
O polo da Lagoa do Inetese – Instituto de Educação Técnica assinalou, no passado dia 4 de fevereiro, o Dia Mundial do Cancro, através de uma iniciativa de sensibilização promovida pelos alunos do curso de Comunicação-Marketing, Relações Públicas e Publicidade. A atividade, que uniu criatividade e solidariedade, consistiu na pintura e decoração de laços, acompanhados por frases inspiradoras, como forma simbólica de homenagem a todos os que enfrentam ou já enfrentaram esta doença.
Durante a jornada, os alunos organizadores percorreram as diferentes turmas da instituição para explicar o significado da efeméride e convidar toda a comunidade escolar a participar na decoração dos laços. A ação visou reforçar a importância da informação, da empatia e do apoio mútuo no combate ao cancro, destacando que a escola deve ser também um espaço de consciência social.
Segundo comunicado enviado pela escola profissional, para os promotores da iniciativa, este dia serve para recordar que, para além da luta clínica contra a doença, existem histórias de coragem, resiliência e esperança que merecem ser celebradas. O Inetese na Lagoa sublinha, com este evento, que pequenos gestos podem fazer a diferença na vida de quem atravessa momentos difíceis, reafirmando o princípio de que a união e a solidariedade tornam a comunidade mais forte.

Sónia Cabral é natural de Santo António, concelho de Ponta Delgada, nasceu a 1 de janeiro de 1981, e é a atual diretora pedagógica da Inetese.
O seu percurso é definido por uma vocação que se manifestou cedo onde Sónia sabia que o seu futuro passaria pelo ensino de Inglês. Fiel a esse objetivo, licenciou-se em Português e Inglês pela Universidade dos Açores, iniciando um caminho de dedicação à educação que já conta com quase duas décadas.
A sua trajetória profissional é marcada por uma profunda ligação à comunidade. Escoteira dos 6 aos 22 anos, procurou desenvolver valores de serviço e liderança. Além disso, demonstrou o seu espírito competitivo e de equipa tendo jogado futebol de cinco em Santo António, onde se sagrou campeã regional pela Casa do Povo de Santo António na época de 2002/2003.
Durante 19 anos, trabalhou na Casa do Povo de Santo António, onde, no Centro Comunitário Jovem, acompanhou o crescimento de várias gerações de alunos. Em 2010, abraçou o desafio do Ensino Profissional em Vila Franca do Campo, desafiando a sua capacidade de trabalho ao conciliar a docência com a intervenção social.
No ano de 2020, Sónia viveu um dos seus maiores marcos pessoais ao ser mãe de uma menina. Este acontecimento, ocorrido em plena pandemia, trouxe novos desafios e reforçou a sua resiliência, obrigando-a a equilibrar a maternidade com as exigências de um mundo em adaptação.
Na Inetese desde 2015, o seu percurso tem sido de constante evolução. Após quase dez anos como formadora, assumiu a Direção Pedagógica da instituição há dois anos. Este novo cargo é o reflexo de um caminho ascendente onde a experiência acumulada no terreno e a sensibilidade de quem educa e cuida se unem para liderar o futuro da instituição.
DL: Como tem sido gerir a maternidade e a vida profissional ao mesmo tempo?
Não é fácil. Se queremos continuar a fazer um bom trabalho na escola, profissionalmente, acabamos por ter de fazer algum trabalho em casa. Nos primeiros tempos chegava a casa, o foco era a minha filha, pois eu sentia que tinha de separar as águas. Hoje tento manter essa postura. Apesar de a responsabilidade ser agora muito maior e de dormir muitas vezes com ansiedade, só depois de ela estar a dormir é que me dedico às tarefas da instituição.
DL: É um desafio que a obriga a “cuidar” de muitos mais filhos. Quantos alunos tem a escola atualmente sob a sua responsabilidade?
É, de facto, um desafio muito exigente, mas extremamente gratificante quando alcançamos as metas definidas. Neste momento, temos 97 alunos no polo da Lagoa. Além disso, sou também a diretora pedagógica do polo de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, onde temos três turmas que totalizam 48 alunos. No total, gerimos o percurso formativo de 145 jovens.
DL: Quais são as maiores dificuldades que encontra na gestão pedagógica?
A maior dificuldade prende-se com a necessidade constante de equilibrar os recursos humanos com as exigências pedagógicas e o enquadramento legal, que é muito dinâmico. Atualmente, as escolas profissionais deixaram de estar sob a tutela da Direção Regional da Educação para passarem para a Direção Regional de Qualificação Profissional e Emprego. Esta transição criou um certo “limbo” documental que tem sido um processo de grande aprendizagem. Assumi estas funções sozinha há quase dois anos e tem sido um caminho de afirmação e responsabilidade.
DL: O facto de as escolas públicas da região também oferecerem cursos profissionais coloca em causa a sobrevivência de instituições como a Inetese?
As escolas profissionais possuem uma identidade própria, muito mais próxima do tecido empresarial e com uma forte componente prática, algo que continua a ser valorizado. No entanto, é inegável que se uma escola secundária próxima oferece o mesmo curso, o aluno acaba por não sentir necessidade de mudar para a Inetese, o que nos prejudica. É fundamental que os decisores políticos reconheçam, de uma vez por todas, o trabalho das escolas profissionais como um pilar essencial da formação e não apenas como um complemento. Durante muitos anos, fomos vistos como o “parente pobre” da educação. Esse preconceito de que o ensino profissional servia apenas para alunos com menos capacidades tem de acabar.
DL: Sente que essa perceção tem mudado junto da comunidade?
Sim, penso que já começou a haver uma mudança de mentalidade. Notamos isso na elevada procura: este ano fechámos as turmas de Ação Educativa e de Auxiliar de Saúde com o limite máximo de alunos, tendo ficado vários candidatos pelo caminho. As pessoas começam a perceber que a escola profissional deve ser valorizada. Temos exemplos claros de sucesso: alunos que saíram daqui diretamente para a universidade e até um antigo aluno que, após licenciar-se, regressou à Inetese agora como formador. É a prova de que este ensino abre portas reais para o futuro.
DL: O abandono escolar na Lagoa continua a ser dos mais elevados. De que forma essa realidade afeta a escola?
Esta realidade desafia-nos diariamente, mas também nos leva a reforçar o nosso papel social. Trabalhamos ativamente na prevenção do abandono através de metodologias práticas. Tentamos “agarrar” os jovens mostrando que a escola não é apenas teoria, sentados o dia todo numa sala. Além da parte prática de cada curso, promovemos atividades, visitas de estudo e trazemos pessoas com capacidades reconhecidas para darem palestras e incentivarem os alunos.
DL: A permanência da escola na Lagoa está garantida para o futuro?
O crescimento da escola e a procura registada permitem-nos encarar o futuro com muita confiança. A parceria da Inetese com a Câmara Municipal de Lagoa tem sido fundamental para que esta permanência seja uma realidade. Temos uma relação muito boa; as instalações são do município e essa colaboração tem-nos ajudado muito a crescer.
DL: Que investimentos têm sido feitos na qualidade do ensino?
Através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), adquirimos material de ponta, como uma sala de informática com 25 computadores e quadros interativos em todas as salas. Na área da saúde, temos uma sala prática apetrechada com o que há de melhor — desde camas articuladas a manequins — para que a formação técnica seja o mais próxima possível da realidade hospitalar. Além disso, como temos a capacidade física máxima instalada, estamos a expandir para o virtual com a medida Qualifica.IN, que oferecerá formação online para ativos e desempregados a partir de fevereiro.
DL: Atualmente fala-se muito em saúde mental. Como é que a escola lida com esta questão?
Deve ser pensada e trabalhada. Temos alunos com muita ansiedade que desistem com facilidade perante obstáculos. O papel da direção, dos formadores e até das nossas colaboradoras é fundamental nesse sentido. Às vezes o apoio é apenas um abraço ou uma palavra de incentivo. Também me preocupa a dependência do telemóvel; dou ordens expressas para que não sejam autorizados durante as aulas. Todas as nossas decisões são pensadas para o bem-estar deles.
DL: Quais são os grandes objetivos para 2026?
O objetivo passa por manter o crescimento alcançado. É um desafio, pois sabemos que o número de alunos está a diminuir devido à baixa natalidade. Queremos continuar a manter os padrões de qualidade pedagógica, reforçar as parcerias locais e garantir que os nossos alunos continuam a ter percursos de sucesso, seja no mercado de trabalho ou no prosseguimento de estudos.

Duas dezenas de formandos das escolas profissionais dos Açores estão a participar no 46.º Campeonato Nacional das Profissões- Skills Portugal, que arrancou hoje, 12 de novembro, no Europarque, em Santa Maria da Feira, segundo nota do Governo regional. As provas decorrem entre terça e sexta-feira, estando em competição 60 profissões.
Maria João Carreiro, secretária regional da Juventude, Habitação e Emprego, e o diretor regional de Qualificação Profissional e Emprego, Renato Medeiros, acompanharam a partida dos formandos do Aeroporto João Paulo II, em Ponta Delgada, rumo ao Porto, lê-se.
Na ocasião, a titular da pasta da Qualificação Profissional e Emprego, citada no mesmo comunicado, disse estar “orgulhosa” do apuramento dos formandos açorianos para esta competição que junta cerca de 400 jovens de todo o país, e “confiante” nos benefícios desta participação para o percurso de cada um dos participantes.
“Independentemente dos resultados que possam sair deste campeonato, que acredito que possam ser bons, porque estes jovens já deram provas dos seus conhecimentos e competências, a participação nesta prova nacional constitui, por si, uma experiência enriquecedora, na medida em que há toda uma preparação antes do campeonato que lhes permite aprofundar competências”, explicou Maria João Carreiro.
Participam no maior evento nacional de educação e formação um total de 20 formandos açorianos, da EPROSEC, da MEP – Escola Profissional da Santa Casa da Misericórdia de Ponta Delgada, da Escola Profissional da Praia da Vitória, da ENTA – Escola de Novas Tecnologias dos Açores e do CQA – Centro de Qualificação dos Açores.
Integram ainda a comitiva açoriana no Campeonato Nacional das Profissões 12 formadores e jurados, além do team leader, António José Paquete, formador do CQA.
Os concorrentes açorianos vão disputar provas nas áreas de Web Tecnologies, Eletricidade e Instalações, Robótica Móvel, Pastelaria, Cozinha, Serviço de Restaurante e Bar, Gestão de Redes Informáticas, Caring – Serviços Pessoais e à Comunidade, Cloud Computing , Cyber Security, Desenvolvimento de Aplicações para Dispositivos Móveis, Contabilidade e Gestão | CRM.
Os vencedores são anunciados no sábado, dia 16 de novembro, na cerimónia de encerramento.
Tendo em vista esta preparação dos concorrentes e a aquisição de equipamentos, bem como a participação dos formadores como jurados no Campeonato Nacional, segundo a nota, o Governo dos Açores apoia as escolas profissionais participantes no Campeonato Nacional no montante total de 68 mil euros, “além de assegurar todas as despesas de deslocação, alojamento e alimentação dos concorrentes”.
O apuramento regional para o Campeonato Nacional das Profissões realizou-se no Campeonato Regional das Profissões, que decorreu em maio na Escola Profissional da Praia da Vitória, na ilha Terceira.

Tiveram início esta segunda-feira, 4 de novembro, dois novos cursos, de Técnico de Produção Agropecuária e Técnico de Restaurante/Bar, que contam, na sua totalidade, com 41 formandos, segundo comunicado da autarquia ribeiragrandense.
Ambos os cursos, que vão ser ministrados simultaneamente nas instalações da Escola Profissional da Ribeira Grande e da Associação Agrícola de São Miguel, tem uma duração de três anos e dupla certificação, ou seja, conferem equivalência ao 12.º ano de escolaridade e atribuem certificado de aptidão profissional na área, lê-se.
Alexandre Gaudêncio, presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, marcou presença no arranque oficial dos novos cursos, cuja cerimónia foi realizada na Associação Agrícola de São Miguel.
Ambos os cursos receberam apoio da câmara da Ribeira Grande, pois “irão capacitar profissionais em duas áreas determinantes para o sucesso e futuro do concelho: a da agropecuária e a do turismo, dois eixos que têm sido verdadeiras alavancas económicas da Ribeira Grande”, começou por afirmar Alexandre Gaudêncio, citado na mesma nota.
“Com estas formações, sai valorizada o setor agropecuário com os agora formandos a conseguirem organizar e executar as mais variadas tarefas numa exploração agrícola ou pecuária. A nossa restauração e a nossa hotelaria, que crescerá nos próximos anos, procura mão de obra qualificada para que se possa também afirmar junto ao mercado, por isso estas formações são determinantes para o concelho”, concluiu, na sua intervenção, o governante.

A Escola Profissional da Povoação (Escola Profissional Monsenhor João Maurício de Amaral Ferreira) entregou na passada sexta-feira, 28 de junho, diplomas de conclusão de curso aos formandos que terminaram os cursos de Técnico de Produção Agropecuária, Técnico de Apoio Familiar e de Apoio à Comunidade,
Receberam igualmente diplomas os que participaram nas ações de formação integradas nas medidas Qualifica.IN e Form.Açores, bem como nos Cursos de Ativos, realizados a pedido das empresas do Concelho. Segundo comunicado da autarquia povoacense, totalizaram-se 128 diplomados.
Para além dos cursos profissionais, destaca-se a formação de ativos, “pois consideramos que esta é fundamental para que a população ativa melhore as suas competências profissionais, preste um melhor serviço nas empresas onde trabalha e, eventualmente, consiga um emprego melhor”, considera a escola profissional povoacense.
Nesta cerimónia, 108 formandos receberam o diploma, tendo frequentado, além da formação Qualifica.IN e Form.Açores-Consultadoria, cursos integrados no Catálogo Nacional das Qualificações, requisitados pelas empresas onde trabalham. Estes cursos incluem: Curso de Atendimento ao Cliente; Curso de Língua Inglesa Aplicada ao Restaurante/Bar; Curso de Fundos de Cozinha e Molhos Base; Curso de Comunicação, Vendas e Reclamações na Restauração.
No âmbito do Form.Açores-Consultadoria, o Curso de Prevenção e Segurança Alimentar, Curso de Organização e Higiene em Cozinha e Curso de Serviço de Restaurante/Bar.
No programa dos cursos do Qualifica.IN – Desempregados, o Curso de Competências para o Turismo, Curso de Competências Comerciais, Curso de Competências para a Restauração e Curso de Competências para a Cozinha.
Foram ainda entregues certificados e prémios do quadro de honra e do quadro de excelência da escola. Com esta iniciativa, a Escola Profissional da Povoação “pretende distinguir alunos que preencham, obrigatoriamente, pelo menos um dos seguintes requisitos: revelem atitudes exemplares de superação das suas dificuldades; alcancem resultados escolares excelentes; produzam trabalhos académicos de excelência; realizem atividades curriculares ou de complemento curricular relevantes; desenvolvam iniciativas exemplares de intervenção na comunidade educativa; alcancem resultados em atividades ou competições desportivas escolares que enalteçam o estabelecimento de ensino, em termos regionais, nacionais ou internacionais”.