Governo regional alerta para custos com equipamentos sem manutenção na área da saúde

© MIGUEL MACHADO

O presidente do Governo regional dos Açores alertou hoje, 10 de novembro, para os custos decorrentes da falta de manutenção de diversos equipamentos, nomeadamente na área da saúde, informando estar em curso um trabalho de vigilância e reparação.

José Manuel Bolieiro falava aos jornalistas no final da reunião do Conselho da Ilha do Pico, durante a qual foi divulgado que, para além das obras de três milhões de euros anunciadas na terça-feira para recuperar o Centro de Saúde das Lajes do Pico e da reparação de infiltrações na unidade de São Roque do Pico, será necessário também intervir nas instalações novas do concelho da Madalena.

“Temos verificado, com infelicidade, que em muitos setores, mas com particular intensidade no setor da saúde, há problemas que são maiores por falta de manutenção. A falta de manutenção foi de tal ordem grave que, se tivessem sido cuidados, não teriam o custo que hoje têm”, observou o governante, no fim da sessão realizada no Museu da Indústria Baleeira, em São Roque do Pico.

A intenção do atual Governo de coligação PSD/CDS-PP/PPM é “assegurar, no mais curto prazo possível, intervenções nestes edifícios”, garantindo “dignidade para os profissionais de saúde e para os utentes”.

“Estamos a fazer um trabalho de vigilância e levantamento e reparação”, afirmou.

O chefe de governo, que na terça-feira cumpriu o terceiro dia de visita estatutária à ilha do Pico, congratulou-se com a “oportunidade de ter podido responder às questões mais consensuais e mais prementes da ilha do Pico”.

Na reunião do Conselho de Ilha, o secretário Regional da Saúde e Desporto, Clélio Meneses, disse que, até setembro de 2021, foram realizadas no Pico 2.319 consultas de médicos especialistas deslocados.

Em 2019, antes da pandemia de covid-19, foram realizadas 1.960, indicou.

O presidente do Conselho de Ilha, Rui Lima, referiu a “nova forma de estar” do atual Governo nas visitas estatutárias, indicando que “algumas” das respostas às reivindicações daquela entidade “foram satisfatórias, enquanto outras poderão não ser”.

Questionado pelos jornalistas, Rui Lima destacou como o “mais positivo” da visita “os passos dados em relação ao aeroporto”.

Relativamente àquela infraestrutura, o Governo inscreveu no Plano e Orçamento para 2022 verbas “para a elaboração do projeto” de ampliação da pista e “necessárias expropriações”.

“São os primeiros passos muito indiciadores relativamente à expectativa do Conselho de Ilha e dos autarcas da ilha do Pico”, disse José Manuel Bolieiro na reunião de terça-feira à noite.

O presidente do Conselho de Ilha do Pico disse à Lusa no sábado que pretendia confrontar o Governo dos Açores com reivindicações na saúde, reclamando um aumento das especialidades disponibilizadas, a par de uma definição para o futuro do aeroporto e do porto comercial.

Rui Lima disse que as reivindicações “manter-se-ão em linha com o memorando apresentado em 2020, incidindo nas questões relacionadas com a saúde, quer nas suas infraestruturas e equipamentos, quer na orgânica, melhoria e aumento das especialidades oferecidas”.

Os conselheiros defendem que “deverão também ser aprofundadas as definições em torno do futuro do aeroporto e do porto comercial” da ilha do Pico.

Segundo o Estatuto Político-Administrativo dos Açores, o Governo regional tem de visitar cada uma das ilhas do arquipélago sem departamentos governamentais (6), pelo menos uma vez por ano, com a obrigação de reunir o Conselho do Governo na ilha visitada.

Depois da Graciosa e São Jorge, esta é a terceira ilha a ser visitada pelo executivo de coligação PSD-CDS-PPM.

Lusa/ DL

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