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Leis, qualidade e preço da mão-de-obra afastam pescadores dos tradicionais barcos de boca aberta

Vários fatores têm potenciado o desaparecimento das coloridas embarcações em madeira, explicam armadores açorianos. O Diário da Lagoa quis saber quais

Máximo pago aos armadores para o abate de um barco está situado “num teto máximo de 30 mil euros” © ACÁCIO MATEUS

Nos portos de pesca açorianos, onde reina a azáfama tão típica dos dias de preparação para “ir ao mar”, descansam os barcos de boca aberta que, embora tão tradicionais, têm vindo a perder presença na frota pesqueira do arquipélago.

Estes barcos — os mais tradicionais, pelo menos — distinguem-se quer pela matéria-prima de que são feitos, como a madeira de acácia, por exemplo, quer pelas cores vivas que contrastam com o branco lívido, sem esquecer os nomes que lhes são dados e que, muitas vezes, remetem para a dificuldade associada à profissão dos homens do mar.

Alberto Arraial, proprietário do barco mestre Arraial, que batizou em homenagem ao pai, também ele pescador, refere de imediato que na pesca “há escassez de pessoal” e cada vez menos rendimento, fazendo, por isso, com que nos dias de hoje a vida de pescador seja “um bocado ingrata”, levando também ao...

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