Governo regional anuncia plano de prevenção para a ilha de São Jorge

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O secretário regional da Saúde e Desporto, Clélio Meneses, revelou esta terça-feira, 22 de março, a partir do serviço regional de Proteção Civil, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, que está em curso a deslocação de equipamentos e equipas de socorro para a ilha de São Jorge.

No âmbito do Plano de Prevenção Regional, decorrente da crise sísmica naquela ilha, está em marcha a intervenção de diversas entidades, “desde a proteção civil às forças armadas, passando pelas corporações de bombeiros de outras ilhas, pelos serviços locais e municipais de proteção civil de ambos os concelhos de São Jorge e pela Direção Regional de Saúde”, avançou o secretário regional da Saúde.

“O papel do governo e da Proteção Civil é prevenir qualquer evento perturbador, e é isso que estamos a fazer”, reiterou o governante. 

O titular da pasta da proteção civil anunciou ainda que “os doentes internados no centro de saúde de Velas vão ser evacuados para a Calheta” e que os doentes com mobilidade afetada, “vão ser também identificados para os podermos proteger”, numa operação a desenvolver em cooperação com as câmaras municipais. 

Clélio Meneses adiantou também que esta tarde, seguiram para São Jorge diversos equipamentos “tais como um reboque multi-vítimas, um equipamento de busca e intervenção em estruturas colapsadas, câmaras de busca e equipamentos de estabilização”, precisou. 

“Estamos em contacto com a Atlanticoline para a necessidade de ser emergente evacuar pessoas por via marítima e também estão contactadas as forças armadas”, acrescentou. “Na resposta ao nível de evacuações e cuidados de saúde, não vamos ser negligente na ação”, reiterou. 

Clélio Meneses referiu igualmente que a crise sísmica em curso na ilha de São Jorge “não revelou qualquer evidência de atividade vulcânica, e todas as ocorrências têm origem tectónica, mas pelo histórico e pela localização dos epicentros ela poderá mesmo ocorrer”. 

Por outro lado, o governante desaconselhou as viagens para São Jorge e solicitou que tudo o que possa ser adiado para outra altura, viagens de desporto e outras atividades, deve ser adiado, desaconselhando-se a deslocação de pessoas para efeitos que não sejam estritamente necessários. “Havendo algum evento, com impacto maior, são mais pessoas para serem retiradas”, frisou.

Por último o governante referiu que irá haver comunicação regular com a população sobre a situação que se vive naquela ilha. “Estamos a comunicar o que sabemos, não estamos a esconder nada, estamos a acompanhar a situação ao minuto e a preparar-nos para dar uma resposta pronta e informaremos as pessoas”, sublinhou. 

DL

Categorias: Regional

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