
O Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas, na Ribeira Grande, prepara-se para transformar a sua Sala 3 num laboratório de criação viva com a exposição “Fitas do Devir”, da artista visual Teresa Pereira. De acordo com nota de imprensa enviada às redações pela Direção Regional da Cultura (DRC), antes da inauguração oficial, marcada para o dia 14 de março, a instituição promove, já no próximo dia 28 de fevereiro, uma oficina participativa que permite à comunidade colaborar diretamente na construção da obra.
Em residência artística durante todo o mês de fevereiro, Teresa Pereira utiliza a fita de pintor como elemento central de uma exploração abstrata que desafia os limites do espaço. O projeto assenta no gesto mínimo (a linha colada na parede) para edificar composições geométricas complexas que se sobrepõem e expandem, transmutando a rigidez da arquitetura numa escultura de intensa vibração cromática e jogo ótico.
Segundo a DRC, nesta proposta o processo criativo é tão importante como o resultado visual, assumindo-se como uma matéria performativa contínua onde pintar, colar e reorganizar são atos em constante fluxo. Não existe, por isso, uma versão estanque da instalação, por isso a obra define-se pela sua natureza mutável, integrando o corpo da artista e dos participantes na própria estrutura do trabalho.
Teresa Pereira é artista visual e nasceu em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, em 1963. Faz parte de projetos de ação artística através do desenho, pintura e performance. Fundou o grupo “Felizes da Fé” e criou a fanzine “Olho de Gaja” durante a vida estudantil em Arquitetura e Pintura na ESBAL. Na Suíça, estuda na F+F School for Art, Media Design de Zurique.
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