JS/Açores critica gestão da pandemia e encerramento das escolas

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A JS/Açores considera que o encerramento das escolas de São Miguel revela que se estão “a dar vários passos atrás no controlo” da pandemia de covid-19 e pede ao Governo Regional que garanta o acompanhamento dos alunos.

Em nota de imprensa divulgada esta sexta-feira, 19 de março, a Juventude Socialista dos Açores defende que “a decisão de se suspender as atividades letivas presenciais em todas as escolas de São Miguel revela” que se estão “a dar vários passos atrás no controlo da situação pandémica, particularmente da variante do Reino Unido, na região”.

Esta estrutura considera que a decisão “traz mais incertezas e receio social na comunidade educativa, que vai afetar cada vez mais os alunos”, e denuncia a “falta de preparação, organização e planeamento das atividades letivas à distância”, o que contribui para o agravamento “das desigualdades sociais e dos irremediáveis prejuízos na aprendizagem” dos alunos.

Nesse sentido, afirmam que “este fecho temporário das escolas não deve desresponsabilizar o Governo [Regional] no acompanhamento e garantia de aprendizagem” dos alunos, acrescentando que “a região deve acautelar medidas para que, no futuro, perante acontecimentos semelhantes, se evite pedir mais sacrifícios às escolas e aos seus alunos, evitando assim que sejam prejudicados”.

“Para a JS/Açores, importa ainda esclarecer em que situação fica o processo de testagem massiva que estava em curso nas escolas dos Açores” e, por isso, questionam “se o mesmo fica suspenso ou se vão ser repetidos os testes já realizados”.

A Juventude Socialista pede ainda “que a informação sobre a evolução da pandemia seja mais rigorosa e mais transparente” e lembra que o presidente de Comissão de Acompanhamento da Luta Contra a Pandemia, Gustavo Tato Borges, afirmou, em 04 de março, que não havia livre circulação da nova estirpe inglesa na região e que, na semana seguinte, já eram 20 os casos relacionados com essa variante.

“Os ziguezagues do presidente da Comissão de Acompanhamento da Luta Contra a Pandemia em torno da circulação de novas estirpes dentro da Região são motivo de apreensão e têm consequências, não só nas questões da saúde, mas também nas medidas urgentes que depois precisam de ser implementadas, como aconteceu com a decisão de suspender as atividades letivas presenciais em todas as escolas de São Miguel, revelando que temos claros e evidentes sinais de um descontrolo da situação pandémica da nova variante”, considera a estrutura liderada por Vílson Ponte Gomes.

Lusa/ DL

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