Os santos das Nossas Festas

João Ponte
Padre

As Festas paroquiais de Verão marcam o ritmo de vida das pessoas. Tudo converge para a Festa. Normalmente, cada Paróquia tem uma Festa de verão dedicada ao Padroeiro ou a um santo de grande devoção. A Procissão, por norma, destaca-se e atrai sempre muitas pessoas. É sempre elevado o número dos que vêm ver a Procissão.

Este ano, pela situação pandémica que se vive, não é possível a realização das festas nos moldes habituais. Porém, isto não significa que não haja Festa. Não é a procissão e o arraial que determinam haver festa ou não, mas sim a atitude de cada pessoa. Julgo que a situação atual é uma excelente oportunidade para uma certa purificação da fé e valorização do essencial das festas paroquiais.

Numa das festividades, aconteceu ouvir, por acaso, uma expressão por parte dos homens que iam carregar a Imagem do santo protetor: Vamos carregar o santo, diziam eles com uma certa impaciência. Mas, o que significa colocar a imagem do santo protetor num andor, ornamentá-lo e transportá–lo em procissão pelas ruas da freguesia? Os nossos gestos pretendem destacar aquela pessoa como um exemplo a seguir? Os santos são os heróis da Igreja, porque neles contemplamos a atualização do Evangelho de Cristo. Desejamos ser como eles? De pouco servirá transportá-los pelas nossas ruas, muito bem ornamentados, se não quisermos ser como eles ou se, pelo menos, não nos deixarmos converter por um determinado aspeto das suas vidas.

Que as nossas festas paroquiais, particularmente este ano, sejam uma oportunidade para, em família, conhecermos mais a vida dos santos protetores das nossas Comunidades, desejando imitá-los nas suas virtudes.

(Artigo de opinião publicado na edição impressa de setembro de 2020)

Categorias: Opinião

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