Iniciativa Liberal condena quem está nas ilhas “ao serviço de interesses de Lisboa”

© JEDGARDO VIEIRA

A Iniciativa Liberal/Açores assegurou hoje, 17 de novembro, que continua “a lutar” pela defesa dos açorianos no âmbito das negociações do Orçamento Regional de 2022 e condenou quem está nas ilhas “ao serviço de interesses de Lisboa”.

A estrutura regional da IL lembrou, num comunicado, que foi um dos partidos que assinou um acordo de incidência parlamentar com o PSD nos Açores, em 2020, que levou à aprovação, pelo deputado único que tem no parlamento da região autónoma, do orçamento do arquipélago para este ano.

Em relação ao que foi proposto para 2022 pelo Governo regional, de coligação PSD/CDS-PP/PPM, que está em debate na Assembleia Legislativa dos Açores, a IL diz que não cumpre o acordo assinado no ano passado, mas que o processo ainda está em aberto.

“No primeiro orçamento o acordo foi cumprido, nomeadamente com redução de impostos, e neste orçamento, depois do recuo do Governo, continuaremos a lutar para que os açorianos não sejam penalizados por mais endividamento. Desta forma, o Governo estará a cumprir o acordo assinado com a IL, o orçamento não será igual aos orçamentos socialistas do passado e o futuro dos açorianos ficará mais assegurado”, lê-se no comunicado.

A IL divulgou esta nota depois de o líder nacional do Chega, André Ventura, pedir à estrutura regional do partido para romper o compromisso que assumiu com o PSD nos Açores e votar contra o Orçamento Regional de 2022.

“A Iniciativa Liberal está nos Açores para defender os interesses das nossas ilhas e de todos os açorianos. Não está, como em outros partidos, ao serviço de interesses de Lisboa que usam os Açores apenas como fantoche para jogos de poder nacionais, num total desrespeito pelos Açores e pelos açorianos e até pelos seus eleitos e eleitores”, escreveu a IL/Açores.

Para o partido, o que “está em causa neste momento” é “o debate do Plano e Orçamento da Região para 2022 e a defesa dos interesses da região e dos açorianos”, que se defendem “nos Açores” ou em Lisboa e Bruxelas desde que “por quem legitimamente é escolhido e escrutinado pelos açorianos”.

O deputado único da Iniciativa Liberal nos Açores, Nuno Barata, já tinha revelado a 5 de novembro que o seu sentido de voto não está fechado, mesmo depois de o Governo regional ter reduzido o nível de endividamento previsto no Orçamento e no Plano para 2022, tal como tinha exigido o parlamentar.

Lusa/ DL

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