MUSAMI avança com obra da nova Estação de Triagem Automatizada

A MUSAMI acaba de lançar a primeira pedra da construção da nova Estação de Triagem Automatizada, no Ecoparque da Ilha de São Miguel.

Trata-se de um investimento da ordem dos 2,8 milhões de euros, cofinanciado pelo programa PO-SEUR, cuja obra estará concluída dentro de um ano.

Segundo a MUSAMI, esta linha de triagem obedece às melhores técnicas e práticas disponíveis no mercado, permitindo uma elevada eficácia da triagem de papel/cartão e plástico/ metal, dotada de tecnologia ótica de última geração, assegurando em simultâneo as melhores condições de higiene e segurança de trabalho aos seus colaboradores.

A capacidade instalada é de 2,5 tons/hora, o que permitirá a triagem de cerca de 4500 toneladas de resíduos por ano, provenientes dos ecopontos colocados nas vias públicas e da recolha seletiva porta a porta.

A conceção, construção, fornecimento e montagem da Estação de Triagem Automatizada foi adjudicada ao consórcio EFACEC/Marques. A fiscalização da obra está a cargo da empresa Norma Açores.

O lançamento da primeira pedra desta nova Estação de Triagem Automatizada acontece numa altura em que a Associação de Municípios de São Miguel (AMISM) assinala os seus 25 anos.

Segundo Ricardo  Rodrigues, presidente do Concelho de Administração da MUSAMI, o objetivo desta central passa por apostar na valorização dos produtos que são recicláveis. Um trabalho que será o resultado da separação feita pela população em casa e nos ecopontos.

Segundo adiantou, este é um sinal que os municípios de São Miguel apostam na valorização dos resíduos, porquanto todo o investimento é dirigido ao tratamento para expedição dos resíduos.

Neste momento, em média, por semana, a MUSAMI envia 12 contentores de resíduos deste tipo. A triagem atualmente é toda feita manualmente e passará a ser feita de forma automatizada, valorizando assim, ainda mais, os resíduos exportados.

Em 2016 a MUSAMI teve um volume de negócios na ordem dos  4 milhões e 800 mil euros, tendo um resultado líquido na ordem dos 396 mil euros. O volume de faturação, no que respeita à triagem foi de cerca de 2 milhões de euros.

Ainda segundo Ricardo Rodrigues, a MUSAMI recebeu e geriu, em 2016, mais de 80 mil toneladas de resíduos, sendo esta a produção anual de resíduos na ilha de São Miguel, tendo-se verificado um aumento de 2015 para 2016 de cerca de 5%, não sendo alheio ao desenvolvimento económico e turístico que se assiste, segundo referiu.

Por outro lado, o Presidente da AMISM realçou ainda o facto do Ecoparque de São Miguel se constituir num projeto uniforme, orientado para tratar todos os resíduos da ilha numa lógica de economia circular, e esperando que, de futuro, todos os resíduos recebidos possam ser valorizados, tendo para isso sido feitos vários investimentos: um aterro sanitário para deposição de resíduos orgânicos; um ecoponto para resíduos diferenciados; uma plataforma de triagem; uma estação de tratamento para lixiviados; uma estação de valorização energética, alimentada por bio gás; aterros de suporte e um edifício de armazenamento de composto, investimentos que totalizam mais de 5 milhões de euros.

DL

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