Taxa de médicos de família em São Miguel vai chegar aos 95% de cobertura até ao final do ano

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O secretário regional da Saúde e Desporto mostrou-se expectante quanto à possibilidade de serem preenchidas grande parte das vagas para médicos colocadas recentemente a concurso, no pressuposto de que “só com mais profissionais de saúde, para além dos que já se conseguiram, é possível dar melhores respostas, de modo que os açorianos tenham melhor saúde.”

Clélio Meneses, que falava à margem da reunião em que participou também o diretor regional da Saúde, com o conselho de administração do hospital do Divino Espírito Santo, considerou que se abrem boas perspetivas para dotar a região de mais médicos de família e garantiu que, até ao final do ano, a taxa de cobertura em São Miguel se deve atingir os 95%.

O titular da pasta da saúde, no âmbito da agenda de reuniões regulares com as administrações das unidades de saúde de ilha e dos hospitais regionais, considerou que a articulação com as estruturas do serviço regional de saúde “é essencial para manter os bons resultados que se obteve em ano e meio de governação.”

“No HDES, como em toda a região, continuam a existir grandes problemas estruturais ao nível do financiamento e dos recursos humanos, que têm correspondência em termos de cuidados assistências”, frisou o governante. Contudo, lembrou, “hoje, a região tem mais médicos do que quando o atual governo iniciou funções em novembro de 2020.”

Questionado sobre a falta de médicos no serviço de oncologia no hospital do Divino Espírito Santo, o secretário regional afirmou que a mesma “foi de imediato ultrapassada com grande esforço da administração e dos médicos” e que “neste momento não se verifica qualquer atraso no acompanhamento dos doentes.”

O secretário regional da Saúde e Desporto revelou, por outro lado, que o hospital do Divino Espírito Santo vai beneficiar de uma verba de 2,3 milhões de euros ao abrigo do PRR e adiantou que “metade desse valor já está em processo de concurso.”

Clélio Meneses adiantou que há também processos de aquisição em curso para toda a região “que decorrem com normalidade”, como equipamentos de telemedicina e de interoperabilidade de sistemas. “É uma prioridade deste governo, nomeadamente da secretaria regional da Saúde e Desporto, avançar com eficácia, para que esta oportunidade não seja perdida”, frisou.

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