PSD defende uso generalizado de máscaras em espaços fechados nos Açores

Foto: PSD

O líder parlamentar do PSD/Açores afirmou esta terça-feira, 14 de abril,  na Comissão Permanente da Assembleia Legislativa, que o Governo Regional “deve saber ouvir os parceiros sociais, acolhendo as suas propostas”.

“Não deve ser um ouvir formal, mas o acolher efetivo das suas propostas”, disse Luís Maurício.

A deputada do PSD/Açores Mónica Seidi alertou o Presidente do Governo Regional para a necessidade de ser promovido o “uso generalizado” de máscara em espaços fechados, nomeadamente em supermercados e farmácias, para prevenir a propagação da COVID-19.“Os peritos que compõe o Conselho de Escolas Médicas já propuseram o uso generalizado de máscaras pela população. A Direção-Geral da Saúde, após várias semanas em negação, decidiu agora recomendar o uso de máscara em espaços fechados, como supermercados e farmácias. Nos Açores, as autoridades de saúde não podem continuar a desvalorizar esta questão”, afirmou a deputada Mónica Seidi.

A social-democrata, que falava na Comissão Permanente da Assembleia Legislativa dos Açores, questionou o Presidente do Governo Regional sobre a necessidade do “uso generalizado” de máscara em espaços fechados, mas não obteve uma resposta concreta.

“O uso de máscaras, associado a outras medidas importantes como o distanciamento social, lavagem das mãos e etiqueta respiratória, foi adotado noutros países de forma eficaz. Nos Açores, a Autoridade de Saúde Regional, dirigida pelo Diretor Regional da Saúde, mantém uma posição contrária”, disse.

Luís Maurício afirmou que o Governo Regional tem de “saber ouvir” os dirigentes das instituições particulares de solidariedade social (IPSS) e os profissionais de saúde, quando estes afirmam que é preciso “fazer testes” da COVID-19 aos funcionários e utentes dos lares de idosos.

Luís Maurício salientou também, dirigindo-se ao Presidente do Governo Regional, que “é preciso ouvir e saber ouvir os profissionais de saúde, porque são eles que estão na frente de trabalho”.

“Não se pode dizer que os equipamentos de proteção individual são suficientes, quando os profissionais de saúde dizem o contrário. Não se pode admitir que a encomenda de equipamentos de proteção individual não tenha sido feita mais cedo porque não era necessário, como disse a Secretária Regional da Saúde”, sublinhou.

“Há uma conclusão que se pode tirar já desta crise: os governos têm de ouvir e saber ouvir os parceiros sociais e os partidos da oposição. Ninguém é dono da verdade. Saber ouvir é meio caminho andado para ultrapassar a situação em que vivemos. Não se limite, senhor Presidente do Governo, a ouvir os que o rodeiam”, concluiu Luís Maurício.


DL

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