“O grupo de trabalho, o clube e a instituição merecem estar em patamares mais acima”

A equipa do Operário garantiu a manutenção no Campeonato de Futebol dos Açores, após vencer, este domingo, o Águia dos Arrifes por uma bola a zero, ascendendo assim ao quinto lugar da tabela, somando agora 24 pontos.

Para chegar ao quinto lugar, os fabris beneficiaram do empate do Vitória do Pico na receção ao Rabo de Peixe, e da derrota do Guadalupe na Terceira, diante do Lusitânia.

Com esta subida na tabela classificativa, a equipa da Lagoa garante assim a sua manutenção na prova que avança agora para a segunda fase, dividida em dois grupos, o de subida, onde estão Fontinhas, Lusitânia, Marítimo, Rabo de Peixe e Operário, e o da manutenção composto pelo Guadalupe, Vitória, Águia, Graciosa e Cedrense.

No final do encontro deste domingo, aos jornalistas, o técnico do Operário apresentava-se com um misto de emoções. Segundo Sidónio Ferreira, “sabíamos que dependíamos apenas de nós, e este seria um jogo muito difícil. Há que valorizar o Águia, uma equipa bem organizada”.

O técnico fabril recordou que desde janeiro, a equipa tem-no sido no verdadeiro sentido da palavra. “Um plantel muito curto, um grupo com muitas dificuldades, mas muito unido, com gana de vencer e foi isso que aconteceu”, realçou.

Sidónio Ferreira é perentório na análise e salienta que, chegar ao final do jogo, sabendo dos resultados, foi uma grande felicidade, até porque o grupo de trabalho, o clube e a instituição merecem estar em patamares mais acima.

Para o técnico não se tratou apenas de uma vitória, o resultado alcançado, tratou-se mesmo de uma conquista, a qual dedicou aos seus jogadores. “Ficar nos cinco primeiros foi uma conquista trilhada entre batalhas, a conquista foi dos jogadores e da direção. Não tem sido fácil o trabalho, não tem sido fácil o percurso”, salientou.

Sidónio Ferreira adianta mesmo que “com competência e trabalho conseguiu-se o resultado”.

Por seu turno, em declarações ao Jornal Diário da Lagoa, o presidente do clube referiu que foi o acreditar até à última.

Gilberto Branquinho diz ser uma conquista de todos com uma passagem extremamente difícil, num período difícil do clube.

Segundo adiantou, a resiliência de algumas pessoas fez a diferença. “Muitas poucas pessoas acreditavam na chegada do Operário à zona de subida”.

O presidente do clube lagoense disse ainda que gostaria de estar noutro patamar, mas sente-se satisfeito com o que foi alcançado. “Tudo pode acontecer, e vamos exigir na mesma aos jogadores para dignificarem o emblema e a história do clube”.

Gilberto Branquinho recorda que se trata duma equipa diferente da que o Operário se apresentou no início da época, uma equipa muito limitada, mas uma equipa que sabe o que quer. “Existem jogadores com qualidade e que continuam a subir, e que começam a perceber a história e a importância do clube”.

O presidente do emblema fabril refere que, neste momento, “é uma equipa capaz de ombrear com qualquer uma das cinco deste grupo de subida, embora a diferença de pontos dos primeiros, mas garanto que o clube sairá dignificado e acredito nestes jogadores e equipa técnica”.

De salientar que o clube terá agora quinze dias de descanso do Campeonato, tempo que servirá para refletir e preparar a estratégia para esta segunda fase.

Contudo, já esta quarta-feira, dia 20 de fevereiro, o Operário tem mais uma prova para superar, recebendo uma vez mais o Águia dos Arrifes, nos quartos-de-final da Taça de São Miguel, encontro a disputar no Campo João Gaulberto Borges Arruda, a partir das 20h30.

Os restantes jogos desta fase da prova são: Marítimo – Rabo de Peixe; Vale Formoso – Ideal e Pico da Pedra – Benfica Águia.

DL/ fotos(c)Henrique Barreira

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