São Miguel com novas restrições a partir desta sexta-feira

© SARA SOUSA OLIVEIRA / DL

São Miguel, a ilha mais afetada nos Açores pela pandemia de covid-19, passa a partir desta sexta-feira, 15 de janeiro, a ter recolher obrigatório às 20h00 durante a semana e serão implementadas duas cercas sanitárias.

Desde o dia 8, data em que começaram a ser aplicadas medidas mais restritivas em São Miguel, estava em vigor na ilha o recolher obrigatório às 23h00 nos dias úteis (hora que será agora antecipada para as 20h00), além do fecho das escolas e de alterações nos horários do comércio.

Aos sábados e domingos, a proibição de circulação na via pública é a partir das 15h00, tendo já sido implementada no fim de semana passado.

O recolher obrigatório, que irá manter-se enquanto vigorar o estado de emergência decretado para o país, até 31 de janeiro, termina sempre às 05h00 do dia seguinte.

Estão previstas várias exceções à proibição de circulação na via pública, como deslocações por motivos de saúde, para o trabalho e para a compra de bens essenciais.

O novo diploma do Governo regional determina ainda o encerramento de ginásios, piscinas cobertas, casinos e estabelecimentos de jogos em toda a ilha de São Miguel.

Também a partir desta sexta-feira serão implementados cordões sanitários na vila de Rabo de Peixe (Ribeira Grande) e na freguesia de Ponta Garça (Vila Franca do Campo).

Com a implementação dos cordões, que vigorarão até 22 de janeiro, fica proibida a circulação e permanência na via pública e é determinado o encerramento dos estabelecimentos de ensino, de restauração, bebidas, similares e cafés e o cancelamento de todos os eventos culturais ou de convívio social alargado.

“A avaliação que fazemos é a de que devemos renovar as medidas deste sistema pioneiro no quadro da prorrogação do estado de emergência para o país, pelo que vamos reforçar as que se justificam e nos lugares onde a transmissão é mais grave”, disse o presidente do executivo regional de coligação PSD/CDS-PP/PPM, José Manuel Bolieiro, na quarta-feira.

Defendendo que é preferível “ser excessivo na prudência do que negligente na ação”, José Manuel Bolieiro referiu que a realidade epidemiológica nos Açores “é muito específica e diferente de ilha para ilha”.

Lusa / DL

Categorias: Regional

Deixe o seu comentário