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Uma nova centralidade

Alexandre Pascoal
Gestor Cultural

Os parques de ciência e tecnologia funcionam como espaços onde se concentram um conjunto de serviços, como empresas, instituições ou incubadoras, gerando um ambiente fértil e frutuoso no desenvolvimento de novos produtos ou modelos de negócios.

A oportunidade — associada à necessidade da criação de riqueza — determinou a opção, do município da Lagoa, no investimento associado ao TecnoParque assumindo, desde a primeira hora, esta realização como um projeto estruturante para o desenvolvimento tecnológico e económico da cidade e da ilha de São Miguel.

Este é um investimento de futuro, consubstanciado pela materialização (efectiva) de projectos concretos, cuja implementação decorre a bom ritmo, apesar das condicionantes geradas pela pandemia. Um dado que atesta o sucesso da iniciativa, na idealização e concretização deste empreendimento. Por outro lado, perante o cenário que vivenciamos, evidencia confiança por parte de quem nele procura investir.

Este modelo de investimento tem como objectivo incentivar o empreendedorismo promovendo o aparecimento de novas empresas de base tecnológica; no fornecimento de serviços de apoio às empresas (modernização das tradicionais, por exemplo); no desenvolvimento integrado da região/cidade onde estão, como forma de atrair investimento externo; na recomposição de uma nova dinâmica empresarial; introduzindo uma relação de reciprocidade e formação com os empresários (disponíveis para inovar) e, desta forma, unindo o universo empresarial com o ensino profissional universitário, gerando e captando talentos.

A importância deste investimento ganha, ainda, mais preponderância num tempo como este, onde a velocidade da tecnologia ganhou um papel central na (re)definição das nossas relações pessoais e familiares, bem como, nos modelos laborais, onde a ciência passou a (de)ter uma estreita interdependência com a economia.

O mundo está em profunda mutação e a pandemia veio apenas acelerar aquilo que se já perspetivava para esta década.

Mais do que a localização geográfica importa, sobretudo, o conhecimento, a criação de saber e a formação de pessoas capacitadas para ultrapassar os desafios da competitividade (num mundo cada vez mais ligado e em rede).

Independentemente de todos os desafios que existem, a posição central que ocupa, em São Miguel, e as suas boas acessibilidades rodoviárias, traduzem-se numa mais-valia para o TecnoParque da Lagoa e são um incentivo adicional para os seus investidores.

A prova do que aqui escrevo é a materialização, no tempo presente, do HIA – Hospital Internacional dos Açores, da edificação do Hotel Double Tree, do grupo internacional Hilton, da ampliação do Parque de Ciência e Tecnologia de São Miguel – NONAGON e de um conjunto significativo de investimentos habitacionais.

Nos anos mais recentes, estas concretizações transformaram este espaço, conferindo-lhe uma nova centralidade na malha urbana da Lagoa e na economia regional.

O arrojo e o risco associado a este importante investimento começa a dar frutos.

Espera-se que, nos próximos anos, mais investimentos sejam concretizados e consubstanciem a sua ambição, na afirmação de modernidade e capacitação que se pretende para o município, de olhos postos no futuro, num compromisso com a sua população e com o seu tecido empresarial.

*Por opção, o autor escreve segundo a antiga grafia.

 

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Alexandre PascoalGestor Cultural

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