Os números do desemprego

Paulo Silva
Líder regional do partido Aliança

Nos Açores, a beira do precipício já ficou para trás e já estamos em queda livre, mas mesmo assim o Partido Socialista continua a atirar-nos areia para os olhos.

Ora então, o PS orgulhosamente de peito cheio afirma que a taxa de desemprego nos Açores, no 2º trimestre de 2020, foi de 4,9%, inferior em 2,3 pontos percentuais relativamente ao do trimestre anterior e de 3,3 em relação ao trimestre homólogo.

O que se esquece de dizer é que os programas ocupacionais do Governo Rosa contam com mais 304 açorianos de março a julho e que isto faz com que a nossa Região apresente o dobro da taxa do arquipélago da Madeira, por exemplo!

O que se esquece de dizer é que, com a entrada de trabalhadores para programas ocupacionais, o número de desempregados diminui! A cidade da Horta tem mais açorianos em programas ocupacionais do que desempregados, por exemplo!

Ainda no âmbito destes esquecimentos tão convenientes, o Partido Socialista esquece-se de dizer que outro motivo que contribuiu para baixa do desemprego foi o desaparecimento do mercado de trabalho de cerca de 7 mil ativos durante o tempo da crise sanitária. Muitos açorianos desistiram de esperar pelo Centro de Emprego e muitos outros tiveram complicações em contactar os centros de emprego no período de confinamento.

É importante também analisar os números. Preocupa-me que na lista dos desempregados ainda surjam profissões associadas à construção civil. A última crise nunca ficou resolvida e nem estamos preparados para enfrentar outra mas continuamos a viver no mundo da ilusão onde nos pretendem fazer acreditar que “pra frente é que é caminho!”.

Desculpem-me, mas eu não aceito e sei que não estou sozinho! Este não é o caminho que quero para a nossa Região!

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O Diário da Lagoa convidou os 13 partidos candidatos às eleições legislativas dos Açores a expressarem as suas ideias aos leitores.

Categorias: Opinião

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