O ‘derby’ da Ribeira Grande que o tempo não apagou

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Domingo, 30 de outubro, é dia de jogo da saudade. No estádio municipal da Ribeira Grande, a partir das 15h00, defrontam-se Benfica Águia e Sporting Ideal, duas equipas vizinhas separadas por escassos metros, mas grandes na rivalidade entre si e na história e contributo que já deram ao futebol micaelense.

Regressado ao futebol em 2016 após vinte e seis anos de ausência, o Benfica Águia procura cimentar uma posição marcante no futebol de São Miguel. Foi finalista vencido da pretérita edição da Taça de São Miguel e vice-campeão de ilha ao conseguir o segundo lugar no campeonato.

Aos poucos, tem vindo a recuperar o espaço que conquistou na década de 80 quando conquistou o título de campeão de São Miguel. No ativo há seis anos consecutivos após um interregno competitivo de quase três décadas, o percurso do Benfica Águia não tem deixado ninguém indiferente.

Do outro lado um Sporting Ideal a atravessar uma crise profunda. A descida às provas da Associação de Futebol de Ponta Delgada após vários anos nos nacionais, com presenças no campeonato de Portugal, abriu feridas profundas que os seus responsáveis estão a tentar sarar.

Mais de trinta anos volvidos sobre a última vez que se defrontaram para o campeonato de São Miguel, Benfica Águia e Sporting Ideal reeditam um confronto de outros tempos, agora para a 5.ª e última jornada do grupo B da Taça de Honra João de Brito Zeferino.

A partida já nada decide para qualquer um dos emblemas da Ribeira Grande pois a presença na final da prova será discutida entre União Micaelense e Vale Formoso, mas está carregada de simbolismo e de um peso histórico que a ausência do Benfica Águia das provas de âmbito local não apagou, ao ponto do encontro manter a classificação de ‘alto risco’ por parte das forças policiais.

Domingo, no estádio municipal da Ribeira Grande, rola a bola entre dois históricos do futebol do concelho nortenho e do futebol de São Miguel. Rola a bola no reencontro de amigos, da saudade de tempos idos, do futebol dos campos ‘pelados’, do amendoim e da fava torrada nas bancadas. Domingo, regressa a essência do futebol dos anos 80 agora vivido ao sabor dos tempos modernos.

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