedidas para o mercado de trabalho ou para o sistema de ensino.
De acordo com a presidente da Olhar Poente, Sandra Serpa, a eficácia desta iniciativa reside num compromisso sólido estabelecido entre a tríade do serviço público, das empresas privadas e da própria comunidade local. Esta colaboração tripartida pretende não só oferecer saídas profissionais, mas também solidificar um projeto de vida para jovens que, em muitos casos, se encontram desmotivados e sem perspetivas de futuro.
Através desta articulação com entidades públicas e empregadoras, o projeto espera criar oportunidades reais de integração que funcionem como um escudo protetor contra contextos de exclusão. Para a direção da Olhar Poente, a implementação do 3EAZ terá um impacto direto na valorização do capital humano da ilha, reduzindo a exposição dos jovens a situações de risco e potenciando o desenvolvimento de competências que são fundamentais na sociedade atual. Ao investir no acompanhamento personalizado e na criação de redes de apoio sólidas, a associação açoriana reforça o seu papel na coesão social da região, garantindo que estes 150 jovens possam retomar percursos ativos e sustentáveis.

O Auditório Ferreira da Silva, na Vila de Água de Pau, acolheu a Assembleia Municipal Jovem, reunindo os deputados jovens representantes do terceiro ciclo e do ensino secundário das escolas do concelho de Lagoa. O presidente da Assembleia Municipal da Lagoa, Ricardo Martins Mota, presidiu à sessão, que contou com a presença do presidente da Câmara Municipal, Frederico Sousa, e dos cinco presidentes das juntas de freguesia.
Aberta a toda a comunidade, a iniciativa integrou as comemorações do Dia do Poder Local na Região Autónoma dos Açores, celebrado a 26 de novembro.
De acordo com nota de imprensa enviada pela autarquia lagoense, Ricardo Martins Mota saudou e agradeceu aos jovens deputados presentes pela sua participação democrática e pelo facto de representarem os seus colegas, destacando que essa representação implica “responsabilidade e honra”. O presidente da Assembleia Municipal da Lagoa deixou, ainda, uma mensagem de incentivo aos jovens, apelando para que “sem medo, nem receio, exerçam o vosso talento, sejam parte integrante da construção da sociedade de futuro, melhorem com a vossa ação o vosso território, na tolerância e pluralidade de opinião, na inclusão e humanidade”. Salientou, igualmente, que esta iniciativa envolveu uma participação recorde de jovens, mais precisamente 953 alunos que tiveram acesso à informação sobre a Assembleia Municipal Jovem, fruto da parceria desenvolvida entre as escolas do concelho e a autarquia lagoense.
Já, o presidente da Câmara Municipal, Frederico Sousa, destacou que a Lagoa é o único concelho da ilha de São Miguel a realizar assembleias municipais jovens. “Fomos pioneiros e já recebemos um prémio nacional por esta iniciativa. Felicito os jovens deputados e tomara que todas as assembleias municipais tivessem o nível de maturidade que estes jovens demonstraram. Foram um verdadeiro exemplo para todos os deputados, sejam eles regionais, da República ou municipais”, afirmou.
Ao longo da sessão, os jovens apresentaram ideias, preocupações e propostas para o contínuo desenvolvimento do concelho, elencadas nas cinco freguesias, relacionadas com diferentes áreas, nomeadamente a criação de mais valências sociais que promovem o envelhecimento ativo e o melhoramento e criação de mais infraestruturas municipais desportivas e recreativas. A saúde foi também tema central entre os jovens que destacaram a importância das acessibilidades para pessoas portadoras de deficiência motora em determinados espaços públicos; o funcionamento do sistema de saúde a nível concelhio e regional, bem como abordaram sobre a problemática das toxicodependências e possíveis soluções para a diminuição desse flagelo.
Questões de urbanismo, espaços públicos e segurança também marcaram esta assembleia, nomeadamente no que diz respeito à disponibilização de mais equipamentos urbanos e sinalização rodoviária nas zonas mais movimentadas, como escolas e zonas de maior tráfego; o reforço de segurança em determinadas zonas e mais ações de sensibilização ambiental. Já na vertente cultural, foi deixada a sugestão para a criação de mais iniciativas no âmbito recreativo e cultural que envolvam os jovens com idades compreendidas entre os 12 e 18 anos, para que possam desenvolver a sua criatividade, talento e proporcionar uma ocupação de tempos livres de forma saudável.
No final da sessão, Júlia Rego e Natacha Vieira foram eleitas para representar os jovens na Assembleia Municipal de Lagoa.
A Assembleia Municipal Jovem contou com dois momentos teatrais, que abriram e encerraram a sessão, protagonizados pelos alunos do 6.º A da Escola Básica Integrada de Água de Pau e do 9.º B da Escola Secundária da Lagoa.

A 10ª edição da Gala de Mérito Desportivo Escolar, organizada pela Associação de Futebol de Ponta Delgada, premiou mais de 160 jovens atletas.
“Hoje celebramos o esforço diário, as horas de treino e de estudo que estão por trás de cada conquista. Estes jovens atletas mostraram-nos que o talento é importante, mas que a verdadeira diferença está na disciplina e na dedicação. É, por isso, com muita satisfação que vejo esta sala cheia – não é tarefa fácil reunir tanta gente em torno de um propósito comum. Cada um destes jovens representa o melhor de Ponta Delgada e não podíamos estar mais orgulhosos”, afirmou o vice-presidente da câmara municipal de Ponta Delgada, Pedro Furtado, na ilha de São Miguel.
O evento, que decorreu no Coliseu Micaelense, distinguiu atletas do 2.º e 3.º ciclo e do ensino secundário. Para Pedro Furtado, “a Associação de Futebol de Ponta Delgada tem sido uma parceira exemplar na promoção do desporto, garantindo que o talento local tem espaço para crescer”.
“Em dez anos, esta gala tornou-se um símbolo de reconhecimento e inspiração. É uma história de sucesso que honra o desporto regional e enriquece o nosso concelho. Neste sentido, em meu nome e em nome da Câmara Municipal de Ponta Delgada, quero agradecer e reconhecer a visão e o contributo do Presidente da AFPD, Robert DaCamara”, frisou.
A cerimónia contou com a participação de Pedro Proença, Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, cuja vinda a Ponta Delgada foi destacada por Pedro Furtado como “um ato de extraordinário significado”.
“A presença da Federação Portuguesa de Futebol nesta gala é um sinal de que o talento micaelense é visto e respeitado em todo o país. Podiam estar em qualquer outro estádio ou evento mas escolheram estar aqui hoje, a apoiar estas jovens promessas. O vosso apoio dá ainda mais força a quem treina e estuda todos os dias para representar Ponta Delgada e os Açores ao mais alto nível”, sublinhou.
Na sua intervenção, o Vice-Presidente do Município salientou ainda a importância da prática desportiva como ferramenta de desenvolvimento integral.
“Todos os premiados aqui presentes são a prova viva de que é possível conciliar, com notoriedade, a prática desportiva e os estudos. Mais do que uma coleção de troféus, o desporto permite construir valores essenciais que acompanharão estes jovens ao longo da vida”, explicou.
O autarca concluiu recordando que “a Câmara Municipal de Ponta Delgada tem uma política clara de apoio ao desporto escolar e de formação. É nosso dever e ambição continuar a incentivar a prática do exercício físico junto dos mais novos. Cerca de 25% da verba total de apoio ao desporto é dedicada a esta vertente, o que demonstra a importância que lhe atribuímos na formação dos cidadãos de amanhã”.

Mais de 750 crianças e jovens açorianos estão inscritos na edição 2025/2026 da Academia Empreendedora – Escola de Líderes, avançou esta terça-feira, 21 de outubro, no Centro Cultural da Ilha Graciosa, em Santa Cruz, a Secretária Regional da Juventude, Habitação e Emprego, Maria João Carreiro.
Na abertura da quinta edição deste programa de educação não formal de crianças e jovens em idade escolar para o empreendedorismo, promovido através da Direção Regional da Juventude, a governante explicou que entre os inscritos estão alunos de todos os ciclos de ensino, incluindo ensino profissional, de mais de 40 entidades, tais como escolas, IPSS e o Estabelecimento Prisional de Ponta Delgada.
O número de participantes poderá ainda aumentar, em virtude do arranque da edição universitária deste programa e da sua extensão aos jovens reclusos do Estabelecimento Prisional de Angra do Heroísmo, cujo protocolo para a sua implementação deverá ser assinado em breve, adiantou.
“A Academia Empreendedora é um programa que acredita que as novas gerações serão capazes de fazer acontecer, em vez de ficarem à espera que as coisas aconteçam”, enalteceu Maria João Carreiro, sublinhando que “a circunstância pessoal e social de cada jovem não é nem pode ser uma fatalidade, mas antes uma oportunidade para a transformação, o crescimento e a integração”, defendeu.
Desde o ano letivo 2021/2022, integraram as quatro edições da Academia Empreendedora – Escola de Líderes mais de 6.000 jovens de todas as ilhas e 142 professores técnicos de inserção, “o que nos leva a acreditar que este programa é já um marco entre os jovens açorianos”, enalteceu.
Durante o ano letivo, os participantes na Academia Empreendedora – Escola de Líderes desenvolvem um programa de formação em competências para o empreendedorismo adequado ao seu nível de ensino e alinhados com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU).
Entre as atividades desenvolvidas estão iniciativas como “Empreendedor Por Um Dia”, “Mercadinhos de Natal” e o “Concurso Local de Ideias”, que carimba o passaporte das equipas vencedoras para o I9.Açores – Academia Jovem de Ideias Inovadoras.
“Diz-nos o percurso desta Academia que cada um dos participantes carrega uma ideia, um sonho, uma vontade de fazer qualquer coisa nova. É isso que o empreendedorismo procura despertar: a confiança de que é possível criar um caminho próprio, mesmo com incertezas”, enalteceu.
Maria João Carreiro expressou, por isso, confiança em “mais uma edição de sucesso que irá deixar sementes, inquietudes e uma atitude confiante entre os participantes”, lembrando que este programa foi criado para estimular o protagonismo das crianças e jovens, oferecer ferramentas práticas e desenvolver competências essenciais como liderança, trabalho em equipa, gestão de projetos e inovação.
Participaram na sessão de abertura da edição 2025/2026 da Academia Empreendedora – Escola de Líderes, o Presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz da Graciosa, António Reis, o deputado à Assembleia Legislativa dos Açores, Adolfo Vasconcelos, e o Diretor Regional da Juventude (DRJ), Eládio Braga.
A sessão, que arrancou com dois momentos musicais com os alunos de Ensino Artístico da Escola Secundária da Graciosa, Afonso Albuquerque e Íris Olaio, contou ainda com uma conversa, moderada pelo DRJ, com as ex-participantes da Academia Empreendedora – Escola de Líderes Rita Gil, Íris Olaio e Luana Veiga.
O programa Academia Empreendedora, no qual a Região investe anualmente cerca de 150 mil euros, inclui dois subprogramas.
A Academia Empreendedora – Escola de Líderes percorre todos os ciclos de ensino, desde o 1.º ciclo até ao Ensino Secundário, passando pelo Ensino Profissional, IPSS e Ensino Superior, com uma edição universitária, sendo o programa adequado a cada nível de ensino e alinhado com 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.
Já a Academia Empreendedora – Ativa o Teu Potencial destina-se à população jovem reclusa dos Estabelecimentos Prisionais de Ponta Delgada e de Angra do Heroísmo.