
Beatriz Moreira da Silva
A nossa conversa interna, que se produz de dentro para fora. A que nos deixa no
zumbido, relembrando-nos constantemente de que não nos podemos perder de vista.
Ninguém quer se perder de vista!
O corpo pede calma, silêncio, contemplação, enquanto a alma grita por urgências,
objetivos, propósitos. E se nos quisermos perder? E se quisermos ultrapassar as
margens do suposto? Ninguém se ofende pelo apego! Ninguém se reencontra sem se
perder nos seus medos! Ninguém!
E que necessidade temporal é essa de não se falar? É uma descrença e despreocupação
aparentemente compartilhada sob um molde.
O desassossego só termina quando chegar o abraço da oportunidade. Não é a
oportunidade! É o lance que daremos sobre ela, na primeira pessoa do singular.
Ecoarão certezas irrefutáveis que antagonizam o ensurdecedor e a calma.
A autenticidade será sempre recompensada com a leveza que, por si só, desentrelaça
tempestades, furacões ou tornados, e creio que se puxarmos o fio do nó, ofegante de
explicação, de suspiro pendente do desenrolar do que nos entope a alma, faz-se magia.
É urgente ser intenso em tudo o que se toca, em tudo o que se faz. É urgente renovar
a esperança de que o que é para ser teu, assim o será!
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