“Os Açores estão melhor preparados para enfrentar desastres naturais”

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A vice-presidente da assembleia legislativa dos Açores, Catarina Cabeceiras, afirmou que, hoje, os Açores estão “melhor preparados para enfrentar” desastres naturais de origem sísmica e vulcânica, “quer a nível da cultura de prevenção, na procura de boas práticas, gestão do território e na melhoria da edificação.”

Discursando na abertura do congresso dos engenheiros técnicos, Catarina Cabeceiras afirmou que “hoje, governo regional, autarquias, empresas, instituições estão mais preparados que no passado”, sobretudo graças ao trabalho “crucial” de centros de investigação, como o CIVISA e o IVAR, que asseguram “a monitorização e a avaliação dos perigos geológicos nos Açores”, bem como a assessoria técnica e científica das autoridades regionais e locais de proteção civil.”

Na abertura do congresso, este ano subordinado ao tema “Sismologia, vulcanologia e a engenharia na gestão dos riscos”, a vice-presidente lembrou também o papel fundamental “do serviço regional de proteção civil e do laboratório regional de engenharia civil”, reconhecendo que “ao longo dos anos existiu uma cultura de prevenção e de implementação de boas práticas”, mas que existe “sempre um caminho a percorrer.”

“Uma medida que se revelou importante foi a implementação do sistema de avisos por SMS, alcançando assim um maior número de pessoas em caso de ocorrência de algum desastre natural”, afirmou a vice-presidente do parlamento açoriano, sublinhando a necessidade de “continuar o percurso de implementação de novas tecnologias que permitam a monitorização, deteção e alerta atempado destes fenómenos naturais de forma mais exata e mais célere, por forma a tomar decisões mais robustas e eficazes, tanto do ponto de vista do planeamento do edificado, como dos sistemas de alerta de populações ou da definição de planos de intervenção por parte da proteção civil”.

Catarina Cabeceiras sublinhou ainda a necessidade de ter isso em conta aquando da substituição dos atuais cabos de submarinos, que estão em fim de vida, por “uma nova rede de fibra ótica”, para que esta possa ser “utilizada para a deteção de sismos e tsunamis, pois existem estudos sobre esta potencialidade de aviso através da tecnologia dos cabos submarinos.”

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