Município de Ponta Delgada reduziu dívida a terceiros em 51,1 por cento

No primeiro semestre de 2018, o universo do Município de Ponta Delgada conseguiu reduzir a sua dívida a terceiros num total de 51,1%, relativamente a 31 de dezembro de 2017.

Os dados foram apresentados à Assembleia Municipal de Ponta Delgada, na sessão de setembro, que decorreu esta quinta feira, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, e surgem na sequência da análise semestral realizada pelo revisor oficial de contas (ROC).

Segundo os mesmos elementos, e tendo por base o apuramento da DGAL (Direção Geral das Autarquias Locais), o prazo médio de pagamento do Município de Ponta Delgada é de 16 dias.

A 30 de junho de 2018, os custos suportados traduziram-se praticamente em Custos com Pessoal (48%), fornecimentos e serviços externos (27%) e outros custos operacionais (21%).

No mesmo período, a Câmara de Ponta Delgada contava com 676 colaboradores, o que perfaz um encargo médio mensal de 1.363 euros por trabalhador. A massa salarial mensal de 700.246 euros traduz-se, individualmente, em cerca de 1.047 euros.

A Câmara, ainda de acordo com a análise do ROC, não apresenta dificuldades em satisfazer os seus compromissos de curto prazo, uma vez que os rácios de liquidez apresentam valores acima da média.
Por outro lado, a Câmara, com a sua atividade expressa nos resultados operacionais (2.682.846 de euros), conseguiu superar, em quase três vezes, o serviço da dívida (amortização de juros e encargos dos empréstimos bancários), atingindo os 863.450 euros.

Os fundos disponíveis do Município, durante o primeiro semestre do ano em curso, eram de 10.009.260 euros.

A despesa total prevista para o ano de 2018 é de 49.286.449 euros, de acordo com o orçamento e respetivas revisões ou alterações. A despesa paga no primeiro semestre deste ano atingiu os 16.432.626 euros.

Quanto à execução global da despesa é de, aproximadamente, 33%, em resultado da baixa execução das rubricas Aquisição de Bens de Capital e Aquisição de Bens e Serviços, que não ultrapassara, respetivamente, os 14% e os 30% da despesa prevista. Comparativamente ao período homólogo de 2017, não se registou grande oscilação.

Passando à receita total prevista para 2018, ascende aos 49.286.449, de acordo com o orçamento e respetivas revisões ou alterações, sendo que, no primeiro semestre de 2018, a receita cobrada atingiu os 27.586.174 euros.

Quanto à execução global da receita, também no primeiro semestre deste ano, atingiu os 56%, enquanto as transferências de capital chegaram aos 36%.

Relativamente ao período homólogo de 2017, verificou-se um aumento de 20% na arrecadação de receita, explicada pelo saldo da gerência anterior.

A receita cobrada no primeiro semestre deste ano e no período homólogo anterior foi superior à despesa paga, sendo a variação líquida ocorrida entre os dois períodos de 6.461 milhares de euros, provenientes do aumento ocorrido na receita.

Depois de analisado o equilíbrio entre a receita corrente e a despesa corrente, verifica-se que o nível atingido é superior ao do período homólogo de 2017 em, aproximadamente, 2,3 milhões de euros.

DL/CMPD

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