São Jorge recebe Marcelo Rebelo de Sousa esta tarde

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A ilha de São Jorge, nos Açores, recebe esta tarde a visita do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a quem serão comunicados os desenvolvimentos da crise sísmovulcânica na ilha. Marcelo vai reunir com o presidente do CIVISA, com o presidente do Governo regional e com a Proteção Civil.

O chefe de Estado chegará à ilha cerca das 15h50, anunciou hoje, 27 de março, o presidente do Governo regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, no ‘briefing’ diário com as autoridades que estão a seguir o fenómeno em São Jorge.

“Tudo o que foi planeado para execução está a ser cumprido”, sublinhou o presidente do Governo, valorizando a “tranquilidade” que os jorgenses têm demonstrado em todo o processo.

“Aquando de qualquer alteração das circunstâncias, estaremos cá com a vigilância máxima que estamos a assegurar, desde logo com o acompanhamento científico do CIVISA”, referiu José Manuel Bolieiro.

A crise sismovulcânica que se tem vindo a registar desde as 16h05 do dia 19 de março na parte central da ilha de São Jorge, num setor compreendido entre Velas e Fajã do Ouvidor, continua acima dos valores de referência.

Ao longo do dia de ontem, 26 de março, segundo o CIVISA, a análise preliminar dos registos sísmicos permitiu contabilizar cerca de 990 eventos. Entre as 00h00 e as 10h00 de hoje foram contabilizados aproximadamente 550 eventos, o que reflete uma ligeira diminuição da atividade sísmica. Todos os sismos registados até ao momento são de baixa magnitude e evidenciam uma origem de natureza tectónica.

A integração da informação disponível permite concluir que as estruturas tectónicas onde se desenvolveram as erupções históricas de 1580 e 1808, e a crise sismovulcânica de 1964, no Sistema Vulcânico Fissural de Manadas, foram reativadas, sendo de admitir a ocorrência de uma intrusão magmática em profundidade.

O sismo mais energético desta crise ocorreu no dia 19 de março, às 18h41, teve epicentro a cerca de 2 km de Urzelina e uma magnitude 3,3 (Richter). Até ao momento foram identificados cerca de 198 sismos sentidos pela população.

De acordo com o CIVISA, deve-se manter o alerta para a possibilidade de ocorrência de sismos que podem atingir magnitudes mais elevadas do que as registadas até ao momento, assim como para o perigo de ocorrência de derrocadas potenciadas pela atividade sísmica. Existe a possibilidade real de se poder vir a registar uma erupção vulcânica, mas não há evidências de que tal esteja iminente.

DL

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