O escutismo permite que os jovens “deixem o mundo um pouco melhor do que aquele que eles encontraram”

No passado mês de maio, na edição impressa do Diário da Lagoa, o jornal foi ao encontro do Grupo de Escoteiros de Água de Pau. Desta vez, damos a conhecer as atividades e funcionamento do Agrupamento de Escuteiros – 1333 da Ribeira Chã, na Lagoa.

O Agrupamento de Escuteiros – 1333 da Ribeira Chã foi fundado em 2005, tendo sido os antigos chefes da Associação dos Escoteiros de Portugal (AEP), o Pe. Francisco Manel Moniz de Melo e Paulo Alexandre Teles, os principais impulsionadores deste grupo.

No dia 17 de março de 2006, o Pe. Francisco Manel Moniz de Melo pediu a abertura do Agrupamento na Junta do Núcleo de São Miguel- Açores (CNE), sendo que, o mesmo pedido foi aceite no dia 21 de abril de 2006. No entanto, a formação escutista para todos os futuros chefes foi uma das condições exigidas. Assim sendo, o Agrupamento – 976 de Água d´Alto, escolhido pela Junta do Núcleo de São Miguel-Açores, foi orientador e permitiu o progresso da formação do Agrupamento de Escuteiros da Ribeira Chã.

No dia 28 de outubro de 2007, após a formação inicial, 21 elementos constituíram o Agrupamento de Escuteiros da Ribeira Chã, passando a estar inscritos no Corpo Nacional de Escutas (CNE).

De referir que a alcateia de Santo Antão e o Grupo de exploradores Baden Powell, também fazem parte do Agrupamento-1333 da Ribeira Chã, que tem por patrono São José.

O Agrupamento de Escuteiros da Ribeira Chã foi o 27º a ser constituído em São Miguel e este ano comemora os seu 10º aniversário de fundação, sendo chefiado por Paulo Teles.

Trinta e três elementos compõem o Agrupamento, estando divididos em diversas secções, nomeadamente: a alcateia com crianças dos 6 aos 10 anos; a expedição com elementos dos 10 aos 14; a comunidade conta com jovens dos 14 aos 18 anos; os adolescentes dos 18 aos 22 anos e a chefia/dirigentes que participaram com aptidão em todos os cursos de formação escutista do CNE.

De referir que todos os escuteiros do CNE têm cores simbólicas para os seus lenços, onde cada secção conta com uma cor diferente.

O Agrupamento de Escuteiros – 1333 da Ribeira Chã organiza atividades diversificadas, onde cada secção de escutistas progride nas diversas práticas do pioneirismo, cozinha em campo, canoagem e, principalmente, nunca esquecendo o respeito pelo próximo e a proteção da natureza.

As aventuras ao ar livre e o espírito de equipa são desenvolvidas tanto no seio do Agrupamento com o seu Núcleo, como nas atividades de partilha com outros agrupamentos de escutistas, mas também com as associações às entidades do concelho de Lagoa e algumas requisições pelo concelho do Nordeste.

“Sempre fui escuteiro, desde muito novo, após ter tido um acidente onde parti uma perna, deixei o futebol e comecei a levar o escutismo mais a sério”, afirma o chefe do Agrupamento da Ribeira Chã.

Paulo Teles explica ao Jornal Diário da Lagoa que, apesar dos 25 anos que passou ao serviço dos jovens escutas do concelho de Lagoa, nunca atribuiu muita importância ao estatuto e cargos que ocupou e isso, apesar de todos eles terem sido de grande responsabilidade. Para o chefe do Agrupamento, a verdadeira importância são os jovens, pois, se não fossem os mesmos, não haveria escutismo, nem chefes e muito menos cargos.

“Ter um cargo abaixo ou mais acima para mim é indiferente. Nós, os adultos, estamos no escutismo como voluntários para ajudar os nossos jovens a serem os novos homens e mulheres de amanhã e que deixem o mundo um pouco melhor do que aquele eles encontraram”, afirma Paulo Teles.

De salientar que o Agrupamento – 1333 da Ribeira Chã assina, anualmente, um protocolo com a Câmara Municipal de Lagoa e também recebe uma ajuda financeira da junta de freguesia da Ribeira Chã.

Por outro lado, as diferentes iniciativas ao longo do ano, nomeadamente com as aventuras ao ar livre e as atividades inseridas na comunidade permitem cativar mais elementos para o Agrupamento, sendo que Paulo Teles adianta que já passou mais de 250 noites ao serviço do escutismo e dos jovens lagoenses, mas que ainda se encontra disponível para outras tantas, porque como diz o lema dos escuteiros: “uma vez escuteiro, escuteiro para sempre”.

DL/AS

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