Rodrigo Oliveira destaca impacto positivo que Parceria Transatlântica UE/EUA pode ter para a economia dos Açores 

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O Governo dos Açores considera “inquestionável” o papel que o Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento entre a UE e os EUA pode representar para o incremento das trocas comerciais e para o reforço das relações políticas e institucionais entre a Região e os EUA, mas entende que é necessário salvaguardar os interesses açorianos no processo de negociação em curso. 

Segundo o Subsecretário Regional da Presidência para as Relações Externas, que falava, em representação do Presidente do Governo, na apresentação do Estudo Macroeconómico de Impacto para Portugal do Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento UE-EUA, frisou que “a negociação de um acordo que reduza significativamente as barreiras existentes poderá fazer cumprir o potencial de crescimento que o incremento das trocas comerciais, também entre os Açores e os Estados Unidos, poderá representar para o mercado regional, para os seus produtores e para a criação de emprego”. 

Rodrigo Oliveira alertou, no entanto, que é importante “garantir que, qualquer incremento das trocas comerciais entre os Açores e os EUA, não se fará a expensas de uma redução das trocas entre os Açores e outros mercados, já consolidados”. 

Para o Executivo Açoriano, deve ser dada uma “atenção negocial muito particular de Portugal e da União Europeia para os setores primário e agroalimentar”, destacando a importância da “defesa da produção regional através da salvaguarda das denominações e indicações regionais protegidas, de modo a garantir o respeito pela autenticidade dos produtos açorianos exportados”. 

No domínio dos transportes aéreos, Rodrigo Oliveira considerou fundamental que os EUA considerem a flexibilização das suas políticas, “de modo a assegurar um acesso alargado ao seu mercado por companhias europeias, o que permitirá potenciar a promoção e o reforço das ligações e fluxos turísticos entre a Região e os Estados Unidos”, enquanto, ao nível dos transportes marítimos, não pode ser esquecida “a mais-valia que representa a localização privilegiada deste arquipélago e que encontra aqui enquadramento para a prestação de serviços associados à entrada e à saída de mercadorias no espaço europeu, conferindo uma nova centralidade aos Açores na interligação entre as duas margens do Atlântico”.

Na sua intervenção, o Subsecretário Regional frisou que os EUA são um “importante mercado de destino da produção dos Açores”, que pode ser “reforçado e beneficiado” por este processo que conduzirá ao Acordo para a Parceria Transatlântica.

DL/GaCS

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