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Aplicação mySaúde Açores com novas funcionalidades e acesso a tempos de espera

© DL

A secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, anunciou na passada sexta-feira, 31 de outubro, novas funcionalidades já disponíveis para todos os açorianos registados no mySaúde Açores.

Na cerimónia que assinalou a integração do Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada, na plataforma, e que deu assim por concluindo o processo de integração de todas as unidades de saúde e hospitais do arquipélago, a governante sublinhou que, agora, os utentes do Serviço Regional de Saúde (SRS) podem, através da aplicação, visualizar os tempos de espera nas urgências.

Em causa estão os utentes com a triagem de Manchester, obtendo-se a informação de quantas
pessoas se encontram em espera e em que categoria, tudo atualizado em tempo real. Outra novidade é a possibilidade de aceder às referenciações para consultas e cirurgias, disponibilizando a respetiva data de inscrição. Passam ainda a estar disponíveis inquéritos de satisfação sobre os cuidados prestados, possibilitando um acompanhamento mais próximo das necessidades dos utentes e a melhoria contínua dos serviços.

Mónica Seidi agradeceu o trabalho e a dedicação dos profissionais envolvidos, lembrando o esforço empreendido em carregar toda a informação, algo particularmente complexo, dada a dimensão e o elevado número de utentes do HDES. Encontra-se ainda em curso o carregamento do histórico de episódios clínicos desde 1 de janeiro de 2024.

O mySaúde Açores é cofinanciado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e conta com a Siemens Healthineers como parceiro tecnológico. O projeto alcançou a meta de registos antes do prazo estipulado, contando já com mais de 30 mil açorianos registados na aplicação.

Mónica Seidi reafirma a confiança num projeto que, sublinha, posiciona o arquipélago dos Açores como visionário no uso das novas tecnologias para a melhoria da prestação de cuidados de saúde num território marcado pela dispersão geográfica, colocando os utentes no centro do sistema de saúde.

Lagoa promove recolha de sangue na Semana do Coração

© CM LAGOA

No âmbito da Semana do Coração, o cineteatro lagoense Francisco d´ Amaral Almeida acolhe uma sessão de colheita de sangue amanhã, 30 de setembro, entre as 9h00 e as 12h30. Trata-se de uma parceria entre o Serviço de Hematologia do Hospital do Divino Espírito Santo e a Câmara Municipal de Lagoa (CML). 

Em nota de imprensa, a CML escreve que “sangue é um bem essencial, escasso e insubstituível, que em diversas situações de urgência pode significar a diferença entre a vida e a morte. Dar sangue é um gesto simples, solidário e de enorme impacto, que a todos diz respeito, e só com a contribuição de cada um é possível salvar vidas e garantir que muitas pessoas continuam a viver”.

A CML apela, assim, à participação de toda a comunidade nesta iniciativa, sublinhando que cada dádiva é uma oportunidade de salvar vidas e um contributo para uma sociedade mais solidária. Podem ser dadores todos aqueles que tenham entre 18 e 60 anos, que pesem mais de 50 quilos e que mantenham hábitos de vida saudáveis. Os interessados podem realizar uma pré-inscrição, através do link disponível nas redes sociais e portal da autarquia.

A Semana do Coração é assinalada, anualmente, como um momento de sensibilização para a importância da prevenção das doenças cardiovasculares, através da adoção de hábitos de vida saudáveis, da prática regular de exercício físico, de uma alimentação equilibrada e do acompanhamento médico adequado. Ao mesmo tempo, constitui uma oportunidade para promover iniciativas solidárias, como a dádiva de sangue, que reforçam a importância da saúde, da prevenção e da entreajuda comunitária.

Quadro do Senhor Santo Cristo angaria cinco mil euros para a Liga dos Amigos do Hospital de Ponta Delgada  

Peça foi feita por artesã da Candelária com mais de 68 mil pontos de cruz

© DL

A Liga dos Amigos do Hospital de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, nos Açores, deu a conhecer esta quinta-feira, 5 de junho, a vencedora do sorteio de um quadro do Senhor Santo Cristo dos Milagres, bordado a ponto de cruz, pela mão da artesã Conceição Silveira. A sorteada foi Catarina Cordeiro, natural da freguesia dos Arrifes, no concelho de Ponta Delgada. 

A venda de bilhetes do sorteio do quadro angariou cinco mil euros que reverte a favor das atividades promovidas pela Liga dos Amigos do Hospital.

O presidente do conselho fiscal da instituição de solidariedade, Luís Silva Melo, ofereceu a impressão dos bilhetes que foram sorteados entre dezembro de 2024 e as festas do Senhor Santo Cristo deste ano, na maior ilha do arquipélago açoriano.

Em declarações aos jornalistas, a vencedora disse estar “muito feliz” enquanto revelou que: “chorei ao telefone” quando lhe comunicaram que tinha sido a feliz contemplada.

Catarina Cordeiro conta que numa ida ao hospital deparou-se com o quadro e desejou ficar com ele e, por isso, contribuiu com a compra de cinco bilhetes.

A artesã Conceição Silveira, também presente na entrega do quadro, salientou que “é preciso paciência e persistência” para bordar em ponto de cruz, mas que já fez “centenas de quadros”. Este em específico necessitou de 68.127 mil pontos para ser finalizado e resultou de uma promessa que a artesã, natural da freguesia da Candelária, havia feito, na qual se comprometeu em oferecer o mesmo ao Hospital do Divino Espírito Santo.

O Diário da Lagoa falou igualmente com a presidente de direção da Liga dos Amigos do Hospital de Ponta Delgada, Marta Pereira, que se mostrou “extremamente satisfeita”, porém deixou ainda o apelo para que quem sinta vocação, adira à Liga dos Amigos porque necessitam de mais voluntários “que se sintam felizes em ajudar quem mais precisa”.

Hospital modular apto a receber utentes do Serviço Regional de Saúde internados na CUF

© MIGUEL MACHADO/GRA

A estrutura modular do Hospital do Divino Espírito Santo (HDES) prepara-se para receber os utentes do Serviço Regional de Saúde que, neste momento, estão internados na CUF Açores. A transferência vai decorrer na próxima quarta-feira, 5 de fevereiro.

Este domingo, 2 de fevereiro, decorreu uma visita à estrutura modular do HDES em que marcaram presença o presidente do Governo regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, e a secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi.

Em declarações prestadas durante a visita, a ministra da Saúde considerou que o que visitou é “do mais moderno” que se encontra na Europa e no mundo, e do mais sofisticado que se encontra em Portugal.

Ana Paula Martins acrescentou que esta “é a tecnologia do futuro”, e que dará o mote “para o programa funcional do HDES”.

Mónica Seidi, por seu turno, revelou uma enorme satisfação com o regresso dos utentes ao perímetro do Hospital de Ponta Delgada, e destacou a presença de tantos profissionais e das ordens dos médicos e dos enfermeiros.

O Governo regional, em comunicado, explicou hoje que a saída do Hospital CUF Açores será feita num único dia, de forma faseada e será articulada entre os serviços, a Proteção Civil e a Equipa de Gestão de Vagas.

A estrutura modular está pronta a receber 24 por cento do total das vagas existentes neste momento, ou seja, 92 vagas, entre as quais nove em obstetrícia, dez em neonatologia, seis em cuidados intensivos, sete em cuidados continuados, além das vagas em internamento. Inclui-se também nesta disponibilidade o Bloco de Partos (com uma sala de operatório, quatro de indução, uma partos e quatro recobros).

Entre os novos equipamentos que foram hoje dados a conhecer encontra-se o Sistema de Terapia Infusão Integrada da Bbraun; as soluções completas de Videolaringoscopia Philips, de Ecografia Siemens e de Pendentes Drager; um parque completo de camas diferenciadas Baxter-Hillrom, além de equipamentos de Ressonância Magnética, TAC e RX.

Em termos de espaço, a estrutura modular ocupa 1.400m2 para Serviços de Urgência Crítica e Não Crítica.

PS/Açores questiona Governo sobre condições de transporte de doentes entre Hospital Modular e HDES

© PS/Açores

O Grupo Parlamentar do Partido Socialista questionou na passada quarta-feira, 18 de dezembro, o Governo regional sobre as condições atuais em que estão a ser realizados os transportes de utentes entre o Hospital Modular e o edifício principal do Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), segundo nota enviada pelo partido.

Segundo os socialistas, “persistem relatos de dificuldades no funcionamento articulado entre estas duas unidades, especialmente em situações de emergência”, lê-se.

“Tendo em conta que a segurança e a qualidade assistencial no transporte de pacientes devem estar sempre garantidas”, o deputado Russell Sousa questiona o executivo sobre o tipo de viaturas utilizadas, se estas pertencem ao Serviço Regional de Saúde ou são alugadas e, neste caso, quais as condições contratuais e os custos associados ao aluguer, de acordo com o mesmo comunicado.

Num requerimento entregue na Assembleia Legislativa Regional, o GPPS solicita ainda ao Governo esclarecimentos sobre a presença de profissionais de saúde durante os transportes e as suas respetivas categorias e qual o protocolo atualmente definido para garantir o transporte seguro e eficaz dos referidos doentes.

Russell Sousa, citado na mesma nota, sublinha que “a instalação do Hospital Modular trouxe desafios acrescidos em termos logísticos, dado o seu funcionamento descontínuo e a necessidade de deslocação de pacientes entre o Hospital Modular e o edifício principal”.

“Nesse sentido, o PS/Açores considera essencial que o Governo assegure uma resposta adequada, que assegure a qualidade dos cuidados prestados e a segurança dos utentes”, concluiu.

PSD/Açores acusa PS de ser “incapaz de apresentar propostas concretas” para o HDES

© PSD/AÇORES

A deputada do PSD/Açores Délia Melo afirmou que o Partido Socialista é “incapaz de apresentar propostas concretas” para o Hospital Divino Espírito Santo (HDES), considerando que o PS se limita a ser o “porta-voz do populismo e do alarmismo”, segundo nota enviada pelo partido social democrata.

“O PS de Francisco César continua a ser incapaz de apresentar propostas concretas para a recuperação e retoma plena da atividade do HDES. O deputado Francisco César é contra o hospital modular, mas não apresenta nenhuma solução alternativa. O PS tornou-se no porta-voz do populismo e do alarmismo na área da Saúde”, afirmou, citada na mesma nota.

Délia Melo disse ainda que, após o incêndio de 4 de maio de 2024, “a preocupação do Governo Regional foi assegurar a continuidade da prestação de cuidados de saúde aos doentes e a retoma de funcionamento do HDES”.

“A opção pela construção de um hospital modular não foi uma decisão política, mas uma decisão técnica, tomada pelo Governo Regional, depois de ouvida a direção clínica do HDES, a Ordem dos Médicos, a Ordem dos Enfermeiros, a Comissão de Catástrofe e a equipa de Engenheiros do Hospital de Santa Maria, de Lisboa, que visitou o HDES e partilhou a sua larga experiência, num trabalho de inegável qualidade”, frisou.

Segundo a vice-presidente do grupo parlamentar do PSD/Açores, “a construção do hospital modular é a solução mais rápida para retomar a prestação de cuidados de saúde no HDES, cujo funcionamento foi severamente afetado pelas devastadoras consequências do incêndio de 4 de maio”, lê-se.

“A retoma da atividade e a entrada em funcionamento, de modo faseado, do hospital modular, tem por objetivo assegurar a total segurança na prestação de cuidados de saúde, bem como a segurança dos profissionais de saúde e colaboradores do HDES”, explicou ainda.

“O processo de reabilitação e recuperação do HDES tem por objetivo responder aos novos desafios da saúde, preparar este hospital para o futuro e dotá-lo de novos equipamentos, tecnologicamente avançados. No fundo, trata-se de romper com a falta de investimento que caracterizou os governos do PS/Açores”, salientou, de acordo com o mesmo omunicado.

Para Délia Melo, “o PS transformou o incêndio no HDES num instrumento de combate político, quando deveria preocupar-se com a prestação de cuidados de saúde aos açorianos e apresentar soluções para que os Açores possam superar esta tragédia”.

Francisco César acusa Governo regional de indecisão e propaganda no caso do HDES

© PS/AÇORES

O presidente do PS/Açores, Francisco César, afirmou esta quarta-feira que o Governo regional do PSD/CDS-PP/PPM não sabe bem “qual o caminho que quer tomar” em relação ao futuro do Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), segundo nota de imprensa do partido socialista.

Para Francisco César, que falava à margem de uma reunião com o Conselho de Administração do HDES, “este é um Governo muito rápido a tentar fazer propaganda e muito lento a tentar resolver aquilo que são as suas funções”, lê-se.

“O que nos preocupa nesta matéria é termos uma infraestrutura que está em parte paralisada, em que não foram feitas obras e termos soluções de recurso que estão, neste momento, a prestar um serviço à população que não é bom”, terá assegurado, na ocasião.

O socialista considerou haver muita coisa que ainda não se sabe o que é que é para fazer, reforçando que: “neste momento há um edifício modular que está em construção e que já vai ser ampliado porque se percebeu que a capacidade para aquilo para que foi projetado não era suficiente para as necessidades da ilha”, lê-se ainda, na mesma nota.

Conforme o líder socialista, “optaram por tentar fazer um novo hospital sem se perceber bem que tipo de hospital é que nós queremos”.

“Só vale a pena tomar decisões quando nós sabemos o que é que queremos fazer”, admitiu o socialista, para reafirmar que o Governo “não sabe bem qual é o caminho que quer tomar”.

“Desde o início deste processo que foi dito que era necessária uma ajuda de Bruxelas, que acabou por não acontecer, porque o montante da reparação do hospital era demasiado elevado”, frisou Francisco César, citado na mesma nota, alertando ainda que quando se pergunta o montante da reparação, o Governo diz “não saber qual é o valor”, lê-se.

“Ora, se não sabe o montante, como é que sabia que não se poderia candidatar?”, questionou o socialista, na mesma reunião. “Se não fosse o facto de nós termos perguntado à União Europeia se efetivamente isso tinha acontecido, estaríamos, até hoje, na ilusão de que o Governo tinha feito uma candidatura que na verdade não fez”, acrescentou Francisco César.

PSD/Açores acusa Pedro Nuno Santos de “fazer politiquice com a saúde dos açorianos”

© D.R.

O presidente do grupo parlamentar do PSD/Açores, João Bruto da Costa, acusou, esta segunda-feira, 30 de setembro, o secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, de “desconhecer a realidade da região” e de “fazer politiquice com a saúde dos açorianos”, após as declarações do socialista, no congresso regional do PS/Açores, sobre a situação no Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada.

No domingo, o secretário-geral do PS tinha criticado o Governo dos Açores pela demora em fazer o levantamento dos prejuízos do incêndio no HDES e acusou o executivo açoriano de “insensibilidade social” devido à redução dos beneficiários do Rendimento Social de Inserção e à aprovação, por parte do PSD, da recomendação do Chega para priorizar as crianças com pais trabalhadores no acesso à creche.

O social democrata João Bruto da Costa, segundo comunicado do partido, acusa agora Pedro Nuno Santos de estar “mal informado sobre a realidade dos Açores, nomeadamente no que diz respeito ao HDES”, recordando que “o primeiro levantamento dos prejuízos foi anunciado pelo Governo regional a 22 de maio, três semanas após o incêndio”.

A 24 de maio, no debate do Orçamento da Região para 2024, foi aprovada, com o voto favorável dos deputados do PS, uma proposta de alteração que criou uma rubrica de 24,3 milhões de euros para a recuperação do HDES, lê-se, na mesma nota.

A 5 de julho, o governo açoriano entregou na Assembleia Legislativa uma série de relatórios, nomeadamente sobre os custos resultantes do incêndio no HDES e o montante da despesa com a construção do hospital modular. “Ou seja, apesar de mal informado sobre a situação do HDES, o secretário-geral do PS não resistiu a fazer politiquice com a saúde dos açorianos” afirma João Bruto da Costa.

De acordo com presidente do grupo parlamentar do PSD/Açores, “o secretário-geral do PS mostrou também desconhecer a realidade social e económica dos Açores”, pois “os Açores têm hoje a maior população empregada de sempre, a economia cresce há 39 meses consecutivos e os salários dos trabalhadores aumentam de ano para ano”, diz ainda João Bruto da Costa, na nota.

No comunicado, João Bruto da Costa acusou ainda Pedro Nuno Santos de ter sido “um mau ministro para os Açores”, de ignorar os “interesses dos Açores”, de adiar o processo do novo cabo submarino de telecomunicações entre os Açores e Portugal Continental, e, ainda deixar “na gaveta a revisão das Obrigações de Serviço Público de transporte aéreo para as ilhas do Faial, Pico e Santa Maria”.

Bloco operatório do Hospital do Divino Espírito Santo reabre com duas salas

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O Hospital Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada, reabriu esta terça-feira, 24 de setembro, o bloco operatório nas suas instalações principais com a reativação de duas salas, adiantou a secretária regional da tutela, Mónica Seidi.

Com esta medida, “dá-se mais um passo no sentido de colmatar os constrangimentos associados à dispersão dos serviços, neste caso em particular, pela Clínica do Bom Jesus que, desde 4 de maio, foi uma das instituições a acolher doentes retirados da maior instituição de saúde dos Açores após o incêndio deflagrado”, explica o comunicado.

“Esta fase é de recuperação, com uma reabertura estratégica e faseada de mais um dos serviços dentro do perímetro do hospital”, frisou a governante, que visitou, na terça-feira, a Clínica do Bom Jesus, em Ponta Delgada.

A secretária regional explicou que o plano inclui a intervenção nas instalações do hospital de Ponta Delgada, “desde as limpezas, à substituição de filtros, portas e, claro, testes de qualidade”.

À saída de um encontro com a administração da Clínica do Bom Jesus, a secretária da Saúde e Segurança Social declarou que a abertura de duas salas de operação “permitirá melhorar a reorganização da atividade cirúrgica, porque volta a ser realizada no espaço do hospital, o que leva a melhorias nos tempos operatórios e do número de doentes intervencionados”.

Com a reabertura de duas salas do bloco operatório voltam a ser realizadas intervenções cada vez mais diferenciadas, diz o Governo regional, no mesmo comunicado, e “será feito também, nas próximas semanas, um trabalho ao nível do horário de funcionamento para que seja possível começar a trabalhar na redução das listas de espera”.

Mónica Seidi procura que haja “uma produção acrescida para doentes prioritários que sejam operados em horário laboral e que não estejam contemplados no programa CIRURGE”.

Bloco preocupado com impactos provocados pela demora na reabertura de serviços no HDES

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O Bloco de Esquerda Açores (BE/Açores) diz estar preocupado com os impactos concretos provocados pela demora na reabertura de serviços do Hospital de Ponta Delgada e critica a falta de explicações do governo, segundo nota de imprensa enviada pelo partido.

António Lima, que reuniu ontem, 3 de setembro, com a Ordem dos Médicos, realçou o adiamento de cirurgias, que terá “um impacto muito sério na saúde e na vida das pessoas”, citado no comunicado.

O deputado do BE/Açores lembra que atualmente estão a ser realizadas apenas cirurgias prioritárias, e que todas as restantes, que não estão a ser realizadas agora, “passarão a ser urgentes e terão impacto sério na saúde e na vida das pessoas que estão à espera”, disse ainda.

António Lima considera ser fundamental conhecer os números de toda a atividade adiada “e reabrir o máximo de serviços o mais rapidamente possível”.

Em relação ao hospital modular, o deputado do Bloco criticou o presidente do governo regional por ter anunciado “uma coisa em julho” e concretizar agora “outra totalmente diferente”, porque o serviço de urgência que hoje abriu é apenas para situações não urgentes, e só estará a funcionar em pleno daqui a alguns meses. “O que a população esperava era um serviço de urgência em pleno funcionamento”, concluiu António Lima, no mesmo comunicado.

Sobre as opções tomadas após o incêndio no HDES, o Bloco tem ainda muitas dúvidas e lamenta a falta de explicações do governo: “Temos dificuldade em perceber o porquê de muitos serviços do hospital não reabrirem totalmente. Sabemos que é um processo demorado, mas faltam explicações”.

O Bloco lembra ainda, na nota, que enviou um requerimento ao governo com várias perguntas sobre este assunto, mas apesar de já ter terminado o prazo legal para o efeito, o governo continua sem enviar as respostas.

Além dos problemas com o Hospital de Ponta Delgada, o Bloco está também muito preocupado com os problemas financeiros, a falta de investimento e a saída de médicos do Serviço Regional de Saúde.

António Lima referiu que só o ano passado saíram 16 médicos especialistas do HDES, e que no Hospital da Terceira existem 46 médicos tarefeiros e apenas 107 médicos especialistas no quadro.

O HSEIT “está cada vez mais dependente de médicos que não são do quadro, o que é muito mais caro”: em apenas um ano, o hospital da Terceira fez mais de 90 contratos por ajuste direto com médicos tarefeiros, no valor de vários milhões de euros, segundo o BE/Açores.

“Este dinheiro devia ser destinado a dar verdadeiros incentivos à fixação de médicos na Região, para que, num contexto em que há poucos médicos no país, os Açores conseguissem garantir a presença de profissionais para dar resposta às necessidades das pessoas”, considera António Lima.

O partido lamenta também a situação financeira insustentável “em que o governo da coligação está a deixar o Serviço Regional, deixando as Unidades de Saúde de Ilha com um passivo que já atinge os 50 milhões de euros”, diz ainda a nota.

“Afinal, o Governo não pagou às Unidades de Saúde de Ilha aquilo que disse que tinha pago, em 2023”, assinalou António Lima.

“Este caminho de insustentabilidade do Serviço Regional de Saúde tem consequências na saúde das pessoas, tem consequências nas infraestruturas, como vimos no incêndio no HDES, fruto de muitos anos de desinvestimento, e tem consequências financeiras”, disse o deputado, que acrescentou que “este é um caminho que beneficia interesses privados e empurra as pessoas para os serviços de saúde privado”.