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Ponta Delgada expande estratégia ambiental com novas parcerias e foco na educação

Município adere à Associação de Limpeza Urbana e implementa projeto de literacia florestal nas escolas, consolidando um investimento de 20 milhões de euros no setor

© CM PONTA DELGADA
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A Assembleia Municipal de Ponta Delgada aprovou a adesão do concelho à Associação de Limpeza Urbana – Parceira para Cidades + Inteligentes e Sustentáveis (ALU), entidade nacional de referência no setor. A medida surge como uma tentativa de profissionalizar e aferir a eficácia dos serviços de higiene pública, num período em que a pressão turística e o dinamismo económico do concelho têm resultado num aumento da produção de resíduos. Para o presidente da autarquia, Pedro Nascimento Cabral, o objetivo é a incorporação de inovação e a partilha de conhecimento, afirmando que “Ponta Delgada tem registado uma evolução muito positiva na limpeza urbana, fruto de um investimento estratégico, consistente e continuado”, mas sublinhando que a ambição passa por “medir com rigor o impacto” das políticas implementadas.

Simultaneamente, de acordo com a fonte municipal, à vertente operacional, o município está a desenvolver nas escolas o projeto “Literacia para a Floresta”, em parceria com a Liga para a Proteção da Natureza (LPN). O programa, direcionado a alunos entre o quarto e o nono ano de escolaridade, foca-se na capacitação das novas gerações para temas como as alterações climáticas e a escassez de recursos. Através de metodologias participativas, os estudantes realizam atividades de campo em espaços como o Parque Urbano e o Jardim António Borges, transformando o património natural local numa ferramenta pedagógica de preservação de ecossistemas e reservatórios de biodiversidade.

Estas iniciativas integram um plano mais vasto de ação climática que, desde o último mandato, já mobilizou mais de 20 milhões de euros para a área ambiental. Este investimento permitiu o reforço de meios técnicos de recolha em todas as 24 freguesias, a criação de novos pontos de armazenamento de contentores no centro urbano e a abolição do uso de glifosato no controlo de plantas infestantes. De acordo com o autarca, o foco nestas áreas constitui “um compromisso claro com o presente e, sobretudo, com as futuras gerações”, procurando manter os indicadores que levaram a cidade a ser considerada a quarta mais sustentável da Europa em 2025, segundo o ranking da European Best Green Capitals divulgado pela revista Forbes. Na mesma sessão, foi ainda viabilizado o regulamento do Conselho Municipal do Ambiente e Ação Climática, órgão que deverá reforçar o modelo de governação participada no concelho.

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