PSD quer melhores condições nos voos da TAP para as Regiões Autónomas

O grupo parlamentar do PSD na Assembleia da República entregou um projeto de resolução que recomenda ao Governo a adoção de medidas para corrigir as anomalias nos voos da TAP para as Regiões Autónomas, assegurando a prestação de assistência adequada aos seus passageiros.

A proposta, subscrita pelos deputados açorianos Berta Cabral e António Ventura advém das queixas “de milhares de açorianos, madeirenses, e turistas em geral, que continuam a ser afetados pelos sucessivos cancelamentos de voos daquela companhia Aérea”, explicam.

Segundo Berta Cabral, “a situação já mereceu, por exemplo, um voto de protesto do Governo Regional da Madeira, junto do Conselho de Administração da TAP”, sendo que “a falta de informações concretas, para além do argumento vago dos motivos operacionais, tem afetado muitos passageiros que, não só veem os seus voos adiados como remarcados sucessivamente”, refere a parlamentar.

Entre os muitos passageiros afetados, nos últimos cancelamentos, encontram-se “atletas e alunos impedidos de realizar os exames nacionais em ambas as Regiões, que não tiveram assistência da TAP, nem qualquer apoio em termos de alojamento e alimentação. Em algumas situações ficaram mesmo sem acesso prolongado às suas próprias bagagens”, refere a missiva social democrata.

Para os deputados açorianos do PSD, e sendo as ligações aéreas a principal via de mobilidade de passageiros entre as Regiões Autónomas e o exterior, “deve caber ao Governo da República, acionista maioritário da empresa, a obrigação e a responsabilidade de exigir da Administração da TAP a atribuição de prioridade, ou no mínimo de não discriminação dos destinos nacionais”, adiantam.

Os deputados do PSD/Açores no parlamento nacional destacam igualmente “os graves constrangimentos que os cancelamentos causam aos habitantes de ambos os arquipélagos, prejuízos que se estendem à economia regional que é muito dependente do Turismo. Cria-se um agravamento da situação de ultraperiferia e uma discriminação interna entre portugueses”, alertam.

DL/PSD

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