
A Semana da Saúde, iniciativa dedicada à promoção do bem-estar da comunidade lagoense através de um programa que integrou um conjunto diversificado de ações, desde rastreios de saúde e sessões de sensibilização, até atividades físicas abertas à população, contou com boa adesão da população.
A Câmara da Lagoa desafiou alguns munícipes a darem o seu testemunho como forma de promover a literacia em saúde, opção que se revelou uma ferramenta importante de sensibilização, permitindo tornar o tema da atividade física e a sua importância para a saúde mais compreensível para a população.
A iniciativa teve início com a reunião do Conselho Municipal de Saúde e a realização de rastreios na Praça de Nossa Senhora do Rosário, registando-se uma adesão significativa por parte da população. Ao longo da semana, as caminhadas, aulas abertas e atividades desportivas proporcionaram momentos de convívio e incentivo à prática regular de exercício físico.
O programa culminou com um conjunto alargado de atividades em formato open day, incluindo padel, atividades náuticas e pickleball, permitindo à comunidade experimentar diferentes modalidades e reforçar hábitos de vida saudáveis.
A vereadora da Ação Social e da Saúde, Graça Costa, fez um balanço “bastante positivo” da iniciativa, tendo-se verificado um “bom envolvimento da comunidade nas diversas atividades promovidas. A adesão demonstra uma crescente consciencialização para a importância da prevenção e adoção de estilos de vida saudáveis”.

A Associação Desportiva e Cultural de Santa Cruz celebrou o terceiro aniversário com uma gala de reconhecimento que teve lugar no Convento de Santo António, naquela freguesia.
Presidida por Mário Luís Pereira, o líder da agremiação desportiva aproveitou a celebração para realizar um balanço do trabalho desenvolvido pelo clube desde a sua fundação, realçando o seu papel na comunidade lagoense enquanto dinamizador social e cultural, com especial dedicação aos mais jovens.
A efeméride permitiu reforçar o compromisso da Câmara Municipal da Lagoa com o movimento associativo do concelho através de uma estratégia de proximidade e de colaboração contínua com as coletividades locais.
O presidente autarquia, Frederico Sousa, marcou presença nas comemorações que reuniram diversas entidades oficiais, patrocinadores, membros da Direção, atletas e famílias, num momento marcado pela homenagem a todos aqueles que têm contribuído para o crescimento e sustentabilidade do clube ao longo dos últimos três anos.
Durante o evento, Frederico Sousa anunciou que a Câmara Municipal da Lagoa irá organizar, já no próximo ano, uma gala bienal dedicada ao desporto no concelho.
“Mais do que um apoio financeiro, a autarquia tem vindo a afirmar-se como um parceiro ativo, disponibilizando meios logísticos, recursos humanos e condições para a concretização de projetos que promovem o desporto, a cultura e a coesão social. A gala do desporto surge, neste contexto, como mais um passo na valorização do trabalho desenvolvido pelas associações e no reconhecimento do seu papel fundamental na dinamização da comunidade”, adiantou o autarca lagoense.
Frederico Sousa sublinhou ainda a importância do envolvimento coletivo no desenvolvimento do desporto local, referindo que “importa reconhecer não apenas o trabalho desenvolvido no seio das associações, mas também o empenho de todos os atletas das diversas modalidades do concelho, cujo esforço e dedicação dignificam a Lagoa. Uma palavra de apreço igualmente para os pais e encarregados de educação, pelo apoio constante, bem como para os patrocinadores, cujo contributo é essencial para a continuidade e crescimento do movimento associativo”.

O prazo de candidaturas para a atribuição, através de concurso público, de 144 lotes infraestruturados para a construção de habitação foi prorrogado até ao dia 24 de abril, anunciou a secretaria regional da Juventude, Habitação e Emprego.
As candidaturas devem ser apresentadas nos termos que estão identificados e explicitados no anúncio publicado em Jornal Oficial e disponível para consulta no sítio da Direção Regional da Habitação (DRH) na internet, onde está também disponível o formulário de candidatura.
Os interessados podem apresentar a sua candidatura devidamente instruída até ao dia 24 de abril, inclusive, no serviço de atendimento da DRH, sito à Rua Dr. João Francisco de Sousa, n.º 30, 9500-187, Ponta Delgada, nos dias úteis, entre as 8h30 e as 14h30; nos postos de atendimento da RIAC – Rede Integrada de Apoio ao Cidadão;
por correio registado e com aviso de receção para a DRH, ou através do endereço de correio eletrónico da DRH – geral-drh@azores.gov.pt.
Os beneficiários dos lotes pagarão entre 5% a 45% do valor do lote, de acordo com os seus rendimentos, e podem ainda beneficiar, cumulativamente, de uma comparticipação até cinco mil euros, a fundo perdido, para a aquisição de projetos de arquitetura e especialidades, bem como de um apoio à autoconstrução até 75 mil euros, em função da composição e rendimento do agregado familiar e da tipologia da habitação.
Estes 144 lotes, dos quais 114 na ilha de São Miguel, 14 na ilha das Flores, 10 na ilha de São Jorge e seis na ilha de Santa Maria, destinam-se à construção de habitação própria permanente.

O ano de 2025 marcou um recorde absoluto das últimas duas décadas com a produção de uva na região a atingir as 1.048 toneladas. A ilha do Pico consolidou a liderança, representando 92% da produção regional (956 toneladas), seguida pela ilha Terceira (36 toneladas), que reforça a sua trajetória de crescimento.
Este vigor do setor reflete-se também no número de agentes económicos e de referências comerciais no mercado. Em 2025, o IVV Açores registou um recorde de trinta e cinco produtores inscritos, um número que se mantém sólido em 2026, prevendo-se mesmo atingir um novo máximo até ao final do ano.
Ao nível do consumo e visibilidade, o mercado conta, atualmente, com dados até 1 de abril de 2026, com 115 marcas e 179 referências comerciais, superando largamente o máximo histórico registado no ano anterior.
Estes dados foram valorizados por António Ventura no decorrer da Expo Atlantic Terroir 2026, que decorreu no Parque Multissetorial da Ilha Terceira. Para o secretário regional da Agricultura e Alimentação, a vitivinicultura açoriana assume, hoje, um “papel determinante na regeneração económica e social das ilhas, apoiada por resultados históricos e por um ecossistema cada vez mais empreendedor”.
Na perspetiva do governante, este ciclo de investimento demonstra que o setor está preparado para os desafios dos mercados externos, mantendo sempre a qualidade e a autenticidade que definem os vinhos dos Açores.

A Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada considera (CCIPD) “imperativo adotar instrumentos de política pública que mitiguem as desvantagens competitivas” associadas à insularidade dos Açores e ao facto da Ryanair ter deixado de voar para a região.
Em comunicado, a CCIPD entende ser necessário “assegurar níveis adequados de conectividade aérea e garantir a sustentabilidade do setor turístico, que constitui um dos principais motores da economia regional”.
Para tal, dá como exemplo as ilhas Canárias que “implementaram um programa de desenvolvimento de voos no âmbito territorial da Região Ultraperiférica das Canárias para 2013-2026”, que assenta num “regime público de incentivos à criação e operação de novas rotas aéreas internacionais, baseado em mecanismos concorrenciais e transparentes”.
É um programa que “visa apoiar a abertura de rotas diretas, reduzindo o risco inicial para as companhias aéreas através de incentivos financeiros proporcionais à capacidade oferecida”, pode ler-se na missiva.
Sublinha que “este regime foi formalmente enquadrado e aprovado pela Comissão Europeia, no âmbito das regras de auxílios de Estado, designadamente ao abrigo das diretrizes relativas a aeroportos e companhias aéreas, que valida a sua compatibilidade com o mercado interno e reconhece a sua contribuição para o desenvolvimento económico de uma região ultraperiférica”.
De resto, acrescenta a Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada, “o anúncio do vice-presidente executivo da Comissão Europeia para a Coesão e Reformas, Rafaelle Fitto, de que irá apresentar um novo pacote legislativo para responder às especificidades das regiões ultraperiféricas, onde se incluem os Açores, é inequivocamente uma oportunidade que não pode ser desperdiçada pelo governo regional e que permitirá enquadrar adequadamente o imprescindível programa de captação de novos operadores e rotas aéreas”.
“Face ao impacto económico negativo decorrente da perda de conectividade aérea nos Açores, torna-se urgente e estratégico avaliar a implementação de um programa análogo ao modelo das Canárias, devidamente adaptado à realidade regional, que permita incentivar a criação de novas rotas, reforçar a competitividade do destino e assegurar a sua integração nos principais mercados emissores internacionais. Tal medida constitui não apenas uma resposta conjuntural à atual perda de oferta aérea, mas uma opção estrutural de política pública alinhada com as melhores práticas europeias e com os instrumentos já reconhecidos e aprovados pelas instituições comunitárias”, finaliza o comunicado.

O Clube de Patinagem de Santa Cruz, Lagoa, organiza a 14.ª edição do Açores Challenge de Patinagem Artística, evento que terá lugar nos dias 18 e 19 de abril no complexo desportivo de Ponta Garça, em Vila Franca do Campo.
Trata-se de um evento já consolidado no panorama da patinagem artística nacional que contará com a participação de quase duzentos atletas em representação de onze clubes provenientes de Portugal continental, Madeira e Açores, sendo todos eles provenientes da ilha de São Miguel.
A competição será disputada em diferentes sistemas, nomeadamente dreamroll, rollart basic e rollart, proporcionando um espetáculo desportivo de elevada qualidade, marcado pelo talento, dedicação e paixão dos atletas.
O Açores Challenge afirma-se, assim, como uma importante iniciativa de promoção da modalidade e de intercâmbio desportivo, contribuindo para a valorização da patinagem artística e para a sua dinamização.

A Lagoa assinalou, este sábado, 11 de abril, o seu Feriado Municipal, celebrando um duplo marco histórico: os 504 anos da elevação de Lagoa a vila e os 14 anos da sua ascensão a cidade. Segundo nota enviada pela Câmara Municipal à redação do Diário da Lagoa, a data foi celebrada numa cerimónia solene no Convento de Santo António, na freguesia de Santa Cruz, marcada por um balanço do crescimento sustentado do concelho e pela definição de prioridades para os próximos anos. O presidente, Frederico Sousa, destacou o percurso da Lagoa, considerando que hoje se apresenta como uma cidade moderna e dinâmica, assente na riqueza do seu tecido social e económico.
Durante a sua intervenção, o autarca lagoense fez questão de honrar o legado de quem moldou o concelho, prestando homenagem a figuras de relevo como os antigos presidentes do Governo regional, João Bosco Mota Amaral e Carlos César, presentes no evento. Frederico Sousa reconheceu o contributo decisivo de ambos na modernização da Lagoa através de investimentos estruturantes em áreas como a educação e a habitação. Outro momento das distinções locais foi a atribuição da Chave de Honra do Município a Luís Alberto Meireles Martins Mota, antigo presidente da Câmara.
Projetando os desafios, Frederico Sousa afirmou que “a identidade do concelho se constrói na preservação das tradições e do património humano e cultural”, enaltecendo a coragem dos lagoenses na ligação à terra e ao mar. O autarca elencou a habitação como uma das pedras angulares da sua estratégia, prometendo o reforço de rendas acessíveis e de loteamentos para autoconstrução. De acordo com o líder do executivo, este conjunto de medidas traduz “um caminho claro e consistente, orientado para uma Lagoa que honra o seu passado com respeito, vive o presente com confiança e projeta o futuro com ambição”.
No que respeita ao ordenamento do território, a autarquia pretende avançar com projetos como a reabilitação da Fábrica do Álcool e a requalificação da Escola Básica e Integrada Padre João José do Amaral. A valorização da orla costeira e o setor social, com o aumento de vagas em creches e a ampliação do Lar de Santo António, completam o plano de investimentos. Frederico Sousa terminou com um agradecimento coletivo, sublinhando que “é na força coletiva que reside a verdadeira grandeza da Lagoa”.

A Câmara Municipal da Lagoa oficializou esta sexta-feira, 10 de abril, a entrega de 101 bolsas de estudo a estudantes do concelho, um apoio financeiro que totaliza um investimento público de 101.000 euros. A medida, enquadrada no regulamento municipal para o ano letivo 2025/2026, divide-se entre o reconhecimento do desempenho escolar e o apoio logístico a estudantes deslocados da sua residência habitual. De acordo com a informação disponibilizada pela autarquia, cada beneficiário recebeu um montante fixo de 1.000 euros, pago numa prestação única, valor que reflete uma atualização em alta face aos anos anteriores.
A cerimónia, realizada no Cineteatro Francisco d’Amaral Almeida, contou com a presença do presidente da Câmara, Frederico Sousa, que apontou o gesto como uma forma de “valorizar e premiar o mérito dos jovens lagoenses que frequentam o ensino superior e que se destacam pelo seu elevado potencial académico”. O autarca sublinhou que a atribuição destas verbas é um passo para garantir a “igualdade de oportunidades no acesso ao ensino superior”, auxiliando as famílias a mitigar os custos fixos com alimentação, material escolar e transportes.
Em termos práticos, o apoio traduziu-se na aprovação de 64 bolsas para estudantes deslocados (de um total de 83 pedidos) e 37 bolsas de mérito (entre 47 candidaturas). Mantendo a política de abrangência geográfica iniciada no ano transato, a autarquia incluiu novamente no programa dois estudantes que realizam a sua formação em estabelecimentos de ensino superior noutros estados-membros da União Europeia. Para o executivo camarário, este incentivo é visto como um mecanismo para promover a qualificação da população e o futuro dinamismo económico da Lagoa.

Os agentes da brigada de investigação criminal da esquadra de Rabo de Peixe procederam, no final da semana passada, à detenção em flagrante de um indivíduo de 33 anos, suspeito da prática do crime de tráfico de droga. Segundo uma nota informativa do Comando Regional da Polícia de Segurança Pública (PSP) dos Açores, a operação ocorreu na sequência de uma investigação em curso, culminando na abordagem ao suspeito num jardim público situado na freguesia do Pico da Pedra, no concelho da Ribeira Grande.
No momento da detenção, o homem encontrava-se a desenvolver a atividade ilícita em pleno espaço público, tendo-lhe sido apreendidas 17 doses de heroína e oito doses de uma substância ainda indeterminada, embora as autoridades suspeitem tratar-se de droga sintética. Além do estupefaciente, os agentes confiscaram 107 euros em numerário e uma trotinete elétrica, com um valor estimado de 300 euros, que seria utilizada como apoio à prática do crime.
Após ter sido submetido a primeiro interrogatório judicial perante as instâncias competentes, foram aplicadas ao arguido as medidas de coação de termo de identidade e residência (TIR), a obrigação de apresentações periódicas perante as autoridades e a proibição expressa de frequentar locais referenciados pelo consumo e tráfico de estupefacientes.

O Comando Regional da Polícia de Segurança Pública (PSP) dos Açores, através do seu Núcleo de Armas e Explosivos, levou a cabo durante o mês de março um conjunto de ações de fiscalização destinadas a garantir a tranquilidade pública e a prevenir o uso ilícito de armamento na região. Segundo uma nota de imprensa enviada pela autoridade policial, as intervenções focaram-se na monitorização rigorosa de processos de titulares de armas de fogo, na verificação das condições de segurança nas residências dos proprietários e no cumprimento das obrigações legais impostas para o uso e porte de armas no domínio público.
No decorrer destas operações, a PSP detetou e apreendeu duas armas de fogo curtas (especificamente dois revólveres) que se encontravam em situação ilegal, desprovidas do obrigatório manifesto ou registo. A par destas apreensões, a ação policial resultou ainda na entrega voluntária a favor do Estado de onze armas, entre as quais três pistolas, dois revólveres e seis espingardas. Estas entregas ocorreram após ter sido verificado que os atuais detentores não possuíam autorização legal para a sua posse, optando por prescindir das mesmas.
A atividade operacional não se esgotou na fiscalização administrativa. No âmbito de uma investigação criminal conduzida pela esquadra de Investigação Criminal da PSP de Ponta Delgada, o Núcleo de Armas e Explosivos recebeu também uma reprodução de arma de fogo de posse proibida e uma arma de ar comprimido de aquisição livre. A autoridade recorda, a propósito desta última, que o seu uso e porte estão estritamente limitados ao interior de propriedade privada e a locais devidamente autorizados para o efeito.
Com estas intervenções de cariz preventivo, a PSP salienta que reafirma o seu compromisso na salvaguarda da integridade física e do património dos cidadãos, sublinhando que o objetivo central destas ações é consolidar o bem-estar social e a proteção dos direitos fundamentais da comunidade açoriana.