
O Café Royal, localizado no coração de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, completou ontem, 20 de janeiro, 100 anos de vida.
O presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Pedro Nascimento Cabral, esteve nas comemorações do emblemático café micaelense, afirmando tratar-se de um símbolo e espaço histórico da cidade que, ao longo de um século, marcou profundamente a vida social, cultural e económica do concelho.
“Reunimo-nos hoje não apenas para assinalar uma data, mas para honrar um século de vida, de memórias, de encontros e de identidade coletiva. Celebrar os 100 anos do Café Royal, aqui em Ponta Delgada, é celebrar muito mais do que a longevidade de um estabelecimento. É celebrar um lugar onde a cidade respirou, pensou, discutiu, sonhou e se reconheceu ao longo de cem anos”, frisou.
Pedro Nascimento Cabral partilhou, por isso, a convicção de que o Royal nunca se resumiu a um mero “ponto de venda”, mas sim como um lugar que “cruzou gerações e destinos”, afirmando-se despretensiosamente como património vivo de Ponta Delgada.
“Ao longo de um século, estas paredes ouviram confidências e debates, silêncios e gargalhadas, inquietações e esperanças. Aqui sentaram-se trabalhadores, estudantes, intelectuais, comerciantes, artistas, políticos e viajantes. Aqui nasceu a rotina diária de muitos micaelenses e aqui se construiu, sem o saber, uma parte essencial da memória viva da cidade”, sublinhou.
Numa breve resenha histórica, o autarca destacou ainda a forma como o estabelecimento comercial acompanhou as transformações profundas por que passou o país e, de um modo particular, a ilha de São Miguel e a Região, desde que foi inaugurado a 20 de janeiro de 1926.
“O Café Royal viu passar ditaduras e democracias, crises e renascimentos. Assistiu às grandes transformações do século XX, às mudanças sociais, económicas e culturais, e permaneceu sempre como um porto seguro — tal como o porto ali perto, que lembra a ligação profunda dos Açores ao mundo”, disse, sem evitar lembrar também a Revolução do 25 de Abril, a manifestação do 6 de junho de 1975 e a consagração do regime autonómico na Constituição de 76.
“Durante esses anos intensos, espaços como o Café Royal continuaram a cumprir o seu papel silencioso mas fundamental: serem lugares de encontro e de diálogo. Aqui discutiu-se o que estava a acontecer. Aqui se expressaram medos e esperanças. Aqui se pensou o futuro. Porque um café histórico não faz política — mas acolhe quem a pensa. E esse é um valor imenso”, declarou.
“O Café Royal soube adaptar-se aos tempos sem perder a alma. Soube manter a sua identidade, o seu ambiente acolhedor, a proximidade com as pessoas. Desde 1991, com nova gestão, a cargo de José Maria Tavares Dias, manteve vivo o espírito de sempre: respeito pela tradição, atenção ao cliente, sentido de pertença.
Em jeito de homenagem e para assinalar a longevidade do espaço comercial, Pedro Nascimento Cabral entregou uma lembrança do Município a José Maria Tavares Dias, momento que ficou marcado pela forma visivelmente emocionada como acolheu o gesto.
Para o autarca, “o Café Royal é – e será sempre – um símbolo de Ponta Delgada”, onde “cada mesa se confunde com a história dos Açores” e “cada parede poderia falar”.
“Celebrar os 100 anos do Café Royal é reconhecer que a história não se faz apenas de datas e acontecimentos oficiais. Faz-se de pessoas como o José Maria e lugares como este. Lugares onde a vida acontece todos os dias, onde a comunidade se constrói, onde a identidade se fortalece. Hoje, vivemos numa Região Autónoma madura, consciente do seu passado e confiante no seu futuro. E esse futuro constrói-se com memória. Sem esquecer quem fomos, o que vivemos, o que superámos. Por isso, este centenário não é apenas uma celebração do passado. É um compromisso com o futuro. Um compromisso para que o Café Royal continue a ser um espaço de encontro, de diálogo, de humanidade — tal como sempre foi. Que continue a ser um lugar onde se entra para beber um café…e se sai com uma história”, finaliza.

O Teatro Micaelense apresentou, esta quinta-feira, 15 de janeiro, o programa das comemorações do seu 75.º Aniversário, que decorrem ao longo de 2026.
O momento principal destas comemorações é a apresentação, nos dias 31 de março e 1 de abril, de um espetáculo inédito, concebido e interpretado por artistas e criativos açorianos. Com direção artística de Isabel Albergaria Sousa e Maria João Gouveia, este espetáculo, cruza a música, a dança e o cinema, e é uma celebração do passado e do futuro da instituição.
No âmbito do Serviço Educativo, e numa parceria com o Estúdio 13, será apresentado, numa sessão para famílias, a 22 de março, e em várias sessões para escolas, ao longo do ano, um espetáculo-oficina, “Ponto de Encontro”, cocriado por Sara Lopes e João de Brito.
Até ao final do ano, será ainda publicado um livro evocativo dos 75 anos do Teatro Micaelense, coordenado por Isabel Albergaria Sousa, e apresentado “Teatro Micaelense – Um Ano Na Vida”, um registo audiovisual, por Fernando Resendes, com banda sonora de Ana Paula Andrade.
Já patente está a mostra fotográfica “À Luz Deste Tempo, O Tempo de Outras Luzes”, organizada pelo fotógrafo Fernando Resendes, que revisita fragmentos significativos da memória do Teatro Micaelense. A mostra, que está disponível até ao dia 12 de abril, pode ser visitada no foyer do Teatro Micaelense, de terça-feira a sábado, das 14h00 às 17h30, e 30 minutos antes do início dos espetáculos (para portadores de bilhete).
Projetado pelo arquiteto Raul Rodrigues de Lima, por iniciativa de Francisco Luís Tavares, diretor-delegado da Companhia de Navegação Carregadores Açorianos, e com o apoio da sociedade micaelense da altura, o Teatro Micaelense foi inaugurado a 31 de março de 1951. Serviu a ilha de São Miguel, durante cerca de quatro décadas, com uma programação regular. A partir de meados da década de 1980, a quebra de receitas que afetou os cineteatros um pouco por todo o mundo, a par da degradação do edifício, conduziram à inatividade e posterior encerramento.
Reabilitado pelo Governo Regional dos Açores, o Teatro Micaelense voltaria a reabrir ao público a 5 de setembro de 2004, reprojetado pelo arquiteto Manuel Salgado.
Os bilhetes para os espetáculos estarão à venda, a partir de dia 20 de janeiro, na bilheteira do Teatro Micaelense e em bol.pt.

O Salão Nobre dos Paços do Concelho de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, acolheu, esta quarta-feira, 14 de janeiro, a cerimónia de entrega do Prémio Literário Natália Correia a João Pedro Porto, vencedor da quinta edição do concurso com a obra de poesia “Não-Poema”. Na cerimónia, foi recordada “a maturidade” e o “discurso poético inaugural” constantes na obra, atributos que, segundo o presidente da Câmara Municipal, Pedro Nascimento Cabral, refletem a essência do prémio e o objetivo para o qual foi criado.
De acordo com nota de imprensa enviada às redações, o júri destacou a elevada qualidade literária da obra vencedora entre as 61 candidaturas admitidas, tendo ainda atribuído menções honrosas a Álvaro Giesta, autor de “Este Caminho Nómada”, e a David Bene, por “Assim Morre a Eternidade”. Durante o evento, o presidente da Câmara Municipal, Pedro Nascimento Cabral, afirmou que este galardão representa “uma aposta clara no futuro”, sublinhando que, ao celebrar-se Natália Correia, estão a afirmar-se valores como “a liberdade criativa, a irreverência intelectual e a recusa do conformismo”, lançando as bases para que o legado da escritora continue a ser apropriado pelas novas gerações.
O autarca aproveitou a ocasião para reiterar que Ponta Delgada, enquanto terra natal da escritora, assume a responsabilidade de não permitir que a sua memória se transforme em “simples evocação histórica”, realçando que a atitude firme de Natália perante a adversidade adquire uma “atualidade incontornável” num mundo marcado pela polarização. Segundo Pedro Nascimento Cabral, “o legado inspirador de Natália Correia recorda-nos que a liberdade exige vigilância, coragem e ação contínua”, enfatizando que os direitos só se mantêm vivos quando são exercidos. No final da sua intervenção, o autarca deixou um apelo para que este ciclo de memória não se esgote numa homenagem circunscrita ao Salão Nobre, mas que produza um “verdadeiro efeito transformador” de aprendizagem e compromisso em todos os que dele tomam conhecimento.
Paralelamente à entrega do prémio, foi anunciado que as candidaturas para a sexta edição do concurso já se encontram abertas, decorrendo até ao dia 31 de março. Nesta próxima etapa, o género literário será a Ficção, mantendo-se a exigência de que as obras sejam originais, inéditas e redigidas em língua portuguesa por autores de qualquer nacionalidade com idade mínima de 16 anos. O projeto vencedor da edição de 2026 receberá um prémio pecuniário de 7.500 euros, estando ainda garantida uma tiragem mínima de 250 exemplares em papel e a disponibilização de uma edição digital gratuita no site do Município. Com o objetivo de fomentar a transparência e a proximidade, o processo de candidatura está agora totalmente informatizado, estando o regulamento e as fichas de inscrição disponíveis no portal oficial da autarquia de Ponta Delgada.

A Assembleia Municipal de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, aprovou o Orçamento Municipal para o ano de 2026, que fixa um valor global de 99,4 milhões de euros. De acordo com nota de imprensa enviada às redações, a proposta contou com os votos favoráveis do PSD e Santa Clara Vida Nova, a abstenção do PS, Chega e Movimento Ponta Delgada para Todos, e o voto contra da Iniciativa Liberal.
Do montante total previsto, 84,65 milhões de euros destinam-se à gestão direta do Município e 14,8 milhões de euros aos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS). O orçamento apresenta um crescimento de 3,56% em comparação com 2025, sendo que a autarquia prevê um aumento de 14% nas receitas correntes. Um dos pilares financeiros do plano é o reforço do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que assegura 16,1 milhões de euros para a habitação. Este investimento será direcionado para projetos de construção e reabilitação nas freguesias de São José, São Sebastião, Fajã de Baixo, Arrifes, Santa Clara e Ginetes. No que diz respeito à política fiscal, a autarquia confirmou a manutenção do IMI no mínimo legal (0,3%), a participação no IRS em 3,5% e a Derrama em 1%, mantendo a isenção para empresas com faturação até 150 mil euros.
Ao nível das funções sociais, que representam mais de 70% das Grandes Opções do Plano, o documento destaca a conclusão da nova escola EB/JI de Fenais da Luz e da Residência Universitária, com capacidade para 120 camas. Estão também previstas requalificações nas escolas das Capelas, Fajã de Cima e São Vicente Ferreira, além do financiamento de programas de apoio social como o Housing First e o Cartão PDL Sénior. Na área da cultura, o orçamento assegura o financiamento da iniciativa Ponta Delgada 2026 – Capital Portuguesa da Cultura.
No setor das infraestruturas e ambiente, o planeamento para 2026 inclui o reforço da recolha seletiva de resíduos, a requalificação da rede viária municipal e o arranque do Centro Administrativo e Logístico do Centro Histórico. O orçamento contempla ainda a transferência de três milhões de euros para as 24 juntas de freguesia através de contratos interadministrativos e investimentos no desporto, como a requalificação do Campo de Futebol de Santo António.

A cidade de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, é um dos destinos portugueses mais procurados por viajantes internacionais para a Passagem de Ano de 2025/2026, de acordo com dados divulgados pela agência de viagens online eDreams.
A análise da plataforma coloca a cidade açoriana num grupo restrito de destinos nacionais de eleição, que inclui também Lisboa, Porto, Funchal e Faro, confirmando a tendência de procura externa por Portugal durante a quadra festiva.
Em comunicado, a Câmara de Ponta Delgada associa estes resultados ao investimento realizado na programação de Natal e de fim de ano, inserido numa estratégia que visa combater a sazonalidade turística e dinamizar a economia da região fora do período de verão.
A autarquia sublinha ainda que o posicionamento da cidade como destino atrativo e competitivo é fruto de um trabalho conjunto com parceiros do setor, nomeadamente a Câmara de Comércio e Indústria de Ponta Delgada, a AHRESP e a Associação de Hotelaria.
Segundo a autarquia da maior cidade do arquipélago açoriano, a articulação estratégica pretende consolidar a visibilidade de Ponta Delgada e dos Açores no mercado turístico internacional, reforçando a imagem da cidade enquanto centro culturalmente dinâmico e preparado para o acolhimento de visitantes durante todo o ano.

A Câmara Municipal de Ponta Delgada (CMPD) vai duplicar o investimento no projeto-piloto PDL Housing First em 2026, com o objetivo de reforçar a capacidade de resposta e fornecer habitações permanentes a mais pessoas em situação de sem-abrigo. A informação foi avançada pela vereadora com o pelouro da Ação Social, Cristina do Canto Tavares, durante a sua intervenção num encontro sobre “Pobreza e Inclusão Social nos Açores”, realizado no Teatro Micaelense.
Segundo uma nota de imprensa enviada pela autarquia de Ponta Delgada, a autarca sublinhou que a CMPD foi pioneira na implementação do modelo Housing First na região, destacando a sua elevada taxa de sucesso. Com uma verba de 120 mil euros inscrita na proposta de Orçamento para 2026, a autarquia pretende aumentar o número de utentes beneficiados pelo programa de sete para um total de 10 no próximo ano.
O modelo Housing First, implementado em Portugal desde 2009 e com origem nos Estados Unidos, baseia-se na premissa de que a habitação é um direito fundamental. Prioriza o fornecimento de moradia segura e estável de forma imediata, sem impor condições prévias, seguindo-se o suporte contínuo e individualizado para ajudar os beneficiários a lidar com os seus desafios pessoais. A taxa de sucesso revela que 90% das pessoas acolhidas a não regressarem à condição de sem-abrigo. Em Ponta Delgada, o projeto resulta de uma ação articulada entre a Câmara Municipal, através do Departamento de Desenvolvimento Social, Educação, Juventude e Desporto, e as associações Novo Dia e Crescer.
A duplicação do investimento no Housing First insere-se na estratégia local de combate à pobreza e exclusão social do município, que assenta em três eixos estratégicos: Habitação, Educação e Proteção Social. No âmbito da Habitação, a vereadora recordou que, para além da ação pioneira do Housing First, a autarquia está a construir um total de 102 habitações com um investimento de cerca de 19 milhões de euros, ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e do Programa 1.º Direito. Adicionalmente, o Programa de Apoio ao Arrendamento Habitacional viu o seu número de beneficiários expandir de 40 para 170 em quatro anos, representando um investimento superior a 630 mil euros.
No eixo da Educação, Cristina do Canto Tavares indicou que os critérios do programa municipal de Apoio ao Acesso ao Ensino Superior foram alargados, resultando num investimento superior a 1,5 milhões de euros e na atribuição de mais de mil bolsas a estudantes nos últimos três anos letivos. Tanto nos apoios às rendas habitacionais como nas bolsas universitárias, foram introduzidas majorações de 15% para pessoas com incapacidade de 60% ou mais, vítimas de violência doméstica e famílias monoparentais. No domínio da Proteção Social, para reforçar a intervenção de quem atua no terreno, a Câmara Municipal aumentou o apoio a Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) de 40 em 2021 para 73 no último ano, quadruplicando o investimento municipal de 194 mil para 870 mil euros.
A mesa-redonda, que debateu a intersecção entre políticas regionais, realidade no terreno e financiamento europeu, foi moderada por Diogo Pereira, da Comissão Europeia, e contou ainda com a participação da diretora regional para a Promoção da Igualdade e Inclusão Social, Sandra Silva, o diretor regional da Educação e Ação Educativa, Rui Espínola, a presidente do Conselho Económico e Social dos Açores, Piedade Lalanda, e a diretora executiva da Cresaçor, Inésia Pontes.

Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, dá início, na próxima segunda-feira, à terceira semana de programação natalícia, que volta a dinamizar o centro histórico com um conjunto diversificado de iniciativas culturais para toda a família.
Segundo nota de imprensa enviada pela Câmara Municipal de Ponta Delgada, de 15 a 21 de dezembro, a maior cidade do arquipélago recebe as atuações dos Fandangafarra, Not’ao Lado, Tunídeos, Back to Funk, Filarmónica Lira de São Roque e Associação Tradições, que irão percorrer as principais artérias da cidade.
As performances combinam música, tradição e interação com o público, contribuindo para uma atmosfera vibrante e acolhedora.
A semana ficará igualmente marcada pela iniciativa “Menino Mija no Quarteirão”, que une comerciantes e residentes da Rua Pedro Homem e da Rua Carvalho Araújo, numa atividade que promove as tradições açorianas.
A agenda termina com o concerto de Natal “Sharing Christmas”, no Coliseu Micaelense, que junta a Orquestra Ligeira de Ponta Delgada e os Vox Cordis num espetáculo dedicado aos grandes clássicos da quadra natalícia.
Ao longo de todo o mês de dezembro, o Município mantém ainda disponíveis várias atrações permanentes, como é o caso da Casa do Pai Natal, do Mercadinho de Natal, do carrossel e dos passeios de carruagem e de Lagarta.

A Câmara Municipal de Ponta Delgada (CMPD) apresentou o Orçamento para 2026, no valor de 99,4 milhões de euros, um aumento de 3,56% face a 2025, reafirmando o foco no reforço do investimento público e no apoio direto a famílias e empresas, segundo a nota de imprensa divulgada pela autarquia.
O documento assegura a estabilidade financeira, com um crescimento de 14% nas receitas correntes, atingindo 57,26 milhões de euros, e resultando numa poupança corrente de 4,8 milhões de euros. O presidente da autarquia, Pedro Nascimento Cabral, descreveu o orçamento como “responsável, equilibrado e profundamente orientado para as pessoas”, destacando o impacto positivo dos apoios sociais reforçados e da política fiscal favorável.
Apesar do aumento no investimento, o Município mantém o IMI no mínimo legal, a participação variável no IRS em 3,5% e a Derrama em 1%, com isenção para pequenos negócios.
A Habitação terá 16,1 milhões de euros mobilizados através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para projetos em São José, São Sebastião, Fajã de Baixo, Arrifes, Santa Clara e Ginetes, visando ampliar a oferta pública.
A Educação é outra área prioritária, com investimento na modernização da rede escolar, incluindo a conclusão da nova EB/JI dos Fenais da Luz e o avanço de projetos em Capelas, Fajã de Cima e São Vicente Ferreira, além da conclusão da nova residência Universitária com 120 camas.
A área social é também um pilar estruturante, segundo a autarquia de Ponta Delgada, com financiamento garantido para programas de combate à pobreza e à exclusão, como o Housing First e o Cartão PDL Sénior.
O orçamento pretende reforçar igualmente a qualidade de vida urbana com intervenções na rede viária municipal e no domínio ambiental, e avança com projetos estruturantes no desporto e na economia, como a requalificação do Campo de Futebol de Santo António e a implementação dos Bairros Comerciais Digitais.
A cooperação com as vinte e quatro juntas de freguesia é mantida com uma dotação de três milhões de euros para contratos interadministrativos.
Pedro Nascimento Cabral conclui que o orçamento demonstra a ambição de tornar Ponta Delgada “um concelho mais justo, mais moderno, mais competitivo e mais preparado para o futuro”.

Mais de mil crianças e encarregados de educação da rede municipal de Ateliers de Tempos Livres (ATL) juntaram-se esta terça-feira, 2 de dezembro, na festa de Natal que teve lugar no Coliseu Micaelense, em Ponta Delgada.
Foi a primeira de um conjunto de três sessões que decorrerão até quinta-feira, todas no Coliseu, e que contam com espetáculos concebidos, coreografados e apresentados pelos animadores sócio-culturais e pelos alunos dos ATL de Ponta Delgada.
Perante uma sala lotada, o presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Pedro Nascimento Cabral, endereçou votos de um Feliz Natal a todas as famílias, sublinhando a importância da estabilidade familiar e emocional para o sucesso escolar e pessoal das crianças.
Acompanhado pela Vereadora Cristina do Canto Tavares e pela Diretora do Departamento de Desenvolvimento Social, Margarida Pais, o presidente da câmara municipal deixou ainda uma palavra de profundo reconhecimento aos animadores sócio-culturais pelo trabalho contínuo e dedicado que desenvolvem ao longo do ano.
A sessão contou com a participação de alunos dos ATL da Matriz, Vitória, Fajã de Baixo, Piedade e Ginetes, e integrou também um espetáculo do artista de circo TICOSI, culminando com a chegada do Pai Natal e um lanche oferecido às crianças.
A rede municipal de ATL abrange atualmente mais de 1300 crianças de todo o concelho, número que reflete a criação de 200 novas vagas nos últimos três anos.
