
A Universidade dos Açores promove, no próximo dia 3 de março, a mesa-redonda intitulada “A Economia e os Media”, um evento que terá lugar entre as 16h30 e as 18h00, no anfiteatro IX do campus de Ponta Delgada. A iniciativa, organizada pela Faculdade de Economia e Gestão em conjunto com a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, assinala o encerramento da pós-graduação em Economia para os Media. Esta formação especializada, que envolveu docentes da academia açoriana e de outras instituições nacionais, teve como foco o desenvolvimento de competências técnicas em jornalismo económico para mais de uma dezena de profissionais da comunicação.
O debate, que pretende refletir sobre os desafios da cobertura económica nos contextos regional, nacional e internacional, contará com um painel de convidados de referência no setor. A discussão será moderada por Maria da Luz Correia, professora associada da UAc, e terá a participação de António Costa, jornalista e diretor do jornal digital ECO, Lília Almeida, jornalista da Antena 1 Açores, e Rui Paiva, jornalista da agência Lusa e do jornal Público. A sessão servirá também para confrontar diferentes perspetivas sobre a evolução da profissão e a importância do rigor técnico na análise de mercados e políticas públicas.
A sessão oficial contará com a presença do presidente da Faculdade de Economia e Gestão, João Teixeira, e de Catarina Rodrigues, vice-presidente da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, reforçando a natureza interdisciplinar da pós-graduação. A entrada no evento é livre e não requer inscrição prévia, estando ainda prevista a atribuição de um certificado de participação a todos os interessados que compareçam no anfiteatro.

O Governo regional dos Açores, através da Secretaria Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, vai formalizar um protocolo de cooperação alargada com a Universidade dos Açores focado no setor aeroespacial. O acordo, delineado numa reunião em Ponta Delgada entre o secretário regional Paulo Estêvão e a reitora Susana Mira Leal, tem como objetivo central a formação de recursos humanos qualificados para sustentar o “desenvolvimento acelerado do ecossistema espacial regional”, particularmente na ilha de Santa Maria.
Segundo o governante Paulo Estêvão, a infraestrutura física não é suficiente para o sucesso deste setor, sublinhando que o executivo vai apoiar a Universidade na captação de especialistas nas áreas de tecnologia e investigação. “Precisamos de quadros e recursos humanos qualificados. Não conseguimos desenvolver o setor espacial só com infraestruturas”, afirmou o secretário regional, destacando o futuro Centro Tecnológico Espacial a implementar em Santa Maria, um projeto estruturante que representa um investimento global de 15 milhões de euros.
No que diz respeito à segurança e transparência, o Governo regional assegura que a proteção da população de Santa Maria é a “prioridade absoluta”. O executivo açoriano garante que todas as fases do projeto serão rigorosamente fiscalizadas pelas entidades competentes e que nenhum lançamento ocorrerá sem a devida autorização do Estado. Para reforçar este compromisso, serão promovidas reuniões públicas de esclarecimento junto dos marienses nos próximos meses, assegurando que o projeto será feito em diálogo com as pessoas para gerar riqueza na região.
Paralelamente à agenda aeroespacial, o encontro serviu também para abordar a preparação das comemorações dos 600 anos da descoberta dos Açores, que se assinalam em 2027. A Universidade dos Açores é apontada como uma peça fundamental para o êxito desta celebração, contribuindo com a sua capacidade de investigação e profundo conhecimento histórico para as iniciativas que serão detalhadas futuramente.

O Campus de Ponta Delgada da Universidade dos Açores recebe, entre os dias 4 e 6 de fevereiro, a 13.ª edição das Jornadas de Relações Públicas, um evento que este ano celebra duas décadas de existência do Núcleo de Estudantes de Comunicação e Relações Públicas (NURP). O Auditório VIII será o palco central de um programa que procura cruzar a memória institucional com as novas tendências da comunicação, unindo gerações de profissionais e estudantes em torno de um legado de vinte anos.
Segundo o presidente do NURP, Vítor Rigueira, esta edição transcende o formato académico tradicional, sublinhando que celebrar duas décadas do núcleo é “honrar um legado de excelência e, simultaneamente, projetar o futuro da comunicação nos Açores”. O dirigente destaca ainda que a iniciativa serve para “demonstrar a vitalidade da nossa área e a capacidade dos nossos estudantes em criar pontes com o mercado de trabalho”, num evento que arranca no dia 4 de fevereiro, pelas 9h00, com a conferência “20 Anos NURP”, reunindo antigos presidentes para uma reflexão sobre a evolução do setor. A componente prática inicia-se logo na tarde do primeiro dia, com uma oficina de Jornalismo Televisivo orientada por Fábio e Tâmela Giacomelli.
A diversificação de perspetivas marca o segundo dia de trabalhos, a 5 de fevereiro, que contará com as intervenções de Ana Veríssimo, chefe de gabinete da Secretaria Regional da Educação, Cultura e Desporto, de Rúben Melo, CEO da Azores Wedding Event, e do jornalista Nuno Martins Neves, encerrando a tarde com o universo digital do podcast “Nativos”. O último dia das jornadas, 6 de fevereiro, assume um caráter de “regresso a casa” com a participação da alumni Carlota Dâmaso, atual assessora da UAc, e de Lúcia Lopes, do Nonagon, destacando-se ainda a presença de Tatiana Ourique, cuja vinda de fora da ilha representa um esforço da organização em trazer novos olhares para o evento. O encerramento dos painéis ficará a cargo de Sidónio Bettencourt, que partilhará a sua vasta vivência na rádio na sessão “A Voz da Experiência”.
Além do programa de oradores, os visitantes poderão explorar uma exposição histórica com materiais de arquivo que documentam a trajetória do núcleo desde a sua fundação. Para a direção do núcleo, esta é assumidamente a edição mais ambiciosa de sempre, desenhada para superar expectativas e elevar a fasquia da formação complementar oferecida aos estudantes açorianos, num convite alargado a toda a comunidade académica e profissionais do setor.

A Universidade dos Açores recebe, pela primeira vez na Região, a 14.ª edição das Jornadas Técnicas Internacionais de Resíduos (JTIR), uma organização conjunta com a Associação Portuguesa de Engenharia Sanitária e Ambiental. O evento reúne técnicos de entidades gestoras, investigadores e expositores ligados à gestão de resíduos, num momento de debate sobre os desafios atuais da redução, reciclagem e valorização de resíduos, economia circular e mitigação de emissões.
O programa inclui três Sessões Paralelas e cinco Sessões Plenárias, dedicadas a temas como o impacto do turismo na gestão de resíduos, Ambiente 4.0, prevenção e reutilização, mineração urbana e prevenção do lixo marinho e plástico no oceano.
As sessões decorrem no Anfiteatro A.026 do Complexo Científico, com participação aberta à comunidade académica, mediante lotação disponível.

O Festival de Sopas Solidário, organizado pela Tuna Académica da Universidade dos Açores, vai celebrar a quarta edição, no próximo dia 8 de novembro, pelas 19h00. À semelhança dos anos anteriores, o evento terá lugar na cantina do campus de Ponta Delgada da Universidade dos Açores.
De acordo com nota de imprensa enviada às redações, o festival contará com treze sopas a concurso, sendo as três vencedoras distinguidas com prémios oferecidos pelos patrocinadores do evento.
Para além do concurso, o festival contará igualmente com uma sessão de bingo e um momento de arrematações, iniciativas que têm como propósito fomentar a interação entre os participantes e
enriquecer o ambiente solidário do evento.
Uma parte das receitas da bilheteira reverterá a favor do Fundo Social de Emergência do Aluno da
Universidade dos Açores, contribuindo assim para apoiar estudantes em situação de vulnerabilidade
económica.
Os bilhetes encontram-se disponíveis para aquisição no bar da Universidade dos Açores e junto dos
membros da Tuna Académica da Universidade dos Açores.

A conferência “Desafios do Setor Elétrico na Economia dos Açores”, realizada na Universidade dos Açores, em Ponta Delgada, contou com a presença da secretária regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta Cabral, na passada terça-feira, 17 de junho. Durante a sessão de abertura, foi apresentado o novo modelo de organização do Sistema Elétrico dos Açores (SEA), cuja proposta legislativa será em breve apreciada pela Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.
“Este é um diploma estruturante, que adapta à realidade regional o quadro nacional e europeu, respeitando a derrogação prevista na Diretiva Europeia relativa ao mercado interno da eletricidade”, explicou, adiantando que o novo modelo “permite manter a estrutura integrada das atividades de produção, transporte, distribuição e comercialização, asseguradas pela EDA em regime de serviço público, mas introduz importantes inovações”, referiu Berta Cabral.
Entre essas inovações, a secretária regional destacou a introdução de leilões para a produção independente de energia elétrica, a valorização das fontes com maior previsibilidade, como a geotermia, e a criação de zonas livres tecnológicas.
A governante salientou ainda que o novo enquadramento foi “amplamente discutido com os agentes do setor e incorpora contributos técnicos e jurídicos relevantes, oferecendo uma solução equilibrada, adaptada à realidade da região e alinhada com as obrigações europeias”.
A conferência foi promovida pela Universidade dos Açores e pela EDA e reuniu especialistas, académicos, decisores políticos e representantes do setor energético regional.

Chama-se “Trans-Lighthouses, Para além do verde: Faróis de soluções transformadoras baseadas na natureza para comunidades inclusivas”. Trata-se de um projeto de investigação à escala europeia e que, nos Açores, é liderado pela Universidade dos Açores em consórcio com outras entidades locais e com um único local a estudar: os Remédios da Lagoa, mais concretamente, tudo o que inclui e envolve o trilho da Janela do Inferno, localizado naquele lugar lagoense, para onde são atraídos, diariamente, centenas de turistas, em época alta. “A ideia é que este nosso trilho, o trilho da Lagoa, não seja só um trilho, queremos que possa ser um trilho diferente, diverso, único, na região dos Açores e que possa ser uma solução para outros problemas sociais complexos”, começa por explicar Eduardo Marques, professor e especialista em serviço social na Universidade dos Açores (UAc), ao Diário da Lagoa (DL). A conversa com o DL decorreu no lugar dos Remédios, na primeira assembleia participativa do projeto, no passado dia 17 de maio, dia em que foi inaugurada também uma exposição onde constam testemunhos, fotografias, desenhos e grafismos feitos pelos alunos de Serviço Social da UAc. Foram 35 os estudantes que andaram pelos Remédios a falar com os residentes, utilizando uma metodologia designada como “walkthrough”.
“A ideia é ter vários faróis para iluminar a governança e novas políticas públicas na Europa, ter luzes que nos apontem caminhos, que nos iluminem para podermos desenvolver uma outra economia e outras políticas baseadas na participação, numa governança colaborativa entre as várias partes que encontramos num território, designadamente as organizações públicas. Pode ser o governo, podem ser as autarquias, as empresas, a universidade e depois todo o setor social”, explica Eduardo Marques.
José Raul Medeiros, um dos moradores mais conhecidos dos Remédios, senão o mais conhecido, gostou de se ver no desenho que os alunos de Serviço Social fizeram dele e da esposa, e que está exposto na Casa da Água, nos Remédios. “Gostei mas mesmo que eu não estivesse ali, estava na mesma todo satisfeito com aquilo que está acontecendo”, diz ao DL. Contudo, José Raul Medeiros admite que são muitos os moradores dos Remédios que nunca fizeram o trilho da Janela do Inferno e não o conhecem. A mesma ideia tem Eduardo Marques. “A maior parte, ou um grande número de pessoas, está de costas voltadas para o trilho, nunca foi ao trilho, apesar de viver aqui na proximidade do trilho”, considera o professor. Ainda assim, ele é procurado por centenas de pessoas e isso impacta a zona que o circunda.

Eduardo Marques explica quais são os principais objetivos deste projeto pioneiro nos Açores. “A ideia é perceber como é que um ativo, um recurso importante, a «Rota da Água – Janela do Inferno», pode alavancar um processo de uma relação mais positiva com o trilho de forma a que também que a comunidade pudesse ter benefícios dessa relação com o trilho”, justifica. O responsável acrescenta que se pretende “transformar o trilho numa solução baseada na natureza para um turismo sustentável. Nós podemos inspirar-nos na natureza e no seu funcionamento para resolver problemas sociais complexos”. E dá exemplos: “como é que se resolve problemas de desemprego, como é que nos podemos inspirar, basear na natureza para resolver problemas de emprego versus desemprego, como podemos melhorar a saúde — temos soluções desde os anos 60 implementadas no Japão que são os parques de terapias da natureza que reduzem o stress, reduzem a tensão arterial — portanto, podemos utilizar a natureza para nos curar, para ser integrada nos sistemas de saúde, podemos integrar a natureza como dimensão da arte e cultura”.
Para o presidente da Câmara Municipal de Lagoa, Frederico Sousa, “cabe-nos a nós, pessoas dos Remédios, junta de freguesia, câmara municipal, tirar proveito dessa avaliação”, ou seja, de todo o “Trans-Lighthouses”. O projeto, inclui várias fases, tem tido contributos da comunidade dos Remédios e pretende melhorar a vida de quem lá vive, sempre em consonância com um desenvolvimento harmonioso e respeitador do ambiente envolvente.

A autarquia lagoense bem como a junta de freguesia de Santa Cruz, e ainda o CEFAL – Centro de Educação e Formação Ambiental de Lagoa ou o OVGA – Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores são alguns dos parceiros locais deste projeto europeu. Para o presidente da junta de Santa Cruz, Sérgio Costa, “tudo aquilo que fica registado e aquilo que fica em arquivo é muito importante não só para agora mas também para aqueles que vêm à frente” mostrando-se disponível para “o que for necessário”.
“Acreditamos que só de uma forma colaborativa e interinstitucional poderemos desenvolver os territórios de uma forma sustentável e mais harmoniosa e sempre com o envolvimento da população local”, considera Eduardo Marques, responsável pelo projeto.
Na primeira assembleia participativa que decorreu nos Remédios, a população foi convidada a deixar ideias de negócio, sugestões e propostas para a requalificação de espaços bem como está convidada a conhecer o trilho, num passeio conjunto que deverá acontecer em agosto.
Os Remédios serão “talvez a primeira comunidade a ter um orçamento participativo de base local”, avança Eduardo Marques, que estará entre os cinco mil e os 10 mil euros.

O professor e investigador Eduardo Marques, da Universidade dos Açores (UAc), que apresentámos numa entrevista publicada na edição de janeiro do Diário da Lagoa (DL), tem trabalhado nas suas aulas uma corrente do Serviço Social designada de Eco Serviço Social. Paralelamente, tem escrito sobre “as terapias da natureza no combate à exclusão social e como estratégia para lidar com a saúde mental no contexto da intervenção em crise e com vítimas de desastres naturais”.
O professor, natural de Coimbra, mas residente em São Miguel desde 2018, trouxe este ano aos Açores a formação “Guias em Forest Mind”, que decorreu nos dias 31 de janeiro e 1 de fevereiro na UAc.
Para Eduardo Marques, este método é mais uma ferramenta no contexto dos estudos e, por isso, convidou a formadora Katriina Kilpi a visitar os Açores.
Katriina Kilpi, residente na Bélgica há cerca de 19 anos, é finlandesa, tal como o método criado em 2014 por Sirpa Arvore.

Trata-se de um programa de treino de competências mentais. São “banhos de floresta” que aliviam o stress, mas também estimulam a parte cognitiva.
“O objetivo é colocar toda a atenção na experiência vivida na caminhada, para conectar e relaxar o corpo e a mente, de modo a atingir uma tranquilidade profunda que abra possibilidades de introspeção, atenção plena, autoconsciência e capacidade de refletir sobre as nossas próprias situações individuais”, conforme explica o folheto de apresentação da iniciativa.
O método conta já com mais de 500 instrutores qualificados, a maioria localizados na Finlândia, bem como na Bélgica, Países Baixos, República Checa e, agora, também em Portugal e Açores.
No primeiro dia de formação, os participantes tiveram um primeiro contacto com os conceitos. No segundo dia, com a presença do DL, houve lugar para debate em ambiente de aula, seguido de atividade ao ar livre. Nesse momento, surgiu a pergunta:

A formadora finlandesa defende que o método pode ser praticado em qualquer lugar, mas que os Açores são um local perfeito pela natureza envolvente.
Ao DL, Katriina Kilpi revela que a vida dedicada ao Forest Mind é algo que “não escolheu”, foi o Forest Mind que a escolheu. E conta que, a certa altura da sua vida, percebeu que “queria trabalhar com pessoas” e que a sua paixão é simplesmente que “vejam o quão maravilhosa a natureza é, porque tem tudo o que precisamos”.
Acrescenta que, através da natureza, “se conseguirmos encontrar a paz em nós mesmos, também podemos tornar-nos mais pacientes para com os outros”. O Forest Mind “é realmente maravilhoso nesse ponto”, porque “somos parte da natureza e é, por isso, o melhor lugar para exercitar as nossas habilidades mentais, uma vez que a tranquilidade que encontramos na natureza tem a capacidade de nos acalmar”.
Os alunos passaram a tarde a realizar exercícios ao ar livre, apreciando pormenores que confessaram nunca ter observado, devido à aplicação da atenção e foco no momento presente. Em alguns exercícios, Katriina convidava-os a caminhar lentamente, a prestar atenção aos sons, aos elementos presentes e até a aceitar o ruído da azáfama citadina que não escapa ao ambiente universitário. No final de cada exercício, formavam um círculo para debater as ideias e partilhar a experiência de cada um.
Igualmente presente, conhecemos Leónia Nunes, de 44 anos. Natural da ilha da Madeira, deixou-a aos 18 anos para prosseguir os estudos em Coimbra, residindo agora em Lisboa. É formada em engenharia florestal, com mestrado e doutoramento pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Atualmente, trabalha no Instituto Superior de Agronomia (ISA), na Universidade de Lisboa, como investigadora no Centro de Ecologia Aplicada “Prof. Baeta Neves”.
Ao nosso jornal, clarifica como descobriu o Forest Mind. No âmbito de uma ida a um evento final de dois projetos europeus, em Bruxelas, em 2023, relacionados com a floresta urbana, uma das atividades exteriores consistia em praticar o método num parque.
“Eu já tinha tido bastante contacto com os banhos de floresta, inclusive tinha participado em conferências e em várias atividades, mas ainda não tinha tido contacto direto com o Forest Mind. Portanto, coincidentemente, neste evento científico, tive contacto através de um passeio guiado por Katriina Kilpi”, recorda.

“Fiquei fascinada com a abordagem, muito mais integrativa, no meu ponto de vista, do que os banhos de floresta, porque vai buscar a parte sensorial dos banhos de floresta, mas, para além disso, introduz exercícios de presença e de reflexão que, de certa forma, nos possibilitam adquirir competências mentais com a natureza”.
Leónia Nunes justifica que foi algo que a “atraiu bastante”, porque considerou “que podia ser uma ferramenta bastante útil” para o mundo da investigação e da universidade, “em que o stress é elevado, e também para o mundo cooperativo”.
Foi assim que, depois, “quis imenso trazer a abordagem para Portugal e, através do centro de investigação onde trabalho e também da Sociedade Portuguesa de Ciências Florestais, da qual sou vice-presidente, organizei o primeiro evento para formar Guias em Portugal”.
A investigadora madeirense recorda que foi realizado na Tapada da Ajuda, onde está sediado o Instituto Superior de Agronomia, e que, nesse evento, foram formados 14 Guias em Forest Mind, sendo ela a primeira em Portugal.
Leónia conclui que se trata de “podermos estar na natureza e usá-la como veículo para chegarmos às nossas respostas”.
Segundo Leónia Nunes, na sequência de uma segunda edição, o professor Eduardo Marques ficou a saber que existia esta abordagem em Portugal e entrou em contacto para que fosse realizada a formação nos Açores.
“É a primeira vez que ela está a acontecer fora de Lisboa, nos Açores, e acho que é uma oportunidade extraordinária que estes jovens estão a ter de possuir uma ferramenta altamente valiosa, que podem aplicar não só para eles próprios, nas suas vidas, como também para as pessoas com quem vão lidar no futuro nas suas profissões”.
A investigadora do ISA explica ainda que, na perspetiva dos alunos de Serviço Social, “mais tarde poderão utilizar o método para trabalhar com famílias, crianças e com todas as pessoas no geral, ou aplicar a grupos específicos, seja num quintal, parque ou jardim”.

Quanto aos Açores, realça que “é este verde contínuo”, enquanto acrescenta que “o verde é a cor que o olho humano mais tonalidades consegue detetar. E também nós, seres humanos, evoluímos através da natureza, então há um sentimento de pertença, quando nós estamos na natureza, algo que a gente não explica”. A investigadora salienta que a ideia de praticar no jardim da universidade foi de “mostrar aos jovens que em qualquer espaço é possível”. “Mesmo no campus, eles podem ir até ao pé de um espaço verde, de uma árvore e fazer um exercício para eles próprios”.
Trata-se de “observar os pensamentos, ver as coisas com outra perspetiva, porque quando estamos num estado de stress, a natureza permite-nos serenar um pouco e abrir a perspetiva para ver melhor a solução”.
Para Ana Domingues, 23 anos, uma das estudantes de Serviço Social, “a experiência na formação foi verdadeiramente transformadora. Mais do que um simples contacto com a natureza, cada momento tornou-se uma oportunidade para desacelerar, observar e sentir tudo o que nos rodeia, permitindo-me perceber o impacto positivo que a natureza tem na mente e no corpo”.
Por fim, o investigador Eduardo Marques conclui: “a minha avaliação da iniciativa é muito positiva, pois trouxemos para os Açores conhecimentos e competências que não existiam na região”.

Catarina Fróes Faria 21 anos, Maia, Ribeira Grande
“A experiência foi muito enriquecedora. A formação em Forest Mind proporcionou-me uma nova perspetiva sobre o tema, com conteúdos bem estruturados e aplicáveis à prática. Gostei especialmente da abordagem dinâmica e dos exemplos práticos, que ajudaram a consolidar o conhecimento. Foi, sem dúvida, uma oportunidade valiosa para adquirir novas competências e aprofundar a compreensão sobre o assunto.
Considero que o conhecimento adquirido nesta formação é extremamente útil e acrescentará valor à forma como poderei exercer a minha profissão de assistente social no futuro. A formação em Forest Mind proporcionou ferramentas e metodologias que podem ser aplicadas na intervenção social, ajudando na análise de situações complexas, na tomada de decisão e na resolução de problemas. Para além disto, esta formação deu-nos também determinadas estratégias que poderiam ajudar os nossos utentes a desenvolver capacidades de controlo de ansiedade através do recurso à natureza, o que pode contribuir positivamente para um melhor equilíbrio emocional e uma tomada de decisões mais assertiva.”
Ana Luísa Rodrigues 22 anos, São José, Ponta Delgada
“A experiência foi extremamente enriquecedora a nível das competências profissionais e pessoais, foi possível termos contacto com a natureza interligando aquilo que aprendemos na prática. É crucial conseguirmos ter a possibilidade de aplicar os conhecimentos, embora que em pouco tempo, o que faz que estejamos elucidados sobre o que falamos. Além disso, possibilitou uma melhor compreensão dos desafios e das exigências que temos ao longo da vida, onde quando nos “desligamos” do que está ao nosso redor, promovemos uma sensação de bem estar e um crescimento pessoal. A oportunidade de interagir com profissionais experientes permitiu com que a aprendizagem fosse mais dinâmica e concreta.
O conhecimento que adquirimos durante a formação foi fundamental para que no futuro, consiga colocar em prática na minha área profissional.
Em primeiro lugar, aprendi novas metodologias, técnicas e ferramentas que acabam por facilitar de alguma forma, a resolução de problemas, e a gestão emocional. Outro ponto importante foi o desenvolvimento de competências transversais, como trabalho em equipa, a questão da gestão do tempo para que as pessoas que participam nas atividades não se dispersem e se distraiam do objetivo principal que foi pedido. A questão de termos pensamento crítico, sabermos adaptar-nos a qualquer desafio que nos é colocado, é importante para o nosso futuro pois em qualquer profissão necessitamos do mesmo. Essa formação irá ser muito benéfica para o meu percurso profissional e pessoal pois sentirei-me mais segura e confiante.”
Ana Domingues 23 anos, Vila de Capelas, Ponta Delgada
“A experiência na formação de Forest Mind foi verdadeiramente transformadora. Mais do que um simples contacto com a natureza, cada momento envolvido na natureza tornou-se uma oportunidade para desacelerar, observar e sentir tudo o que nos rodeia, permitindo-me perceber o impacto positivo que a natureza tem na mente e no corpo. Através das técnicas orientadas, aprendi a cultivar um estado de presença plena, reduzindo assim o stress. Além disso, a partilha com os meus outros colegas enriqueceu ainda mais a experiência, reforçando a importância da ligação entre as pessoas e o ambiente natural. Portanto, saio desta formação não só com novas ferramentas para aplicar no meu dia a dia, mas também com uma nova perspetiva sobre a relação entre a natureza e o bem-estar humano e aconselho vivamente a formação de Forest Mind a quem procura reduzir o stress e fortalecer a ligação com a natureza.
O conhecimento adquirido na formação de Forest Mind será uma mais-valia no meu futuro como assistente social, pois oferece ferramentas que podem ser aplicadas para promover o bem-estar de indivíduos em situações de vulnerabilidade. A conexão com a natureza e as técnicas de mindfulness podem ser utilizadas como estratégias complementares para reduzir o stress, melhorar a regulação emocional e fortalecer a resiliência, que são aspetos essenciais no trabalho com diferentes públicos. Além disso, ao integrar abordagens baseadas na natureza pode tornar as intervenções mais holísticas e eficazes, proporcionando um impacto positivo na qualidade de vida das pessoas que irei acompanhar.”
Carolina Avelar 22 anos, Vila de Capelas, Ponta Delgada
“Esta experiência foi sem dúvida muito gratificante, pois consegui ter a oportunidade de perceber e de valorizar a ligação da natureza com a nossa paz de espírito, foi uma oportunidade única.
Sem dúvida que o conhecimento que adquiri foi útil e essencial tanto para a minha vida pessoal e profissional, pois um assistente social, nunca se pode esquecer que trabalha com pessoas, o que implica muito da nossa sensibilidade. O Forest Mind fez-me ver as coisas de uma forma menos materialista e a dar mais valor ao que sentia e ao que os outros sentem.”
Vanessa Frias 21 anos, São José, Ponta Delgada
“A experiência foi incrível e muito enriquecedora. Esta formação permitiu-me aprender a conectar com a natureza assim como as diversas técnicas que podem ser utilizadas na prática do Mindfulness, que podem ser aplicadas diariamente e que beneficiam a nossa saúde mental, que nos dias de hoje é afetada pela rotina que de forma inconsciente criamos. Queremos fazer tudo ao mesmo tempo e o Mindfulness ensinou-me a parar e a ”respirar”.
Considero que o conhecimento adquirido ao longo da formação foi útil. As técnicas do Mindfulness e a conexão com a natureza podem ajudar-me a gerir melhor o meu stress e consequentemente a aumentar a minha produtividade e bem-estar. Essas técnicas são muito valiosas tanto para profissionais como para os sujeitos que estes intervêm.”
Gonçalo Santos 20 anos, Santa Cruz da Graciosa
“Consoante a minha experiência, achei muito enriquecedora no âmbito de várias dimensões, principalmente a nível pessoal e profissional. Ao longo da nossa caminhada vamos adquirindo diversas abordagens e ferramentas que acredito serem fundamentais para o nosso desenvolvimento. Levo a experiência do Forest Mind, não apenas para o domínio pessoal, que certamente contribuirá para a minha auto-regulação, mas também a nível profissional, procurando oferecer intervenções mais enriquecedoras, de modo a promover o bem-estar em vários âmbitos.
Do meu ponto de vista, considero fundamental para o exercício da minha futura profissão, na qualidade de assistente social, visto que é necessário haver mudanças nas nossas metodologias e ferramentas também, respeitando os recursos que nos envolvem e os valores dos mesmos, tais como os recursos naturais, que constituem o Forest Mind.”

No contexto das celebrações do 50.º aniversário da Universidade dos Açores (UAc), vai ser inaugurada a exposição “Prémio Fotográfico AFAA”, promovida pela Associação de Fotógrafos Amadores dos Açores (AFAA). Este evento celebra a criatividade e o talento dos associados da AFAA, destacando a relevância da arte fotográfica na região, segundo nota enviada pela UAc.
A inauguração da exposição está marcada para o dia 27 de janeiro, às 18h30, na Sala de Exposições, localizada junto à Aula Magna da UAc, em Ponta Delgada. A mostra vai ficar patente ao público até 28 de fevereiro, “oferecendo uma homenagem à arte fotográfica e um convite para explorar as múltiplas perspetivas que ela pode revelar”, lê-se.
A exposição nasce da primeira edição do Prémio Fotográfico AFAA, um concurso bienal lançado em 2020, fruto de um sonho antigo da associação, que visa desafiar os participantes a contar histórias através da fotografia. Composta por 12 trípticos de temática livre, a exposição reflete a diversidade de técnicas e abordagens artísticas exploradas pelos fotógrafos envolvidos na exposição, explica ainda a nota.
Esta iniciativa não só assinala as comemorações dos 50 anos da UAc, mas também reforça a importância do diálogo entre a academia açoriana e os agentes culturais locais, conclui o mesmo comunicado.

A tuna masculina da Universidade dos Açores, Os Tunídeos, celebrou o seu 30.º aniversário, com gala comemorativa em Ponta Delgada, no passado sábado, 30 de novembro.
Na ocasião, o presidente da câmara municipal, Pedro Nascimento Cabral, afirmou que Os Tunídeos são merecedores do “reconhecimento e agradecimento” da autarquia, segundo nota de imprensa enviada pelo mesmo, felicitando também a tuna pelo percurso trilhado ao longo das últimas três décadas e pela “excelência com que pontua a oferta sócio-cultural da academia açoriana”.
“De facto, vocês são uma fonte eterna de juventude, originalidade e irreverência, como se vê pelas várias gerações que aqui estão. E é este tipo de carreira que também firma o que é a Universidade dos Açores e assinala a sua excelência”, frisou o presidente da câmara de Ponta Delgada, lê-se ainda.
Os Tunídeos receberam o Diploma de Reconhecimento Municipal, no Dia da Cidade, celebrado a 2 de abril.
À data, o autarca destacava que, desde a sua formação, a tuna masculina primou exclusivamente pela criação de músicas originais, tendo “contribuído para o enriquecimento dos cancioneiros regional e tuneril português, com 50 temas da sua autoria”, de acordo com o mesmo comunicado.
Lembrou ainda que é dos Tunídeos a autoria da canção considerada “hino da cidade de Ponta Delgada”, valorizando ainda o facto de terem registado o seu vasto repertório em três álbuns de originais.
Para Pedro Nascimento Cabral, a tuna tem também desenvolvido um papel inestimável no que diz respeito à “formação musical, cívica e académica de várias gerações de estudantes” da academia açoriana, constituindo-se como um agente cultural que “contribui decisivamente para a consolidação de Ponta Delgada como cidade universitária”.
Desde 2000, “Os Tunídeos” organizam e promovem o Festival Internacional de Tunas – El Açor, “um evento que faz parte e prestigia a agenda cultural do concelho de Ponta Delgada”, diz ainda a autarquia de Ponta Delgada, na mesma nota.