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PCP Açores acusa “falta de rumo, de estratégia e planificação” na área da Saúde

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De acordo com o PCP/Açores, a situação que se vive na área da Saúde, tanto no SNS como no Serviço Regional de Saúde, “agrava-se de dia para dia”.

“A falta de rumo, estratégia e planificação, e o desinvestimento no SRS, fazem com que os açorianos tenham o acesso cada vez mais dificultado aos cuidados médicos de que precisam, devido ao aumento das listas de espera para consultas de especialidade e cirurgias, bem como à falta de médicos,
enfermeiros, técnicos e assistentes operacionais. É impossível esconder a desvalorização destes profissionais, tanto em matéria salarial, quanto em termos de estabilidade do posto de trabalho e de incentivos à sua fixação”, defende o partido comunistas, em nota de imprensa enviada à redação.

Sobre o incêndio ocorrido no Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada, em maio deste ano, o PCP considera que incidente “deixou o Arquipélago numa situação extremamente difícil, de enorme incerteza sobre o projeto de reconstrução, os custos e o tempo estimado”.

“Enquanto ninguém sabe ao certo o que esperar relativamente à reposição da normalidade na prestação dos cuidados de saúde aos açorianos”, o partido comunista lança um conjunto de perguntas que segundo o mesmo não podem deixar de ser feitas:

“Por que motivo é que não se investe no SRS? Por que motivos não se investe no reforço dos incentivos à fixação de médicos e enfermeiros na Região? Por que motivos não se contratam mais técnicos de diagnóstico, assistentes administrativos e assistentes operacionais? Por que motivo se mantém a precariedade com contratos e falsos recibos verdes? Por que motivo não existe a manutenção dos edifícios e equipamentos que prestam serviços aos utentes?”

Sobre a venda do Hospital Internacional dos Açores (HIA), o PCP, na mesma nota, questiona: “Tendo em conta o investimento feito pelo Governo Regional na construção do Hospital privado da Lagoa, quando este foi vendido à CUF não existiram contrapartidas que permitissem o reforço do SRS?”

Para o PCP, “são estas as perguntas às quais o Governo Regional não responde, não querendo
enfrentar os problemas que põem em causa o direito à saúde dos açorianos”.

O Partido Comunista português (Açores) defende “um sério investimento na Saúde, assegurando
salários dignos, vínculos permanentes e justos direitos laborais, equipamentos e infraestruturas com manutenção regular e novos equipamentos”. De acordo com o mesmo, “só assim será possível que os açorianos tenham médico de família, consultas de especialidade ou exames de diagnóstico”.

Relativamente ao incêndio no HDES, o partido comunista açoriano defende que “o que se confirma é que as soluções encontradas são insuficientes e não reforçam nem defendem o Serviço Regional de Saúde. Só a intervenção organizada e a luta dos trabalhadores e das populações poderão travar o descalabro presente e as consequências dramáticas que o abandono do SRS poderá ter no futuro”.

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