Seis médicos do Hospital de Ponta Delgada infetados

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Seis médicos do Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, de cinco serviços diferentes, contraíram o vírus SARS-CoV-2, disse à agência Lusa fonte da unidade de saúde.

O médico Mário Freitas, da comissão técnica de monitorização da covid-19 do Hospital do Divino Espírito Santo, declarou que a comissão “teve conhecimento de, até ao momento, terem sido diagnosticados, desde 31 de outubro, um total de seis casos de covid-19 em médicos” da unidade.

“Como é comum nestas coisas, a existência de casos positivos implica que necessariamente haja uma série de outros contactos que consideramos de alto risco que são obrigados a permanecer em isolamento profilático, o que num hospital com a dimensão de recursos humanos do de Ponta Delgada acarreta alguns condicionalismos”, declarou o médico especialista em Saúde Pública.

Mário Freitas referiu que se forem somados aos seis casos de covid-19 entre médicos “sete ou oito pessoas em isolamento profilático, também elas médicos”, está em causa “um número substancial de 13 a 14 pessoas que durante um período previsível de uma semana a 10 dias não poderão exercer a sua atividade”.

O médico da comissão técnica admitiu que “pelo menos nestes cinco serviços onde há casos positivos e situações de isolamento profilático haverá, certamente, algum tipo de repercussões” na prestação de serviços aos utentes da unidade de saúde, que funciona nos Açores como hospital central.

Questionado sobre se há médicos que dispensam os meios de proteção individual no hospital de Ponta Delgada, Mário Freitas respondeu que “há profissionais que precisam de um reforço junto deles mesmos para que haja maior empenho no cumprimento do que são os equipamentos de proteção individual”.

Atualmente, o Hospital do Divino Espírito Santo testa os seus recursos humanos médicos pelo menos uma vez por mês e “mantém as regras que a comissão técnica tem implementado intransigentemente”, segundo Mário Freitas.

“Não é fácil manter o nível de regras que se continua a manter perante todo o estado vacinal”, declarou o médico, que apontou que, “ao longo da pandemia, após se ter atingido taxas de vacinação altas, as pessoas foram levadas a achar que agora tudo era normal”. Porém, sublinhou, “a pandemia ainda não acabou”.

Lusa/ DL

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