“Vulcão dos Capelinhos criou um património natural único”

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O secretário regional do Ambiente e Alterações Climáticas afirmou que a erupção do vulcão dos Capelinhos, na ilha do Faial, foi “responsável pela criação de um património natural único e de uma das mais emblemáticas paisagens dos Açores.”

Alonso Miguel, que falava na sessão de abertura das comemorações dos 65 anos da efeméride, no centro de interpretação do vulcão dos Capelinhos, relembrou que “este fenómeno mudou o mundo, sendo o primeiro vulcão submarino a ser devidamente estudado e documentado durante toda a sua atividade, despertando, por isso, desde sempre, o interesse da comunidade científica nacional e internacional”.

“A sua classificação como monumento natural valorizou a paisagem no contexto da rede de áreas protegidas dos Açores, promovendo a preservação da integridade dos seus valores naturais, cénicos, científicos, culturais e históricos”, destacou.

O secretário regional referiu que “a inóspita paisagem do vulcão dos Capelinhos atrai milhares de visitantes todos os anos” e que, em 2008, “com a construção do centro de interpretação criaram-se as condições necessárias para uma visitação ordenada, salvaguarda do património e compreensão do fenómeno por parte dos que visitam este local.”

Alonso Miguel aproveitou a ocasião para anunciar que “a breve trecho” pretende-se que o centro de interpretação do vulcão dos Capelinhos seja “munido de recursos digitais móveis que vão permitir uma maior inclusão no acesso à informação, apresentando conteúdos mais detalhados para os mais curiosos, audioguias para invisuais e o acesso à informação através de linguagem gestual.”

Terminou destacando os “extraordinários testemunhos de quem assistiu de perto ao fenómeno, viveu os acontecimentos e teve de lidar com as suas consequências. Todos têm uma história distinta, mas que se une neste trágico dia, cujas memórias se assinalam e eternizam com esta comemoração”, concluiu.

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