
O Município de Ponta Delgada anunciou que vai duplicar o investimento no programa PDL Housing First durante o presente ano, após uma reunião de balanço que confirmou uma taxa de sucesso de 100% na eficácia do modelo.
A Vereadora da Ação Social, Cristina do Canto Tavares, sublinhou que o projeto, implementado de forma pioneira na Região em 2023, deixou de ser uma experiência piloto para se afirmar como uma estratégia consolidada no combate ao fenómeno das pessoas em situação de sem-abrigo e com dependências. Atualmente, a iniciativa resulta de um esforço articulado entre a autarquia, a Associação Novo Dia e a Associação Crescer, disponibilizando habitação imediata a seis pessoas que se encontravam numa situação crónica de vulnerabilidade.
Durante o encontro de trabalho, Américo Nave, diretor da Associação Crescer, enalteceu a visão política do Município e destacou o trabalho técnico “espetacular” desenvolvido, notando que até hoje não se verificou qualquer retrocesso no percurso dos utentes. Esta visão foi partilhada por Hélder Fernandes, coordenador técnico da Associação Novo Dia, que reforçou a importância da supervisão e do apoio municipal para que a intervenção se traduza em resultados concretos na vida dos inquilinos.
O modelo Housing First assenta na premissa de que a habitação é um direito fundamental, priorizando o fornecimento de uma casa segura antes de qualquer outra condição, oferecendo depois suporte individualizado para lidar com desafios de saúde e integração.
Cristina do Canto Tavares manifestou satisfação com os indicadores de sucesso, que incluem a redução de consumos, a diminuição de situações de vitimação e a adesão voluntária a cuidados de saúde. Para a autarca, estes passos representam conquistas gigantes para quem vivia na rua, inserindo-se numa estratégia municipal mais ampla que nunca investiu tanto na área da Ação Social.
Contudo, a vereadora deixou um alerta sobre a necessidade de descentralização, lembrando que cerca de metade das pessoas em situação de sem-abrigo em Ponta Delgada provêm de outros concelhos. Reitera, por isso, que o combate a este flagelo exige um trabalho em rede em toda a ilha de São Miguel, de forma a reduzir a pressão social excessiva sobre o território da capital.
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