“A corrida é um escape e uma terapia”

3ª São Silvestre da Lagoa reuniu mais de 3 centenas de atletas, amadores e profissionais, vindos de vários pontos da ilha.

Corrida teve o seu início e fim junto ao edifício do Expolab no Tecnoparque Foto DL

O quarteirão entre o Nonagon e o Expolab, no Parque de Ciência e Tecnologia de São Miguel, no Rosário, encheu-se de cor e movimento. Os grupos de participantes iam-se amontoando na estrada e as camisolas indicavam quem era quem. José Pimentel, 45 anos, veio de Ponta Delgada para a São Silvestre de Lagoa. É engenheiro, mas fora de horas, veste a camisola verde do Morcegos Trail, um grupo que começou a correr na Rocha da Relva à noite e que, agora, participa em diversas provas de trail e estrada. “Já fazia as minhas corridinhas mas como a minha filha começou a fazer atletismo começamos a acompanhá-la às provas de estrada e decidi participar nas provas”, explica . José treina 3 a 4 vezes por semana mas garante que veio à prova lagoense “pelo convívio com a malta do grupo mas também por ser uma forma de queimar as calorias do Natal”.

José Pimentel faz vários treinos semanais através do grupo Morcegos Trail Foto DL

Bruno Oliveira também fala nos extras desta quadra natalícia. O técnico de exercício físico, natural do Pico da Pedra, dirige um espaço de treino funcional e diz que “qualquer coisa serve para queimar as calorias a mais ingeridas no Natal”. O participante concorda que o importante é mesmo o convívio, garante não estar preocupado com os resultados preferindo realçar o culto do desportivismo que diz ser o mais importante neste tipo de prova.

Nesta terceira edição da São Silvestre de Lagoa, viram-se  famílias inteiras, crianças, jovens e adultos de todas as idades. Susana Medeiros, 45 anos, é natural de Lagoa e garante ser “uma honra participar numa prova no concelho e sair do sofá”.  A Técnica Superior veste a camisola do Let´s Run Azores, um dos muitos grupos de corrida que participaram no evento. Susana garante que “ a corrida é um escape e uma terapia”. Admite que inicialmente até nem gostava de correr mas depois de continuar “torna-se um vício de uma forma natural e é muito bom sentirmo-nos bem connosco próprios”.

Susana Medeiros (à esquerda) corre regularmente com o grupo Let´s Run Azores Foto DL

“A corrida está  muito na moda”

Ricardo Reis de 54 anos também concorda com Susana. “É contagiante e viciante. Gosto de correr porque me faz bem ao fisico e à mente, é o meu escape”, garante o desenhador na área da construção civil que participa nesta prova pela primeira vez e mostra-se agradado com o percurso.

Para Nelson Santos “a corrida está muito na moda como os trails também. São desportos de muito fácil acessibilidade, muito baratos e podem-se fazer quando se quiser”. Em declarações ao Diário da Lagoa, o vereador para a área do desporto da autarquia lagoense diz que no próximo ano a prova “deverá  migrar para junto das pessoas porque esta atividade tem de estar junto das pessoas para que a possam ver”. O objectivo passa por incluir o percuso dos 7.5 km da corrida pelo centro da cidade. A preocupação foi levantada também por José Branquinho.  O Presidente do Clube Desportivo Operário Lagoa, organizador da prova em parceria com a Câmara de Lagoa, quer que a próxima corrida seja feita dentro da cidade, admitindo que “o objetivo do próximo ano é melhorar e chegar aos mil participantes, à semelhança do que acontece na São Silvestre de Ponta Delgada”.

Apesar dos problemas logísticos deste ano, relacionados com o levantamento dos dorsais por parte de alguns participantes, a organização faz um balanço positivo do evento. A 3ª São Silvestre de Lagoa, que aconteceu este sábado, dia 28 de dezembro, contou com mais de 370 inscritos na geral, benjamins, infantis, inciados e juvenis e desporto adaptado.

Sara Sousa Oliveira

Categorias: Desporto, Reportagem

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