Unidades de Saúde Familiar constituem boa resposta a açorianos sem médico de família

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O PSD/Açores reafirmou sexta-feira a importância de implementar a criação de Unidades de Saúde Familiar (USF) como forma de “melhorar a acessibilidade aos cuidados primários e de evitar custos desnecessários para as estruturas de cuidados diferenciados, como é o caso dos hospitais”. 

Segundo o deputado do PSD/Açores Luís Maurício, que falava à comunicação social no final de uma reunião com a delegação dos Açores da Associação Portuguesa dos Médicos de Medicina Geral e Familiar, continua a existir na Região “uma percentagem elevada de cidadãos sem cuidados de saúde de primeiro nível” pelo que é “necessário encontrar boas respostas para as açorianas e para os açorianos”. 

Nesse sentido, o PSD/Açores “propõe a criação de Unidades de Saúde Familiar, à semelhança do modelo que começou a ser implementado a nível nacional em 2006, no âmbito da Reforma dos Cuidados de Saúde Primários, então iniciada, e que tem apresentado resultados assinaláveis”.

Segundo dados revelados recentemente no Porto, durante o congresso destas unidades, salientou, que “as equipas multidisciplinares – Médicos, Enfermeiros, Pessoal Administrativo e Auxiliar – que constituem as USF, nomeadamente as de “Tipo B”,  permitiram dar cobertura a mais 625 mil cidadãos consubstanciando ganhos de acessibilidade indesmentíveis”, disse, salientando “que estas unidades permitiram igualmente uma taxa de utilização de consultas superior em 76 por cento às Unidades de Saúde convencionais – Centros de Saúde –  a diminuição de custos em meios complementares de diagnóstico, a diminuição  em  30 por cento dos medicamentos faturados por utilizador, um melhor desempenho na vigilância materno infantil, na doença crónica e na prevenção oncológica”.

O deputado social-democrata açoriano lamenta, por isso, “a análise feita pelo secretário regional que recusa a implementação do modelo por ele representar um suposto aumento de custos em 25 por cento. Essa foi uma análise feita sem ter em conta os ganhos em saúde que este tipo de organização proporciona – e que já salientei – e que justificam de forma clara a aposta que a nível nacional – iniciada por Correia de Campos – está a ser ampliada pela abertura consecutiva de novas Unidades”.

Luís Maurício explicou que o modelo de Unidades de Saúde Familiar “permite que um maior número de cidadãos possa ter acesso a cuidados primários de saúde, assegura ganhos de eficiência global e constitui uma alternativa válida para responder à atual dificuldade da falta de Médicos de Família que obriga, ainda, mais de três dezenas de milhar de açorianos na Terceira e em São Miguel, onde este modelo deveria ser iniciado, a ter de recorrer aos Hospitais e às urgências hospitalares ou dos Centros de Saúde para ter acesso ao Serviço Regional de Saúde ”.

DL/PSD-A

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