“Valorizar os produtos lácteos e encontrar novos mercados é fundamental para aumentar o rendimento dos agricultores”

O Secretário Regional da Agricultura e Florestas afirmou esta quarta-feira, dia 17 de maio, na Horta, que é fundamental valorizar mais os produtos lácteos e que a indústria encontre novos mercados para se aumentar os rendimentos dos agricultores, adiantando que está a ser preparado um plano estratégico para intensificar a promoção.

“Nos Açores, temos produtos lácteos de excelência e importa agora intensificar a sua promoção e a sua valorização nos diversos mercados. Já estamos a trabalhar num plano estratégico para este efeito”, frisou João Ponte, numa intervenção na Assembleia Legislativa, salientando que são produzidos anualmente cerca de 600 milhões de litros de leite no arquipélago.

O titular da pasta da Agricultura considerou essencial reforçar a presença dos produtos lácteos regionais em mais canais de distribuição e aumentar a notoriedade, apostando no meio digital e em ações diretas com o consumidor e com os parceiros estratégicos para consolidar o mercado nacional e crescer no plano internacional.

João Ponte salientou também que um dos desafios que se coloca ao setor agrícola, a par da modernização, é o seu rejuvenescimento, algo que tem ocorrido nos Açores.

Segundo o executivo regional, ao nível dos programas comunitários de apoio, como o POSEI e o PRORURAL+, cujas verbas têm sido bem aproveitadas para modernizar o setor, João Ponte revelou que será iniciado este mês um processo de auscultação, envolvendo a Federação Agrícola dos Açores, para refletir sobre o que se pretende para o futuro.

Na sua intervenção, afirmou que, no caso concreto do PRORURAL+, foram tomadas medidas que permitiram reduzir os prazos de avaliação dos projetos de investimento, com resultados positivos para os agricultores, pois “há seis meses havia 500 candidaturas para analisar e hoje temos pouco mais de 100”.

O Secretário Regional revelou ainda que está a ser ultimado um documento orientador em relação às propostas da Região para o futuro da Política Agrícola Comum (PAC) pós 2020, que será apresentado no Conselho Regional de Agricultura para receber contributos dos diferentes parceiros do setor.

Segundo disse, o Governo Regional não se importa com o facto de ser criticado, pois valoriza muito mais a disponibilidade e a vontade para dialogar, para criar pontes e encontrar as melhores soluções para os desafios da agricultura e para melhorar o rendimento dos agricultores.

DL/Gacs

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