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Lagoa tem novo Centro de Marcha e Corrida

© CM LAGOA

Foi inaugurado, este sábado, 4 de maio, na freguesia de Nossa Senhora do Rosário, na Lagoa, ilha de São Miguel, o Centro de Marcha e Corrida da Cidade de Lagoa, sendo que o mesmo será promovido pelo CDOL – Clube Desportivo Operário da Lagoa, e os treinos decorrem a partir do polidesportivo da freguesia de Nossa Senhora do Rosário.

Esta iniciativa enquadra-se no âmbito do Programa Nacional de Marcha e Corrida e conta com o apoio da Câmara Municipal de Lagoa para o seu desenvolvimento, com o principal propósito de dinamizar a comunidade em torno de práticas salutares de Caminhada e Corrida, em prol de uma melhor qualidade de vida.

Em representação do município, o vice-presidente da Câmara Municipal de Lagoa, Nelson Santos, marcou presença nesta inauguração, reiterando a importância destas iniciativas no aproximar da prática desportiva das comunidades, como forma de combate ao sedentarismo, através de uma abordagem acessível, orientada e sustentável.

O dia de abertura do Centro de Marcha e Corrida do concelho, serviu ainda para recordar a professora Madalena Madureira, falecida em dezembro de 2024, com uma simples homenagem alusiva ao seu papel na dinamização da modalidade no concelho, recordando, assim, o seu legado na comunidade lagoense.

Todas as quintas-feiras haverá treinos das 19h00 às 20h00 no polidesportivo de Nossa Senhora do Rosário, com sessões de caminhada e/ou corrida, com percursos de dificuldade ajustada e acompanhamento técnico. O apoio logístico será momentos antes do início da atividade, das 18h30 às 18h55.

Fia-te na Virgem e Não Corras

Venicio da Costa Ponte
Vice coordenador da iniciativa Liberal Açores

Se és daqueles que gosta de calçar os ténis, sentir a liberdade do vento na cara e correr sem restrições, lamento informar-te: a Federação Portuguesa de Atletismo (FPA) decidiu que isso já não pode ser assim tão espontâneo. Porque, pelos vistos, correr não é apenas pôr um pé à frente do outro – é também abrir a carteira e pagar um imposto encapotado, perdão, uma “filiação por um dia”. Afinal, a burocracia nunca descansa, nem sequer no desporto.

A mais recente ideia brilhante da FPA é a imposição de uma licença obrigatória para quem quiser participar em provas de atletismo pagas e classificadas. Ou pagas, mas não classificadas, dependendo do valor da inscrição. Se já estás confuso, bem-vindo ao labirinto regulatório onde correr livremente se tornou uma questão de carimbos e transferências bancárias.

A Federação justifica a medida com o argumento da segurança e regulamentação. Mas vamos ser realistas: isto é um claro entrave à liberdade dos atletas e organizadores. O atletismo sempre foi um desporto democrático – um par de sapatilhas e um caminho bastavam. Agora, adiciona-se um bilhete de entrada obrigatório, porque aparentemente a FPA quer ter controlo sobre quem corre e a que velocidade.

A petição contra esta medida não tardou a aparecer, e com razão. Argumenta que a exigência da licença vai contra princípios constitucionais e legais, criando barreiras económicas desnecessárias. O desporto deve ser acessível a todos, e não um clube fechado onde só entra quem paga a mensalidade da burocracia.

A taxa de 3€ por prova ou os 35€ por ano não parecem muito? Pois, depende da perspetiva. Para quem participa ocasionalmente em provas populares, este valor pode ser o suficiente para repensar se vale a pena. E se achavas que ias pagar por um serviço inovador, enganas-te: pagas basicamente pelo direito de continuares a fazer aquilo que já fazias antes, sem qualquer melhoria garantida. Veremos se no futuro será um desporto para atletas de alto rendimento ou com altos rendimentos.

A FPA diz que esta receita servirá para desenvolver infraestruturas e fomentar a modalidade. Traduzindo: compensar o desinvestimento estatal. Então, porque não arranjar patrocínios privados? Por que razão a solução passa sempre por taxar quem já pratica o desporto? Os liberais tem uma abordagem clara, menos taxas, menos burocracia e mais liberdade de escolha.

A ironia máxima é que esta medida surge num contexto em que se fala da importância da prática desportiva para a saúde pública. A Direção-Geral da Saúde, a Organização Mundial da Saúde e todos os especialistas apontam o desporto como essencial na prevenção de doenças. Mas em Portugal, ao que parece, há quem prefira criar obstáculos em vez de incentivos.

Se esta tendência pega, não estranhem se daqui a uns anos precisarem de uma licença para dar uma corrida no parque ou subir escadas sem registo prévio. Quem sabe, talvez voltemos aos tempos áureos do Estado Novo, quando até para acender um cigarro era necessário pagar a famosa taxa do isqueiro. Sim, porque o Estado tinha que ter a certeza de que só se queimava tabaco devidamente autorizado! O tempo passa, mas a criatividade para arranjar formas de taxar os cidadãos mantém-se.

Porque o desporto deve ser para todos… mas só se pagarem a devida taxa. Por isso, fia-te na Virgem e não corras – pelo menos, até garantires que a tua licença está em dia.

Povoação Trail com 800 participantes

© CM POVOAÇÃO

A quinta edição do Povoação Trail, na ilha de São Miguel, concelho da Povoação, atraiu 800 participantes este ano, segundo a autarquia povoacense.

Miguel Arsénio, da Team Sporthg – AML Sport, foi o grande vencedor dos 50kms do Trail Ultra deste ano. Dário Moitoso, da Furfor Running Project foi o segundo classificado e Bruno Silva, também da Furfor, foi o terceiro da tabela. No pódio feminino, ficou em primeiro lugar, Ana Rodrigues, da Saca Trilhos Anadia. Em segundo Margarida Pereira, individual, e em terceiro Ana Pascoal, da Active Clube.

Já na prova dos 30kms, os vencedores foram Eugénio Medeiros, do Clube Desportivo de Vila Franca; Renato Teixeira, da Afipre Team e Pedro Ferreira, da VVT Valongo do Vouga Trail Running. Na categoria feminina ficou Inês Marques, da Team HG -AML Sport; Joana Cordeiro, do Clube Desportivo de Espite e Beatriz Alves, da Furfor.

A organização promoveu ainda o Trail Sprint (15kms) que se realizou a par da Caminhada (9kms). O percurso começou na Lomba do Loução, freguesia de Nossa Senhora dos Remédios, e passou pela rota dos antigos moinhos de água e Museu do Trigo, marcos históricos da presença da atividade cerealífera, que em tempos foi uma das principais atividades económicas desta parte do concelho da Povoação. Nesta categoria foram vencedores atletas da AD Marco 09, Samuel Silva, Pedro Castro e Tiago Pinheiro. No pódio feminino ficou Lara Fernandes, da Linces do Marão; Diana Vultão, da HL Runners Club e Helena Madeira, da Free Runners Identprint.

Os 800 atletas de várias nacionalidades participaram no evento desportivo açoriano, onde percorreram vários locais turísticos e emblemáticos do município povoacense como miradouro do Pico dos Bodes, o Pico Bartolomeu, a zona do Cú de Judas, a Alameda dos Plátanos, a zona do Sanguinho, entre tantos outros locais. Além da prova dos 15 kms ter incluído o trilho dos antigos moinhos de água, de Nossa Senhora dos Remédios, o trajeto dos 30 kms contemplou uma subida ao Pico Alto e a Pista Downhill do Faial da Terra. O percurso dos 50 kms também contou com algumas alterações, tudo por forma a proporcionar mais aventura e emoção aos atletas que participaram nestes grandes desafios de superação física.

O Jardim Municipal da Vila da Povoação foi o local de concentração dos familiares e amigos dos participantes que foram chegando, ao longo do dia.

Neste evento foi, ainda, homenageado António Amaral, natural da Povoação, e um dos mentores deste acontecimento desportivo, que faleceu no passado dia 22 de fevereiro, enquanto percorria os trilhos do concelho para garantir que tudo estaria em condições para receber os atletas no dia do Povoação Trail.

A Câmara Municipal da Povoação, em comunicado, destaca, em nota final, que “tendo em conta o simbolismo desta homenagem, no dia das provas realizaram-se trinta segundos de aplausos antes das partidas; entregou-se uma fita preta de pulso a cada atleta e foi oferecido o troféu “António Amaral” a Marco Terra. No secretariado da organização havia ainda um livro onde se poderia deixar mensagens de homenagem ao falecido”.

Corrida da Vila de Água de Pau conta com 150 atletas

© CM LAGOA

Teve lugar, este fim-de-semana, a sexta edição da Corrida da Vila de Água de Pau, promovida pelo Clube Desportivo Escolar de Água de Pau. A prova contou para o campeonato de estrada da ilha de São Miguel e teve a participação de cerca de 150 atletas, de várias idades e escalões, segundo comunicado da Câmara Municipal da Lagoa (CML).

O presidente da autarquia lagoense, Frederico Sousa, marcou presença na entrega de prémios e referiu que “esta é uma prova que comprova, uma vez mais, a grande dinâmica desportiva do concelho, transversal a diversas modalidades desportivas, fruto de um trabalho de excelência dos clubes, instituições e associações desportivas da Lagoa, bem como das diversas parcerias realizadas”, pode ler-se.

A corrida teve partida junto ao edifício da junta de freguesia de Água de Pau e percorreu vários trajetos pelo centro da vila, de acordo com os diversos escalões: benjamins, infantis e desporto adaptado (1000 metros), iniciados (2000m), juvenis e seniores femininos (5200m), juniores e seniores masculinos (7800m) e veteranos (5200m).

Esta atividade, inserida no plano desportivo do clube, teve como intuito contribuir para a promoção e o incremento da atividade física e desportiva, nomeadamente através do desporto escolar, bem como para o reforço das relações entre a escola, o desporto e a comunidade, para além do combate ao sedentarismo e à obesidade, ainda de acordo com a mesma nota.

Promovida pelo CDEAP, esta prova contou, além do apoio da Câmara Municipal de Lagoa e da Junta de Freguesia de Água de Pau, também do Grupo de Escoteiros de Água de Pau, da EBI de Água de Pau, da Associação de Atletismo de São Miguel e do Governo Regional dos Açores.

Livramento recebe corrida “Garçon de Café”

Evento acontece no próximo dia 26 de julho no largo do coreto da freguesia. Participação é gratuita e vencedores terão direito a diversos prémios

© D.R.

A segunda edição do “Mercado Noturno de Verão”, organizado pelo Market Azores, tem continuidade no próximo dia 26 de julho. Neste dia ocorre a primeira edição da “Corrida Garçon de Café”, no largo do coreto do Livramento, às 20h00. A corrida é de participação gratuita e conta com quatro escalões distintos, existindo diferentes graus de dificuldade entre eles. O primeiro escalão terá participantes dos seis aos oito anos, o segundo dos nove aos 11 anos, o terceiro dos 12 aos 15 anos e o quarto escalão corresponde a participantes com mais de 16 anos. 

Cada participante vai percorrer um trajeto com uma bandeja de garçon na mão. A bandeja é constituída por uma garrafa fixa na mesma e copos com água. O primeiro e segundo escalão vão percorrer a mesma distância, de 160 metros. O terceiro e quarto vão percorrer uma distância de 320 metros, incluindo outros obstáculos. O objetivo é chegar à meta com a maior quantidade de água nos copos.

A organizadora do evento, Corinne Joliot, revela ao Diário da Lagoa que conseguiu ter apoio de várias entidades públicas e privadas para os três vencedores de cada escalão. Entre os prémios constam ofertas em restaurantes e unidades hoteleiras da freguesia do Livramento.

“Fiquei muito surpreendida pela boa fé e rapidez de resposta de todas as pessoas que quiseram ajudar com os prémios. Em menos de 24 horas, já tinha os 12 prémios”, conta Corinne.

Há três prémios para cada escalão, sendo um total de 12 prémios atribuídos pela participação na corrida. As inscrições estão abertas e podem ser feitas através do contacto da organização ou no local no dia do evento até às 19h15.

Durante a noite, os visitantes do mercado vão receber à chegada um vale de participação de um sorteio. Têm de visitar, no mínimo, cinco expositores que assinam o vale para depois ser colocado numa caixa. De hora a hora, “vou proceder a um sorteio com os produtos que nos foram oferecidos pelos expositores”, explica Corinne. 

A partir das 21h30 vai ocorrer uma animação musical promovida pela Comissão de Festas da Paróquia do Livramento. Corinne espera “dar grandes gargalhadas, ver as pessoas a rir e a divertirem-se” e acrescenta que para apoiar o desenvolvimento económico é também necessário criar animação.